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Comentário — Lançamento promissor para o futuro dos negócios espaciais do Japão 18/01/2018

O lançamento, nesta quinta-feira, da terceira versão do Epsilon assinala o início da fase operacional deste pequeno foguete de combustível sólido de próxima geração. O sucesso no lançamento vai possibilitar que o Japão se mantenha competitivo globalmente no setor espacial? Neste Comentário, fala da importância do lançamento e das perspectivas do projeto o chefe da sua equipe responsável na Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, Takayuki Imoto.

“O lançamento de quinta-feira é importante em dois sentidos. Primeiro porque, pela primeira vez na história do projeto, o foguete, em sua terceira versão, transportou ao espaço um satélite encomendado por uma entidade externa. O satélite, chamado Asnaro-2, é um avançado aparelho de observação terrestre de pequeno porte que foi desenvolvido pela fabricante japonesa de eletroeletrônicos NEC.

O lançamento do Epsilon-3, que estava marcado inicialmente para novembro de 2017, foi adiado por um problema no seu sistema elétrico. Trabalhamos arduamente na identificação do problema e na execução de medidas para possibilitar um lançamento imediato do satélite.

O segundo ponto importante foi colocar em teste as novas tecnologias criadas para aprimorar o desempenho do Epsilon, um foguete de combustível sólido mais fácil de manejar e de menor custo do que foguetes de combustível líquido comparáveis. Há, porém, alguns inconvenientes: uma vez feita a ignição do propulsor não se pode desligá-lo ou refazer a ignição. São características que dificultam o controle da velocidade e da direção do foguete. Para superar este obstáculo, o Epsilon está equipado com uma versão avançada do pequeno propulsor de combustível líquido PBS — sigla em inglês de ‘estágio pós-empuxo’. Depois do lançamento do foguete por combustível sólido, o propulsor de combustível líquido ajusta a orientação e o rumo do satélite para o seu posicionamento preciso na órbita pretendida.

Além disso, adota-se uma tecnologia que procura reduzir ao mínimo o impacto do desacoplamento do satélite. Não foi tarefa fácil eliminar o risco de falha no desacoplamento e, ao mesmo tempo, reduzir ao mínimo o impacto resultante. Engenheiros conseguiram, assim, assegurar as melhores condições do mundo para a colocação de satélites em órbita. A capacidade tecnológica da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) é algo do qual o país pode se orgulhar.

Vale notar, contudo, a existência da possibilidade de melhorias em relação aos custos de lançamento. Os custos poderão ser ainda mais reduzidos com o uso de componentes do foguete idênticos aos de outros modelos e pela racionalização das medidas necessárias para o lançamento. A Jaxa pretende empreender esforços nesse sentido com a determinação de melhorar ainda mais a sua competitividade global.

Nas versões já lançadas, cada foguete transporta um satélite. Para a quarta versão, planeja-se que cada foguete lance de uma só vez um total de sete satélites, incluindo um minissatélite CubeSat.

Também pretendemos fazer com que os nossos foguetes sejam fáceis de manejar por universidades e entidades privadas com escassa experiência no uso de satélites. Ou seja, queremos possibilitar um maior acesso ao uso do espaço, tornando os nossos foguetes disponíveis para uma ampla variedade de setores.” (da NHK World)



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