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Histórico

A Cooperativa de Comércio Japonesa foi fundada em 1926, criada por oito empresas japonesas importadoras de artigos domésticos. Seus objetivos: estreitar as relações entre empresários do mesmo ramo de atividades e envidar esforços para o desenvolvimento do comércio entre o Brasil e o Japão, estabelecendo a melhor política para o sucesso desse relacionamento.

Com a crise cafeeira, na década de 20, iniciam-se as exportações brasileiras de algodão para o Japão, que atingem seu pleno desenvolvimento com a vinda ao Brasil da missão japonesa, em 1935, chefiada por Hachisaburo Hirao. Nesse ano, graças ao algodão, o comércio com o Japão atinge um superávit, tendo sido dado o primeiro passo para a consolidação da entidade, com a adesão de novos associados, no total de 30 empresas sócias, e a publicação do seu Boletim Informativo. Em 1935, a fim de atender o crescimento do comércio internacional entre o Brasil e o Japão, tornou-se necessário o fortalecimento (ampliação) de mecanismos para esse fim. A partir de 1938, empresas japonesas de grande porte começam a instalar aqui suas filiais, aumentando significativamente o volume das transações comerciais. Finalmente em 29 de maio de 1940, com a publicação no Diário Oficial, é fundada a Associação Comercial Japonesa (ex-Cooperativa de Comércio Japonesa).

O primeiro presidente da entidade foi Senichi Hachiya e o número de sócios estava em torno de 40 empresas. Em maio do ano seguinte essa quantidade chegou a 80, esperando pela grande expansão desta casa. Porém, em dezembro de 1941, com o envolvimento do Japão na Segunda Guerra Mundial, os trabalhos da entidade foram paralisados. Após o término da guerra, em 1 de junho de 1951 houve o reinício das atividades, passando a denominar-se Câmara de Comércio Japonesa do Brasil, sob a dedicação, a liderança e a perseverança de Kunito Miyasaka. Em 1954, o Fuji Bank, pioneiro das empresas japonesas no Brasil no pós-guerra, entrou com participação no Banco América do Sul. Seguindo o Fuji Bank, vieram as maiores trading companies japonesas como: Mitsubishi Shoji (Mitsubishi Corporation), Toyomenka (Tomen Corporation), Nichimen (Nichimen Corporation, este sofreu fusão com a Nissho Iwai Corporation para formar em abril de 2003 a Sojitz Corporation)), Mitsui Bussan (Mitsui & Co., Ltd.), entre outras. Quanto aos fabricantes, vieram: Toyobo, Kanebo e Kurashiki (têxtil); Howa, Yanmar e Kubota Tekko (mecânica).

No final da década de 50, foram implementados grandes projetos nipo-brasileiros como a Usiminas (siderurgia) e a Ishikawajima (construção naval). Nessa época, instalaram-se no Brasil de cinco a seis fábricas anuais. A partir da década de 60, aceleram-se as relações comerciais entre o Brasil e o Japão, com o intercâmbio bilateral de comissões econômicas. Em 1962, adota como seu nome definitivo: Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil. Em 1964, as viagens de turistas japoneses ao exterior foram liberadas pelo governo daquele país. E no início da década de 1970 até a crise do petróleo, houve o "boom" da vinda de empresas japonesas ao Brasil.

A expansão da infra-estrutura e da execução de grandes projetos nacionais que trouxeram altas taxas de desenvolvimento econômico, atraindo as empresas japonesas, ocorreram com a revolução de 1964. Entre 1968 a 1975 foram registradas no Banco Central cerca de 200 empresas nipônicas. Nesta época de prosperidade das relações entre os dois países, foram assinadas a Convenção para evitar a dupla tributação entre o Brasil e o Japão (1967), o Acordo de Cooperação Técnica (1971).

Em meados da década de 70, com duração de aproximadamente dez anos (década da crise do Estado e do ajuste inevitável), período da transição democrática do país, e em conseqüência da crise do petróleo, veio a alta inflação e também houve a redução de investimentos estrangeiros no Brasil, inclusive de empresas japonesas. As empresas japonesas no Brasil tiveram que rever seus planos para a compra de matérias-primas e peças, atendendo a política do governo brasileiro de restrição às importações. Também, com a racionalização do trabalho, objetivando a redução de custos através de controle da qualidade, técnicas administrativas, maximização da qualidade em vez da quantidade, elas conseguiram fixar suas bases para chegar aos dias atuais.

No campo da cooperação econômica japonesa no Brasil pode-se citar grandes projetos conjuntos de escala nacional como a Usiminas (1958). Os demais projetos: Cenibra (fabricação de papel e celulose) (1974), Albrás (alumínio) (1977), CST (siderurgia) (1976), Projeto Carajás (minério de ferro) (1982), e Prodecer (desenvolvimento do Cerrado brasileiro) (1978).

O início do século 21 pode inaugurar a terceira onda de instalação de empresas japonesas no Brasil. O Japão tem interesse em intensificar as relações comerciais e culturais com o Brasil. O intercâmbio entre o Brasil e o Japão já é bastante significativo, e, apesar das décadas perdidas de 80 e 90, foi retomado com as recentes visitas do então primeiro-ministro Junichiro Koizumi ao Brasil, em setembro de 2004, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão, em maio de 2005.

Com as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil em 2008, acreditam autoridades de ambos os países, as relações bilaterais entrarão em uma nova fase e, sobretudo, em termos econômicos com o álcool etanol e a TV digital, que permitirão mútuas ações concretas, ainda, com a perspectiva de um acordo de livre comércio entre os dois países ou um acordo de parceria entre o Mercosul e o Japão.

Ascensão do Brasil no cenário mundial. O Brasil está para se despontar como um país capaz de alterar os destinos do planeta, e não apenas no aspecto econômico, mas também em termos políticos, sociais, culturais, ambientais etc. O papel do Brasil no cenário internacional vem se tornando uma presença cada vez mais importante.

No futuro breve os países do BRICS (sigla dos cinco países emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) exercerão importante papel na comunidade internacional tanto em termos econômicos como políticos. O Brasil possui vastos recursos naturais, sendo um grande fornecedor de alimentos e de commodities minerais; respeitado parque industrial; democracia consolidada e estável; apesar de um país multiétnico, multirracial e multireligioso, ausência do terrorismo e conflitos étnicos, raciais e religiosos. O grupo chamado BRICS foi uma designação feita pelo banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs, que fez há alguns anos um relatório em que a consultoria financeira americana considera como mais provável esses países estarem no topo da economia mundial em meados do século.

Através da democracia a demanda pela sociedade nos avanços sociais aumenta a cada dia, e a questão da educação é fundamental. Nações hoje bem-sucedidas investiram maciçamente na universalização da educação de qualidade para a sua população.

Na indústria brasileira, há diversos setores de ponta tais como, exemplificando, o automobilístico com tecnologia flex-fuel, que permite um automóvel operar 100% a álcool, 100% a gasolina ou ainda uma mistura em quaisquer proporções de álcool e gasolina; o terceiro maior fabricante de aviões comerciais do mundo; biotecnologia como o biodiesel e o HBio - passo importante para a matriz energética do Brasil. Com a recente descoberta do pré-sal, o Brasil pode se tornar um dos maiores produtores de petróleo do planeta. A pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis têm como objetivo ampliar, por exemplo, o mercado global para o etanol. Além do problema econômico e ambiental existe também o fator estratégico, já que os países podem reduzir a dependência do petróleo.

Num mundo onde a população global passa de 6 bilhões de pessoas, as terras agricultáveis se deterioram, há cada vez menos água, as florestas desaparecem e os combustíveis fósseis se escasseiam, os recursos naturais que o país possui se tornam cada vez mais relevantes. A maior parte da Amazônia, um patrimônio riquíssimo de diversidade biológica, situa-se dentro do território brasileiro. As políticas de desenvolvimento e preservação adotadas pelo país afetam direta e significantemente o meio ambiente terrestre.

 

Presidentes da Câmara

Kunito Miyasaka Banco América do Sul de maio de 1951 a abril de 1952
Sakurio Hase Comercial Hase de maio de 1952 a abril de 1955
Senichi Hachiya Hachiya Importação e Exportação de maio de 1955 a abril de 1965
Ikuzo Hirokawa Kanematsu Gosho, posteriormente, Kanematsu do Brasil de maio de 1965 a março de 1979
Fujio Tachibana Banco América do Sul S.A. de abril de 1979 a março de 1985
Michimasa Betsuyaku Fiação e Tecelagem Kanebo do Brasil Ltda. de abril de 1985 a março de 1989
Takashi Goto Yanmar do Brasil S.A. de abril de 1989 a março de 1993
Kohei Denda Banco América do Sul S.A. de abril de 1993 a janeiro de 1997
Yoshiyuki Suga Mitsubishi Corporation do Brasil S.A. de janeiro de 1997 a 15 de maio de 1998
Hiroshi Shimmei Marubeni Brasil S.A. 15 de maio de 1998 a 31 de dezembro do mesmo ano
Yukihiko Miyoshi Banco de Tokyo-Mitsubishi Brasil S.A. de 1 de janeiro de 1999 a 12 de maio de 2000
Masahiko Sadakata Yakult S.A. Indústria e Comércio de 12 de maio de 2000 a 31 de dezembro de 2001
Akira Kudo Mitsubishi Corporation do Brasil S.A. de 01 de janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2003
Makoto Tanaka Libercon Business Consulting de 01 de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2009
Tatsuo Nakayama Mitsui & Co., (Brasil) S.A. de 1 de janeiro de 2010 a 31 de março de 2011
Masaki Kondo Mitsubishi Corporation do Brasil S.A. de 1 de abril de 2011 a 15 de março de 2013
Shinsuke Fujii Mitsui & Co. (Brasil) S.A. a partir de 15 de março de 2013
Toshifumi Murata Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S.A. a partir de 13 de fevereiro de 2015

 

PDF anexo:
Registro dos 70 anos da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (Livro)