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Ivan Ramalho destaca importância estratégica do comércio Brasil-Japão 13/04/2012

O presidente da Abece (Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior), Ivan Ramalho, que discursou na Confraternização dos Associados, na tarde do dia 13 de abril, em São Paulo, destacou a importância do comércio exterior entre o Brasil e o Japão. "O intercâmbio Brasil-Japão vem crescendo. O Japão é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Tanto no comércio exterior como também nos investimentos a participação japonesa vem crescendo. As tradings brasileiras têm também com o Japão um comércio bastante ativo tanto nas exportações como nas importações".

O comércio exterior como elo importante no avanço do intercâmbio bilateral foi um dos aspectos analisados por Ivan Ramalho. Ele acrescentou que esse intercâmbio tem papel relevante no processo de desenvolvimento das relações entre os dois países, como responsáveis por uma atividade "geradora de riqueza e de emprego".

Em 2011, o Japão foi o quinto país para o qual o Brasil mais exportou (US$ 9,473 bilhões), crescimento de 32,7% em relação a 2010; e o sétimo de onde mais comprou (US$ 7,871), aumento de 12,7% sobre o ano anterior.

No ano de 2011, as exportações brasileiras ao exterior somaram 256 bilhões de dólares, enquanto que as importações, 226 bilhões. Em 2002, a corrente de comércio exterior brasileiro era de US$ 107 bilhões. Em 2011, foi de US$ 480 bilhões. E a perspectiva para 2012 é de superar os US$ 500 bilhões.

Coordenador do Comitê Conjunto de Promoção de Comércio e Investimentos Brasil-Japão, quando secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho envidou esforços para o incremento dos negócios entre os dois países. E agora, desde maio de 2011, está atuando no setor privado como presidente da Abece, que representa as 25 das maiores importadoras e exportadoras do país, as chamadas trading companies. Inspirada no modelo japonês, a Abece foi fundada em 5 de Junho de 1975.

Segundo o presidente Masaki Kondo, graças ao apoio de Ivan Ramalho, o ambiente de negócios está se materializando.  "Graças a sua atuação, ao longo dos anos, as relações econômicas bilaterais vêm rendendo importantes resultados, dentre os quais podemos destacar vistos para negócios que tinham duração de 90 dias passaram a valer três anos, a partir de primeiro de janeiro deste ano; o Acordo Previdenciário que entrou em vigor no dia primeiro de março; e mais recentemente, avanços significativos nas regras de Preços de Transferência, com a publicação da Medida Provisória 563".

O presidente da Abece alertou que o protecionismo defendido por alguns setores empresariais seria um grande retrocesso para o Brasil. Ao analisar a estatística oficial, Ramalho citou que as importações de bens de capital não cresceram. Explicou que as exportações cresceram, mas as importações também. Os bens de consumo importados permaneceram estáveis nesses últimos dois anos. Em 2011 teve participação de 17,6% no total das importações, e em 2010, 17,3%. "Não se justifica, porque o crescimento foi praticamente semelhante e além disso a grande maioria que o Brasil importa são insumos industriais e equipamentos para a indústria. A indústria para produzir, necessita das importações. Não está ocorrendo invasão de importações brasileiras", enfatizou.

Para Ramalho, a proteção tarifária seria o caminho correto. "Errado seriam as medidas adicionais como o controle aduaneiro especial, aumento de impostos, imposto diferenciado nos importados, entre outros. A tarifa está absolutamente correta do nosso ponto de vista, umas maiores, outras menores. O Brasil é um dos países mais fechados do mundo. Pelo contrário, deve abrir mais. A taxa de desemprego está baixa. Todos os países importam".

Ao tecer elogios à política industrial do governo, Ivan Ramalho reconheceu os dados do IBGE, segundo os quais, no ano passado, a participação da indústria no PIB caiu e a do setor de serviços cresceu, mas afirmou que a verdadeira causadora de dano à indústria não seriam as importações, e sim, os problemas estruturais. "Esse fenômeno acontece em países emergentes. E temos uma agricultura crescendo. A indústria cresceu pouco e caiu sua participação no PIB. O problema é nosso. É consequência da falta de competitividade com a elevada carga tributária, as altas taxas de juros e a burocracia. A importação não é a causadora de dano à indústria. O controle das importações encarece, torna mais difícil e não estimula a economia".

A seguir, os dez pontos relevantes do protecionismo citados por Ivan Ramalho durante sua apresentação:

1. Evolução do Comércio Exterior Brasileiro
- Últimos dez anos: corrente de comércio cresceu de US$ 107 bilhões (2002) para US$ 482 bilhões (2011), consequência natural de uma maior inserção do Brasil no comércio mundial, que exporta para mais de cem países.

2. Realidade do Comércio Exterior em 2011
-2011: exportações de US$ 256 bilhões e importações US$ 226 bilhões, com saldo de US$ 30 bilhões. O crescimento sobre 2010 das exportações foi de 26,8%, superior ao crescimento das importações, de 24,5%. Segundo o MDIC, as exportações alcançaram números recordes e "estes crescimentos significativos indicam a solidez da progressiva da inserção brasileira no comércio internacional". Portanto, não existe crise no comércio exterior brasileiro.

3. Qualidade das Importações
- Importações permaneceram concentradas em produtos para processamento industrial (máquinas, equipamentos, insumos industriais, petróleo etc), um total de 82,3%. Trata-se de importações que complementam a produção industrial, não a substituem.
- Importações de bens de consumo em 2011 se limitaram a 17,7%, mesmo nível de 2010, ou seja, com crescimento vegetativo, o que indica não existe avalanche de importações no Brasil.

4. Importação de Bens de Capital
- Participação de BK na importação é de cerca de 21% do total há mais de 10 anos. O Plano Brasil Maior tem como principal objetivo estimular o investimento e a inovação.
- Encarecer e dificultar a importação de máquinas e equipamentos vai agravar o problema da competitividade das empresas.

5. Protecionismo busca maior fechamento da economia
- retrocesso no processo de abertura da economia trará danos para os setores mais modernos da indústria, que tem produção integrada mundialmente, necessitando fornecimento regular de insumos também importados.
- agenda protecionista busca fechar ainda mais a economia brasileira, pelo encarecimento das operações e/ou pela instituição de barreiras tributárias, burocráticas ou mesmo técnicas.
- participação das importações no PIB no Brasil é da ordem de 12%, abaixo de Índia, China e Turquia. O Brasil já é hoje considerado o país mais fechado do G-20.
- medidas podem prejudicar a imagem do Brasil no exterior, com risco de retaliações a produtos brasileiros.

6. Proteção Tarifária
- setores industriais brasileiros já contam com proteção tarifária satisfatória.
- setores que enfrentam uma concorrência mais severa, quase sempre decorrente da grande escala de produção da China (exemplo de calçados e brinquedos), tiveram II elevado para 35%, o teto permitido pela OMC.
- demais impostos internos incidem "em cascata", portanto com resultados sempre superiores ao que é pago pelo nacional, além de frete, seguro, custos de logística portuária etc. Com isso, a proteção eleva-se a mais de 50% no caso do importado ter o mesmo preço na origem.

7. Desemprego
- Brasil tem hoje uma das mais baixas taxas de desemprego da história, de apenas 6,5%. - - projetos em curso para a produção de bens de alto conteúdo tecnológico só poderão ser executados com importação de máquinas, equipamentos e insumos industriais
- a importação contribui para a manutenção da maioria dos empregos na indústria e também na agricultura
- setores mais identificados com o protecionismo falam em "não geração de empregos devido às importações “, raciocínio equivocado.

8. Inflação
- importação em geral tem grande importância no controle das pressões inflacionárias. Sobre este ponto existe consenso entre economistas de todas as correntes.
- fechamento da economia e encarecimento das importações vão encorajar uma rodada de aumento de preços internos, especialmente de muitos insumos industriais, reduzindo ainda mais a competitividade da própria indústria, e onerando ainda mais o consumidor.
- recrudescimento do processo inflacionário impede que o Banco Central prossiga reduzindo os juros básicos da economia, o que afeta a competitividade da indústria.

9. Desindustrialização
- no processo de evolução de economias em desenvolvimento, é natural que ocorram crescimentos mais expressivos principalmente do setor de serviços, fazendo com que a indústria tenha reduzida a sua participação no PIB. Isto ocorre em muitas outras economias e não tem relação com a importação, especialmente no caso brasileiro que tem uma importação majoritariamente destinada a complementar a produção doméstica. - além disso, no caso brasileiro precisa ser considerada a performance da nossa agricultura, cujo crescimento em 2011 foi superior ao da indústria. Com isso é natural que outros setores passem a ter uma participação maior no PIB (agricultura e serviços).

10. Falta de Competitividade da Indústria
- baixa competitividade da indústria no Brasil decorre de questões estruturais da economia brasileira, com ênfase nas altas taxas de juros, que desestimulam investimentos, a sobrevalorização do real, custos elevados de energia, encargos trabalhistas e principalmente a carga tributária. São questões macroeconômicas de grandes dimensões.
- importações não são causadoras da falta de competitividade da indústria nacional e o fechamento da economia vai acarretar acomodação e desestimular ainda mais novos investimentos.

O evento teve a participação de 105 empresários, executivos e autoridades, contando com as presenças do presidente Masaki Kondo, do cônsul-geral-adjunto do Japão em São Paulo, Masahiko Kobayashi; do vice-presidente Shunichi Nakanishi, dos diretores Yoshihiro Sawada, Yoji Ibuki, Ryo Wada, Tomoyoshi Egami e Ichiro Amano, do secretário-geral Fujiyoshi Hirata, do presidente da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo), Yoshiharu Kikuchi, do presidente da Aliança-Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani, demais diretores e conselheiros, entre outros.

Atividades ordinárias

Na seção de "troca de representantes", o vice-cônsul do Japão em São Paulo, Shinichiro Sasaki se despediu da Câmara, apresentando o seu sucessor, Satoshi Endo.

Hidetake Miyamoto se apresentou como novo correspondente-chefe para América Latina e Caribe do jornal sobre economia e finanças de maior circulação no Japão, o Nihon Keizai Shimbun (Nikkei), em substituição a Makoto Danjo, que retornou ao Japão, para desempenhar novas funções na empresa jornalística.

Deram as palavras no "discurso de três minutos", Akira Kudo, conselheiro da Mitsubishi Corporation, de Tóquio (Japão), que apresentou publicação da "Minienciclopédia do Japão", em português, um projeto de promoção do intercâmbio cultural Brasil-Japão. Kudo presidiu a Câmara de 1 de janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2003, quando ocupava o cargo de diretor-presidente da Mitsubishi Corporation do Brasil S.A. Shigeo Okada, presidente da Associação das Cidades Irmãs Osaka-São Paulo (Osaka São Paulo Sister City Association), comentou sobre projetos futuros da entidade.

Fizeram a apresentação de novas associadas as empresas JBAC Serviços Administrativos Brasil Ltda., executivo Ryuta Nakatsuka e Clymah Indústria e Comércio de Móveis Ltda. (Tirmis), Lie Ishida, diretora.

PDF anexo: Apresentação da Palestra

 

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Presidente da Abece, Ivan Ramalho, durante palestra na Câmara (Foto: Jiro Mochizuki)

 

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Masaki Kondo, presidente da Câmara, durante discurso de boas-vindas ao presidente da ABECE, Ivan Ramalho (Foto: Jiro Mochizuki)

 

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Ivan Ramalho, presidente da Abece; Masaki Kondo, presidente da Câmara; e Masahiko Kobayashi, cônsul-geral-adjunto do Japão em São Paulo (Foto: Rubens Ito / CCIJB)

 

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O presidente da Abece, Ivan Ramalho (d), recebe das mãos do presidente Masaki Kondo (e), placa de homenagem da Câmara (Foto: Rubens Ito / CCIJB)

 

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Ivan Ramalho (c), presidente da Abece, recebe do presidente Masaki Kondo (e), saquê especial como brinde ofertado pelo secretário-geral Fujiyoshi Hirata (d) (Foto: Jiro Mochizuki)

 

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Autoridades, convidados e membros da diretoria da Câmara (Foto: Jiro Mochizuki)

 

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Mais de 100 pessoas, entre empresários, executivos e autoridades participaram do evento. (Foto: Jiro Mochizuki)

 

 

Rubens Ito - CCIJB - 13/04/2012



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