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Jornalista destaca novo cenário de grandes transformações 12/02/2010

Assim como o advento do telégrafo na revolução industrial causou grandes transformações naquela época, o jornalista Celso Ming observa que o mundo hoje está passando por grandes mudanças, acompanhadas por desequilíbrios, que abrangem também a área das comunicações. "Estamos vivendo como poucos momentos da história do Ocidente em que o ser humano vem enfrentando tantas transformações. E a internet e a tecnologia da informação estão precipitando essas mudanças".

Ao participar no dia 12 de fevereiro, em São Paulo, como orador principal da Confraternização dos Associados, o colunista diário de O Estado de S. Paulo citou alguns desequilíbrios e desafios globais e ressaltou a necessidade de saída para os mesmos.

O primeiro desequilíbrio seria as atuais relações entre Estados Unidos e China que não poderão ser sustentadas por muito tempo. Os Estados Unidos com mercado, dívida e déficit enormes, próximo a 11% do PIB, dívida líquida de 70% do PIB, e a China exportadora, com cerca de 2,4 trilhões em reservas internacionais. "Em algum momento isso terá que parar. É uma relação insustentável a longo prazo. A China continuará a aumentar suas reservas. A China, grande país exportador poderá ser grande consumidor interno? Como será? Houve uma rápida e forte deterioração dos países de alta renda. Como será esse ajuste? Esse é o primeiro desequilíbrio global".

O segundo, de acordo com Ming, seria o deslocamento geopolítico do Ocidente para o Oriente. "A Ásia (Japão, China, Índia, tigres) exercerá um papel muito grande não só na economia mas também na política. Espera-se uma formatação geopolítica que não se sabe para onde vai".

As instituições políticas não têm resposta nem coordenação diante da globalização cada vez maior das finanças. "As instituições são locais, bairristas, enquanto o mundo pede uma coordenação. A Lehman Brothers dos Estados Unidos entrou em colapso. Os bancos centrais são apenas instituições locais, enquanto que as instituições financeiras são globais. Como um BC local pode controlar um banco global? Há a necessidade de uma supervisão das instituições multinacionais ou globais, controle sobre as instituições financeiras. Isto também na União Européia. As autoridades não conseguem uma política global e sim local como ocorre na Grécia. Não há instituições políticas para acomodar questões mais genéricas. Há uma macroencefalia do mercado financeiro em relação ao mercado produtivo e de consumo. Em 1980, o mercado financeiro internacional equivalia a cerca de 1 PIB global. Já em 1990, 10 PIBs globais. Não tem regulação. Está muito solto. O dólar certamente não vai prosseguir sendo a única moeda, mas não existe ninguém para tomar o lugar dele. Além disso, o fracasso nas políticas ambientais".

Desemprego e crise em todos os países de alta renda. "Inundação de produtos especialmente da China, mas também a incorporação da mulher no mercado de trabalho em apenas três gerações. Era muito limitada a participação da mulher no mercado de trabalho. Hoje, em todas as profissões existem mais mulheres operando. O mundo inteiro incorporou em três gerações essas mulheres e também todos os excluídos do mercado de trabalho. É natural que haja desemprego depois dessa incorporação cujo resultado deve ser melhor avaliado".

Envelhecimento da população, um fenômeno global. "Em 1950, 8% da população tinha mais de 50 anos. Em 2009, 11%. E a tendência em 2050 é de 22% (1/4 da população mundial com mais de 50 anos). Isso terá um profundo impacto na política e na economia. Os velhos não querem mudanças. Como mudar o mundo numa sociedade cada vez mais conservadora? Mais asilos do que creches? Mais geriatras do que outras especialidades médicas?".

O mundo em transição e grande transformação. "E o Brasil nesse contexto? Grande país emergente em 2020. Os Estados Unidos tanta abundância em energia, consumo, entre outros, não precisava do Brasil e largou a vizinhança. A economia brasileira teve que se virar com a exportação de café etc. Atualmente o grande país emergente é a China. Não tem água, matéria-prima. A era do petróleo está chegando ao fim, embora ainda existam reservas. O que tem isso? É o Brasil. Essa transformação para o Brasil implica muito risco. Valorização da própria moeda. Complicada para a indústria. Não há solução. Deve ser enfrentada. Brasil, produtor de matérias-primas é um risco. Grandes riscos que o Brasil enfrenta hoje, uma série de limitações para o Brasil: custo Brasil, infraestrutura precária, armazenamento, falta de reformas (tributária, trabalhista, previdenciária, do judiciário etc.). Limitação política, não vai ter nunca uma maioria no Congresso. Ala fisiológica do PMDB. Dependência dos fisiológicos. Esta questão política é também uma pendência".

Brasil. "Empreendedorismo, baixo nível de conflitos internos, boa dose de criatividade, uma certa estabilidade de macro, mercado interno dinâmico, relativa estabilidade econômica nos últimos 20 anos".

Impulsionados pela reconquista e pela procura de alternativas às rotas do comércio no Mediterrâneo, os portugueses se aventuraram através de viagens e explorações marítimas realizadas entre 1415 e 1543. "Ninguém tinha certeza de nada. O nível de incerteza era muito grande. Apesar das incertezas, fizeram a aposta: encararam o mar. Hoje é preciso fazer apostas. E quem não fizer apostas corre o risco de chegar atrasado. Os japoneses esperam muito tempo para tomar decisões".

Rubens Ito / CCIJB

 

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Celso Ming (fotos: Rubens Ito / CCIJB)

 

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Celso Ming, colunista e jornalista de O Estado de S.Paulo, principal orador da Confraternização dos Associados, com a placa de homenagem recebida do presidente Tatsuo Nakayama.

 

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Celso Ming (jornalista e colunista de O Estado de S.Paulo), Kazuaki Obe (cônsul-geral do Japão em SP) e Tatsuo Nakayama (presidente da Câmara)

 

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Fujiyoshi Hirata (secretário-geral da Câmara), Celso Ming (jornalista e colunista de O Estado de S.Paulo), Kazuaki Obe (cônsul-geral do Japão em SP), Tatsuo Nakayama (presidente da Câmara) e Ari Schneider (editor-executivo de O Estado de S.Paulo)

 

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Mais de 100 empresários e executivos participaram do evento.



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