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Tereza Cristina aponta novas perspectivas para o comércio agrícola entre Brasil e Japão 26/08/2019

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontou novas perspectivas para o aumento do comércio entre os dois países, durante a abertura do 4º Diálogo Brasil-Japão, na Fiesp, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (26). Também participaram da mesa do evento o ministro japonês da Agricultura, Floresta e Pesca, Takamori Yoshikawa; o presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR); Jacyr da Silva Costa Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); e Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo.

Luiz Nishimori, deputado federal e presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão; Takamori Yoshikawa, ministro da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão; Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Jacyr da Silva Costa Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da FIESP; e Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo (Fotos: Rubens Ito / CCIJB)

"Brasil e Japão podem aumentar o fluxo de comércio, inclusive de produtos agrícolas", disse a ministra. Segundo ela, o Ministério vem tentando abrir o mercado japonês para novos produtos brasileiros. 

Luiz Nishimori, deputado federal e presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão; Takamori Yoshikawa, ministro da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão; Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Jacyr da Silva Costa Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da FIESP; e Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo

O Brasil não figura entre os principais destinos dos investimentos japoneses no exterior, apesar de o fluxo comercial do agronegócio entre os dois países ter crescido 130% nos últimos 20 anos. O Japão é o quarto maior importador de produtos agrícolas do mundo. Dentre os principais produtos fornecidos pelo Brasil ao mercado japonês se destacam carne de frango in natura, café verde, etanol e suco de laranja. "A participação do Brasil em importações agrícolas do Japão foi de 3,2% em 2018, menos da metade da nossa média mundial. Há espaço para mais, muito mais", destacou.

A ministra relatou sobre o atual estágio do andamento das negociações agrícolas entre os dois países. "Em relação à carne bovina, estamos avançando nas negociações porque o Japão costumeiramente importa carne bovina de países livres de aftosa sem vacinação. No Brasil como vocês sabem só Santa Catarina é livre de aftosa sem vacinação e é um estado que tradicionalmente tem muito pouco volume. Tem mais aves e suínos. Então eu propus ao ministro Yoshikawa um bloco de estados incluindo Paraná (que deve caminhar rapidamente dentro do programa da erradicação da febre aftosa sem vacinação no Brasil), Rio Grande do Sul, Goiás e Rondônia. E as tratativas estão sendo discutidas para poder atingir este objetivo. Estamos avançando e espero que no ano que vem a gente tenha uma missão vindo para ver esses estados, com exceção de Santa Catarina, que não necessita de visitas técnicas. Quanto ao abacate, estão muito avançadas as negociações para abrir o mercado brasileiro de abacate. Mas é claro que temas sanitários levam mais tempo. O Japão é um país que é muito cuidadoso, e enfim nós estamos prestes a resolver o problema do abacate. Material genético no setor do agro que também devemos caminhar. Outros como farinha e palatabilizante, estamos avançando. O Japão tem muito interesse numa cooperação técnica entre as universidades de lá com as daqui e Embrapa, sempre na área de alimentos. Segurança alimentar os japoneses prezam muito, então para que a gente possa caminhar nesses acordos de cooperação técnica entre nossas universidades e Embrapa com as universidades japonesas. Falamos também sobre rotulagem. Os japoneses querem saber sobre a nova Lei de Rotulagem que está hoje na ANVISA, mas também é uma das tratativas que nós estamos fazendo aqui hoje".

Profunda conhecedora dos desafios e oportunidades do setor rural, a ministra Tereza Cristina é engenheira agrônoma, natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Contou um pouco de sua origem, destacando a agricultura e a presença da comunidade japonesa no desenvolvimento do estado. "A agricultura constitui o eixo central do nosso relacionamento. Como vocês sabem, eu venho do Mato Grosso do Sul. A ligação desse estado com o Japão começou já com a chegada de algumas pessoas do navio Kasato Maru. Temos em Campo Grande uma versão brasileira do sobá de Okinawa que é reconhecido como bem cultural de natureza imaterial por meio de decreto municipal em 2006, e foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Ao falar do meu estado, permita-me citar de uma pessoa muito significativa, meu grande amigo, que faleceu há dois anos, que contribuiu muito para o desenvolvimento do meu Mato Grosso do Sul, o Sr. Sakae Kamitani, que foi vice-prefeito de Naviraí e fundador da Copasul, a primeira cooperativa do estado e uma das maiores empresas agrícolas do Brasil".

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o presidente da República, Jair Bolsonaro, deve novamente viajar para o Japão em outubro vindouro. "No mês de maio, estive no Japão, onde fui muito bem recebida", afirmou ela, referindo-se à missão em países asiáticos ocorrida de 9 a 20 de maio, quando visitou quatro países: Japão, China, Vietnã e Indonésia. A ministra reuniu-se com autoridades dos países para debater a abertura de mercado para produtos brasileiros e ampliação da pauta de exportações. No Japão, a ministra se reuniu com representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Federação das Organizações Econômicas do Japão (Keidanren) e apresentou setores do agronegócio com potencial de investimento externo. Na ocasião, a ministra e o ministro da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão, Takamori Yoshikawa, acordaram a realização do 4º Diálogo Brasil-Japão, em 26 de agosto, em São Paulo.

O presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, Jacyr Costa, destacou a importante contribuição japonesa para o Cerrado brasileiro: “Investimento muito importante. Ajudou a desenvolver a agricultura no Cerrado, que será um dos celeiros do mundo. Tenho certeza que esse diálogo estreitará os laços do agronegócio entre o Brasil e Japão”.

O deputado federal Luiz Nishimori, presidente da Frente Parlamentar Brasil-Japão, ressaltou que o Brasil é segundo maior exportador de alimentos do mundo, em intercâmbio com mais de 160 países. “Exportamos ao Japão 60% do suco de laranja, 30% do café, 80% da carne de frango e diversos outros produtos provenientes de nossa agricultura. O Brasil está preparado e queremos abertura do mercado japonês do setor de carne bovina e suína. Temos o interesse de comprar a carne wagyu japonesa e exportar para o Japão nossas frutas tropicais, como o abacate, caqui, manga, melão e outros”, disse. 

O ministro da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão, Takamori Yoshikawa, reforçou ainda mais a cooperação entre ambos os países, através da discussão sobre a melhoria do ambiente de negócios bilaterais, debate sobre incentivos de parcerias entre indústria e universidades; trâmites tributários de alfândega simplificados e transparentes, e foco na construção da rede de infraestrutura de grãos do Norte e Nordeste.

Após a abertura, o evento seguiu com os paineis. No painel 1 "Melhorias no ambiente de negócios e investimentos no Brasil", houve as apresentações de Marcos Prado Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia e de Koji Yoshida, sócio e líder do Japan Desk para o Brasil e América do Sul da KPMG.

Marcos Troyjo disse que o Brasil ficou para trás dos países do Sudeste Asiático devido à desindustrialização. O setor manufatureiro perdeu sua competitividade devido à política comercial de proteção. Novas esperanças estão surgindo com a política econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes. As reformas estruturais são indispensáveis, como a tributária e a previdenciária, esta ​​devido ao declínio da taxa de natalidade e ao envelhecimento da população. E uma nova capitalização será inevitável nos próximos dez anos. Destacou também a necessidade de promover as privatizações, a política de abertura econômica e a promoção do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão. O secretário sugeriu a criação de joint-ventures entre empresas japonesas e brasileiras para investir na Ásia.

Toshifumi Murata, presidente da Câmara, disse que joint-ventures entre empresas japonesas e brasileiras para investir na Ásia, sugeridas pelo secretário especial Marcos Prado Troyjo, seriam uma boa ideia. E afirmou que a entidade apoiaria essa iniciativa, sendo necessário decidir sobre a estrutura desse projeto e continuar com regularidade. Ele disse que seria melhor prosseguir as discussões com os setores público e privado de ambos os lados.

O secretário-geral da Câmara, Fujiyoshi Hirata baseando-se no relatório doBanco Mundial, lembrou que o Brasil é o país onde mais se gasta tempo calculando e pagando impostos. Para o cumprimento das obrigações tributárias, são gastas em média por ano 1.958 horas. Na Bolívia, são 1.025 horas por ano. Na Argentina, 311,5 horas/ano. No México, 240,5 horas/ano. A média nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 160,7 horas anuais. O secretário-geral sugeriu a realização de benchmarking a cada período para checar como estão esse tempo para as obrigações tributárias, preços de transferência em relação do padrão internacional da OCDE.

No Painel 2 "Melhorias na infraestrutura de transporte de grãos", os apresentadores foram Renan Essucy Gomes Brandão, diretor de Programa da Secretaria de Coordenação de Transportes - Rodovias; Pedro Palma, diretor da Ferrovia Norte-Sul; e "Iniciativas e desafios para participação nos projetos pelas empresas japonesas", por José Kfuri e Masayuki Nakazawa, CEO e COO da Terlogs Terminal Marítimo Ltda. / Marubeni Grãos Brasil S.A. e Igor Bretas de Figueiredo, gerente-geral Agricultura da VLI Logística.

Painel 3 "Iniciativas e desafios da parcerias indústria-academia", por Rita Milagres, chefe da Secretaria de Inteligência Estratégica e Relações Internacionais da Embrapa e Paula Grossi Ribeiro, gerente de Marketing, Divisão Analítica, da Shimazdu do Brasil. 

Painel 4 "Iniciativas, desafios e possibilidades de parcerias na área de smart agriculture no Brasil", por Fernando Camargo, secretário de Inovação Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Mitsuru Nakayama, presidente do Brazil Venture Capital (BVC); Hiroshi Sato, representante-chefe da da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão - Japan International Cooperation Agency) no Brasil e Atsushi Okubo, presidente da Jetro, Agência de Comércio Exterior do Japão (em inglês, Japan External Trade Organization).

O Painel 5 "Regulação brasileira sobre rotulagem de alimentos", foi proferido por Thalita Antony de Souza Lima, gerente-geral de Alimentos, da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Painel 6 "Fortalecimento das relações entre o Japão e as cooperativas nipo-brasileiras", por Márcio Madalena, diretor do Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Eiji Tanimura, diretor-geral-adjunto para Assuntos Internacionais, do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão.

As palavras de encerramento do 4º Diálogo Brasil-Japão foram proferidas pelo embaixador Orlando Leite Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por Eiji Tanimura, diretor-geral-adjunto para Assuntos Internacionais, do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão.

Entrega ao deputado federal Luiz Nishimori, da sugestão elaborada pela Câmara "Os desafios dos negócios no Brasil, e propostas para mudanças no sistema tributário"  "The chalenges doing of business in Brazil, and proposals for the tax systems changes"

 

PDF anexo:
Desafios Tributários para a Realização de Negócios no Brasil e Propostas (Grupo de Trabalho Tributário e Aduaneiro)

 

Rubens Ito / CCIJB - 26/08/2019



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