Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(390)Você está em:
  • Home »
    • Câmara em ação
      • » Opinião

Opinião

Selecione datas para filtrar: a OK
Hospitalidade, Hóspede e Hospedagem. Como sua empresa se comporta? 18/02/2020

Segundo Homero (Séc.VIII...a.C.), Peca igualmente quem apressa o hóspede que não quer partir e quem o detém quando este já está partindo. O hóspede deve ser bem tratado se fica, e não deve ser impedido de partir se assim o deseja.

Vamos refletir sobre Hospitalidade. Se alguém lhe perguntasse, agora, o que é hospitalidade, o que você responderia? 

E se lhe perguntassem: hospedar é apenas receber alguém ou é também dedicar-se a essa pessoa? Está difícil?

Essa palavra, hospitalidade, nos remete a um universo de vários sentimentos, como: proteger, ajudar, dedicar-se, mover-se com algum objetivo de sensibilidade.

A hospitalidade é, portanto, obrigatoriamente, ser recebido num espaço através de um ritual de acolhida. Para o hospitus (Latin pessoa que hospeda): admitir o hóspede de passagem, desde a porta até o interior da casa.

Como receber um indivíduo que chega a uma cidade, em uma casa, em um hospital ou em algum lugar, onde espera ser bem recebido, e como recebê-lo sem desencantar e proporcionando-lhe a acolhida esperada? Isto se aplica também aos colaboradores de uma empresa.

O gesto responde sempre a mesma questão: Não há uma fórmula matemática para demonstrar amabilidades ou ações de prazer, para demonstrar alegrias inesperadas ou esperadas. Todo ato de dar boas vindas está na Hospitalidade, na sensação própria do ser humano. 

Todo conhecimento humano entre o hospedeiro e o hóspede esta no interior de cada um e no exterior do ato (de dentro para fora): - Entre em minha casa, seja benvindo, sinta-se à vontade! É o famoso: Mi casa es tu casa. 

Hospitalidade rima com agradecimento é o dar e receber, a graça de estar e ficar, o prazer de ser bem quisto, e a felicidade de ver que outro partiu bem, deixando e levando recordações boas e saudáveis. Fico em um lugar que me da alegria e onde eu posso devolver essa mesma alegria, em dobro.

Mas proporcionar hospitalidade é uma tarefa fácil e receber também o é. A hospitalidade nada mais é que, simplificando, um ritual de acolhimento. 

A hospitalidade tem sua origem na Grécia antiga. Nas festas olímpicas o receber bem dispensados aos estrangeiros era uma máxima para os anfitriões.

Hospedar ou receber? A hospedagem é uma forma de proteção, solidariedade e uma maneira de dizer: Oi amigo estou aqui para te guiar.

Agora, adivinhem que eram os hospedes? Se você pensou: Qualquer pessoa. Ok, acertou.

A um estrangeiro, de passagem, bastava bater à porta. Um simples “toc toc”, bastava para ser recebido com amabilidades pelo dono da casa em questão. Desde que não fosse interesse de negócios, imediatamente, o estrangeiro era recebido por uma pessoa que lhe traria sabão, água e panos limpos para sua higiene, após lavar as mãos e o rosto, o estrangeiro era conduzido aos seus aposentos, com roupas limpas e acomodações adequadas.

Numa reunião com familiares do anfitrião, os hospedes eram ouvidos e falavam de sua origem, propósito de sua visita e, pasmem, o pagamento era paz com paz. Assim sendo, o anfitrião, sentindo-se enobrecido por ser a ponte dessa paz, guardava a certeza de que todos que viajassem, prosseguindo seus caminhos, seriam recebidos com a mesma nobreza. 

A hospitalidade teria nascido praticamente como uma forma de fazer caridade consciente ou inconscientemente, ou simples altruísmo ao acolher o viajante, o necessitado. Esse ato de receber, de ser bom anfitrião, modificou a forma de todas as linhas de pensamentos e atitudes.

Desde o altruísmo, conceito foi criado por Augusto Comte (1798 – 1857), filósofo francês criador da doutrina filosófica conhecida como Positivismo, o altruísta sempre estará à disposição de outro ser humano e a ele se dedicará
apenas por pura abnegação, até a mais alta forma de comércio é sabido que não só pelo altruísmo ou devoção, mas pesa muito o bom humor, ao receber, atitude que traz em si o poder de tornar tudo mais perfeito, eficaz e lucrativo. Mudaram-se os paradigmas das formas de receber, de acolher, de dar boas vindas.

Um país que cuida e se dedica ao seu turismo, que capacita, que investe na beleza, na distração, no desenvolvimento, certamente receberá tantos ou mais visitantes quantos foram imaginados. A fama de bom acolhedor certamente trará sempre mais pessoas interessadas em visitar, comprar, fazer negócios ou simplesmente pelo turismo.

No entanto, não existe fórmula mágica para se atender clientes. Mas existem maneiras distintas para o reconhecimento do perfil de seus clientes. Cada empresa tem sua maneira de agir e de capacitar seus colaboradores, e muitas formas de como agradar o consumidor.

O que é melhor que receber informações comparativas, pesquisas de campo e dicas interessantes? 

Resposta: Aplicá-las.

Conclusão: Quando sua empresa, em qualquer ramo de atuação, recebe bem o cliente, o funcionário, o fornecedor ou o hóspede, ela consegue edificar sua marca e deixar uma mensagem positiva que, com certeza, não será esquecido. Isto é hospitalidade. 

Nelson Goes, professor de marketing universitário da Universidade Paulista (UNIP), nas áreas da administração de marketing para gestão, graduação e pós-graduação e gerente comercial do Matsubara Hotel São Paulo.

Nelson Goes (Foto: Rubens Ito / CCIJB)

 



Últimas

2020/03/19 » Tecnologia e Teletrabalho: novos horizontes nas relações de trabalho
2020/02/19 » Importantes apontamentos sobre a Lei Geral de Proteção de Dados nos contratos de trabalho
2020/02/18 » Hospitalidade, Hóspede e Hospedagem. Como sua empresa se comporta?
2019/12/17 » Imagens de satélite indicam que Coreia do Norte pode ter testado motores de foguete
2019/10/31 » A multa de 1% por indicação incorreta da NCM e a Súmula CARF 161
2019/10/29 » Pequenas lições de grandeza
2019/10/14 » O maior desastre ambiental
2019/09/26 » A baixeza humana
2019/09/16 » O caminho do meio é o maior
2019/09/09 » Oh, tempora! Oh, mores!
2019/09/02 » Lobby e democracia participativa
2019/08/02 » O pagamento de prêmio a administradores e diretores não empregados
2019/07/31 » Nossa democracia participativa
2019/07/22 » Julho cheio de tensões
2019/07/15 » O pai nosso de Bolsonaro
2019/07/10 » O poder invisível
2019/07/01 » A festa do estado-espetáculo
2019/06/17 » Um tiro na Lava Jato
2019/06/10 » A violência no deserto
2019/06/03 » Será que vai dar certo?

Ver mais »