Deputados querem explicações sobre a falta de aprofundamento dos estudos
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle vai realizar audiência pública para discutir os estudos geológicos sobre a implantação do trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo. A data da audiência ainda não foi definida.
O debate foi sugerido pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), presidente de uma subcomissão da Câmara criada para acompanhar a implantação do trem-bala. Para o deputado, são necessárias explicações sobre os motivos de os estudos não terem sido aprofundados.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), os estudos geológicos são insuficientes e não permitem prever o custo da obra, estimada em mais de R$ 30 bilhões. O TCU aprovou, no entanto, os estudos de viabilidade do projeto.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que o custo do projeto é imprevisível porque as sondagens para o levantamento geológico foram apenas 4,4% do total necessário. O Psol votou conta a previsão orçamentária para a
obra.
"Entendemos que o gravíssimo problema de transportes no Brasil é sobretudo um problema da população das regiões metropolitanas e não das ligações interestaduais. O trem-bala, portanto, não é prioridade", disse Alencar. "Essa proposta é um certo delírio, é algo muito vinculado a demandas de fora pra dentro, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016."
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo projeto, espera realizar a concorrência para a obra até o fim de novembro. O trecho Rio-São Paulo será percorrido em 93 minutos, e o preço máximo da tarifa será de R$ 200. A expectativa é que o trem-bala entre em operação em 2015.
Será convidado para a audiência o presidente do Serviço Geológico do Brasil, Agamenon Sergio Lucas Dantas.
(Agência Câmara)