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Polari Filho destaca potencialidades da PB em palestra aos japoneses 17/05/2019

As potencialidades econômicas do estado, ações estratégicas e a infraestrutura viária foram o centro da palestra feita nesta sexta-feira (17) pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (CINEP), Rômulo Soares Polari Filho, a empresários e investidores que participaram de evento promovido pela Câmara, em São Paulo.

E a seguir, os principais trechos do seu pronunciamento: 

"A Paraíba, em que pese o país, está passando por um momento de dificuldade econômica. Ela vem se destacando nos seus indicadores de solidez fiscal e no mundo do desempenho econômico. Os investimentos não param de crescer. Nos últimos dez anos aumentaram na ordem de 130% no nosso estado. Um endividamento da ordem de 30%. Diferentemente de outros estados, o seu PIB foi o que mais cresceu dentre os estados do Nordeste. Tudo isso mostra que a Paraíba veio fazendo corretamente o seu dever de casa e preparou o terreno para o momento em que nós estamos passando. Houve grandes investimentos. Hoje considerada a segunda melhor malha viária do país. Rodovias duplicadas entre os estados vizinhos. A Paraíba possui posição estratégica tanto em nível de mundo como do próprio Brasil. Em nível de mundo, vale salientar que a Paraíba é onde se localiza o ponto mais oriental de todas as américas. 

Localização estratégica e vantagem logística

Por se tratar geograficamente no ponto mais oriental das américas, a Paraíba está muito próxima estrategicamente do continente europeu, norte-americano e africano. Partindo do Atlântico sul não há outra cidade, estado do Brasil, que se posicione de forma mais oriental. E inclusive um dos nossos pontos turísticos, o ponto mais oriental da américas. Do ponto de vista do próprio Brasil, se olhar o mapa da região Nordeste, a Paraíba está localizada bem no centro da região Nordeste. A região Nordeste deve ser vista pelos empresários como um grande polo comercial, de mais de 50 milhões de habitantes. Nesse contexto de mercado e a Paraíba localizada no centro dessa região, pode-se inferir toda a viabilidade logística e estratégica desse estado.

Indústria

Diversos investimentos internacionais começam a procurar o estado. A construção do estaleiro para reparos navais, no município de Lucena, no litoral norte do estado, que não existe no hemisfério sul do planeta. Em função exatamente dessa posição estratégica que uma empresa americana junto com uma chinesa me procurou recentemente e foi assinado um protocolo de intenções pelo governador João Azevedo, no dia 2 de abril, para a instalação de um estaleiro para reparos navais, tendo em vista a sua posição estratégica em nível de mundo. A empresa chinesa IMC Y Y, a americana McQuilling e a KPMG assinaram em 2 de abril e o plano prevê o início da construção no segundo semestre de 2020. 

A Paraíba tem se beneficiado por um determinado recurso natural que é o calcário. Nós possuimos uma grande jazida de calcário e de altíssima qualidade. Razão pela qual vários grandes grupos de fábrica de cimento se instalaram no sul do nosso estado. Em 2018, a Paraíba foi o primeiro lugar em produção de cimento da região Nordeste e o quinto do Brasil. São 2,5 milhões de toneladas de cimento produzidos em 2018. 

O estado se destaca na produção têxtil. Tem grandes indústrias. Destaca-se também na produção de calçados. A Paraíba é a terceira colocada na produção de calçados do Brasil.

Frutas tropicais 

Devido a características de clima tropical, sol e solo de qualidade apropriada, a Paraíba é uma grande produtora de frutas tropicais. Nós temos uma grande produção de abacaxi. Nós produzimos 1/4 do abacaxi do Brasil e 60% do Nordeste. Um abacaxi de altíssima qualidade e sua grande maioria é exportada para a Europa devido à sua qualidade, um abacaxi mais doce. Em 2018 foram 370 mil toneladas de abacaxi produzidas no estado. Temos mamão que é exportado para a Europa e outros países do mundo. Temos mamão, manga, acerola, caju. Mas a produção de destaque em termos de volume é realmente o abacaxi.

Educação 

Nós temos uma robusta rede de escolas técnicas estaduais. São mais de 36 escolas espalhadas por todo o estado. Universidades federais com centros de pesquisa e tecnologia, centros de tecnologia, laboratórios de informática e as próprias CEFETS que têm cursos de formação na área técnica. Laboratórios de ponta nas universidades com centros de formação técnica para a formação dessa mão de obra qualificada.

Diversos cursos que nós temos. Então, realmente, o estado está preparado para receber investimentos de grande porte, tanto do ponto de vista de estrutura de segurança. Destacamos João Pessoa uma das capitais mais seguras, tranquila, de melhor qualidade de vida. Então, precisa ver que as pessoas trabalham e as pessoas também moram nas cidades. A segurança, a qualidade de vida, são fundamentais para as famílias das pessoas que estão trabalhando.

Saúde 

A Paraíba construiu recentemente dois grandes hospitais em duas cidades do interior do estado, num processo de interiorização dos hospitais para manter essa população em suas cidades de origem. É a interiorização da saúde, diante do grande problema que têm as capitais, que é a superlotação. 

Turismo

Nós vamos lançar um edital de chamamento público agora na primeira quinzena de junho. Nós temos uma área fantástica no ponto mais oriental do Nordeste. Edital de chamamento público para a construção de cinco resorts lá na região do polo turístico de Cabo Branco, em João Pessoa.

Energias renováveis (limpas) 

A região Nordeste por muito tempo teve como seu grande vilão a intensidade do calor, a intensidade da irradiação solar. Exatamente num contexto em que o mundo atual, vendo suas reservas de energia não renováveis se esgotarem, as energias renováveis, a eólica e a solar, vêm se despontando como uma excelente opção, com custo mais reduzido e contribuindo com a estabilidade mundial. 

O estado está investindo agora na matriz de energia renovável. Uma empresa espanhola está implantando a maior usina eólica do mundo na Paraíba. Um empreendimento de 400 MW a ser produzido. Assim como a energia solar também. Mas, assim como várias regiões do Brasil, a Paraíba também tem uma dependência da matriz de fonte hidrelétrica. No Brasil, 65% da matriz energética vem da fonte hidrelétrica. E passamos um grande sufoco nos momentos de crise hídrica que o país teve. Nesses momentos tivemos que usar muita energia termoelétrica, que possui um papel mais poluidor, consome óleo diesel e tem custo mais alto. Não é bom. Tudo isso tem reflexo na conta do cidadão.

O que era negativa para a região Nordeste, a intensidade do sol onde existe uma grande dificuldade para levar indústrias para essas regiões, desemprego. Então, novamente a população migra para as capitais levando problema. A energia renovável no estado é benéfica, vai levar indústria onde não costumava ir, de altíssimo índice solarimétrico maior que 2200 kWh/m², o dobro do que existe na Alemanha. Leva emprego para o interior. É uma energia limpa. Não agride o meio ambiente. No último leilão de energia eólica o kWh (quilowatts-hora) chegou a custar 1/3 da termoelétrica à gás. 

Quando o Brasil conseguir suprir sua matriz toda com fontes de energias renováveis, o custo da matriz elétrica, na conta da indústria, do cidadão, vai cair nessa ordem de grandeza".

JOGMEC

Antes da palestra do presidente da Cinep, aconteceu a apresentação de Kazuaki Kobayashi, atualmente diretor-geral do Departamento de Estratégia de Metais da JOGMEC (Japan Oil, Gas and Metals National Corporation), que abordou sobre “Atividades da JOGMEC no Brasil”. 

A JOGMEC está encarregada de assegurar o fornecimento estável de energia no Japão, além de estar envolvida em várias operações de recursos relacionadas à segurança nacional. Kobayashi, uma figura já conhecida pelos associados da Câmara, por ter atuado como conselheiro da Embaixada do Japão no Brasil durante quatro anos e meio, e de ter participado ativamente das atividades da Comissão de Relações Institucionais (proposta AGIR) e diálogos com o governo brasileiro.

PDF anexo: Potencialidades e oportunidades na Paraíba 

Rômulo Soares Polari Filho, presidente da CINEP (Fotos: Rubens Ito / CCIJB)

Kazuaki Kobayashi, diretor-geral da JOGMEC

Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão

Toshifumi Murata, presidente da Câmara

Adauto Marcolino Fernandes Jr. (secretário-executivo da Secretaria de Estado de Representação Institucional do Governo da Paraíba - SERI), Toshifumi Murata (presidente da Câmara) e Rômulo Soares Polari Filho (presidente da CINEP) 

Jorge Yamashita (1º vice-presidente do Bunkyo), Fujiyoshi Hirata (secretário-geral da Câmara) e Renato Ishikawa (novo presidente do Bunkyo)

Masayoshi Kurosaki está de retorno ao Japão para desempenhar novas funções na Ajinomoto. O seu sucessor como diretor-presidente da Ajinomoto do Brasil será Tatsuya Sasaki

De retorno ao Japão, Hiroshige Shinbo (e) está deixando o cargo de diretor-presidente da Denso do Brasil Ltda. O seu sucessor como 1º representante perante a Câmara será Takayuki Kaneko (d), diretor de vendas OE. 

Kei Kaneda (e) é a nova diretora-presidente da Rohto do Brasil Planejamento e Desenvolvimento Ltda. Ela substitui Yasuro Taniyama (d), que está de retorno ao Japão, para desempenhar novas funções na matriz da empresa.

 

Yasutoshi Miyoshi (e) é o novo diretor-presidente da Hitachi South America Ltda.
Ele substitui Kazuhiro Ikebe (c), que está de retorno ao Japão para desempenhar novas funções na matriz da empresa em Tóquio.
 Secretário-geral da Câmara Fujiyoshi Hirata (d)

 

Harumi Goya (e), que está deixando o cargo de presidente do Bunkyo e o seu sucessor Renato Ishikawa (c). Jorge Yamashita, 1º vice-presidente do Bunkyo (d)

Eduardo Yoshida (c) é o novo presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, substituindo Yokio Oshiro (d). Mario Massanori Iwamizu (e), vice-presidente

Rômulo Soares Polari Filho e Kazuaki Kobayashi com membros da Diretoria da Câmara e demais autoridades

Veja MAIS FOTOS clicando no seguinte link:
FOTOGALERIA

 

Rubens Ito / CCIJB - 17/05/2019



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