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Tecnologia de ponta na geração de energia desenvolvida em Fukushima 20/06/2017

Os esforços internacionais para combater o aquecimento global enfrentam um desafio depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que seu país vai sair do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. O segredo para combater o aquecimento global está em aumentar a eficiência e reduzir as emissões de dióxido de carbono das usinas de energia movidas a carvão, já que elas continuam sendo a principal fonte de energia em vários países do mundo. Hoje, para o Comentário, conversamos com Yoshitaka Ishibashi, da Joban Joint Power Corporation, sobre o ciclo combinado de gaseificação de carvão integrado, ou IGCC nas iniciais em inglês, um processo de geração de energia a carvão mais eficiente. O Japão lidera o mundo no desenvolvimento desta tecnologia. Ishibashi é o gerente-geral de IGCC na usina de energia Nakoso, daquela corporação, em Fukushima.

Ishibashi diz: "O Japão teve a iniciativa de mudar sua fonte de energia do petróleo para o carvão e outros combustíveis depois da crise do petróleo de 1973. O acentuado aumento nos preços do petróleo depois da Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973, afetou a economia internacional. Desde então, o Japão diminuiu o uso de usinas de energia movidas a petróleo, que eram seu combustível principal, passando a usar mais usinas movidas a carvão. O combate à poluição foi outro grande desafio para o Japão na década de 1970. Engenheiros japoneses criaram métodos para filtrar os poluentes das emissões de usinas de carvão, tornando bem mais limpo este tipo de geração de energia. O Japão é um país pobre em recursos naturais. Sua necessidade de manter energia e riquezas naturais levou à procura de métodos mais eficientes de geração de energia a partir do carvão. O projeto do Japão para desenvolver a tecnologia IGCC teve início em 1983. A operação comercial de IGCC no Japão começou em 2013, depois de 30 anos de pesquisas e desenvolvimento. IGCC é cerca de 20% mais eficiente que as usinas convencionais de carvão, e emite cerca de 20% a menos de dióxido de carbono. 

Recentemente, os Estados Unidos estão passando para o gás de xisto como fonte de energia, enquanto a Europa está mudando para fontes renováveis de energia, mas muitos países do mundo ainda dependem do carvão como uma fonte razoável de energia. Cerca de 40% da eletricidade produzida globalmente é proveniente de usinas de carvão. Na China, o maior país emissor de dióxido de carbono do mundo, acredita-se que cerca de 70% da energia é proveniente do carvão. A geração de energia através do carvão é um pré-requisito para o progresso de países em desenvolvimento. Muitos representantes estrangeiros vieram até a Usina de Nakoso, já que vários países, da América do Sul, do sudeste da Ásia e da Europa do leste estão considerando utilizar IGCC.

Duas grandes usinas de IGCC estão sendo atualmente construídas na província de Fukushima. O projeto visa criar empregos naquela província, que foi muito prejudicada pelo tsunami e acidente nuclear de 2011. Outro objetivo é fazer com que Fukushima lidere o mundo em tecnologia menos poluente de energia do carvão, com mais eficiência e menos emissões." Este foi o Comentário. (da NHK World)



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