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Associados participam de encontro empresarial de setembro 20/09/2019

Mais de 130 pessoas entre empresários, executivos e autoridades, em sua maioria representantes das empresas associados à Câmara, participaram nesta sexta-feira (20), do evento mensal de setembro, em São Paulo. Também estiveram presentes na solenidade o presidente Toshifumi Murata, os vice-presidentes Atsushi Yasuda e Atsushi Okubo, diretores-executivos Wagner Kazuyuki Suzuki, Tadaaki Kurakake, Shinichi Sanui, Yukio Shinozaki, Yoshihiro Yamada, Masayuki Nagano, Haruo Matsuzaki, Yuichi Akiyama e o secretário-geral Fujiyoshi Hirata.

O evento foi abrilhantado pela palestra do economista e cientista político, Ricardo Sennes, que abordou sobre o tema “Cenário político e impactos econômicos”.

Ricardo Sennes, economista e cientista político (Fotos: Rubens Ito / CCIJB)

Economista e doutor em ciência política, Ricardo Sennes é especialista em cenários políticos e econômicos, formulação e implementação de políticas públicas e avaliação de seus impactos nas empresas. É sócio-diretor da consultoria Prospectiva, parceiro não residente do Atlantic Council em Washington, membro do Conselho de Assuntos Estratégicos da FIESP e do Conselho da Revista Foreign Affairs. Prestigiado comentarista na TV brasileira, Sennes também escreve artigos nos principais jornais do país.  

Ricardo Sennes baseou seus comentários na pesquisa Prospectiva, realizada em 20 de setembro.

"A falta de coordenação pode causar disputas internas entre agendas no governo Bolsonaro. E elencou quatro agendas. A do mercado, grupo que defende a abertura econômica e liberalismo, controle de gastos, privatizações, alta influência de representantes na infraestrutura. A agenda militar tem como bandeiras a segurança, desenvolvimentismo, protecionismo, estatais preservadas e coordenação política. A agenda coservadora defende a maioridade penal, porte de armas, e escola sem partido. Na agenda negociada que prega pressão para expansão de gastos fazem parte partidos como DEM, MDB, PP, PL, PTB e PTC. A governabilidade continua complexa em 2019: no Congresso Nacional, alta fragmentação, frágil indentidade partidária e pouco pragmatismo. A renovação efetiva da casa não é tão proeminente. A fragmentação político partidária é maior do que a rotatividade. O número efetivo de partidos aumentou consideravelmente desde 1980. A governabilidade é um fator crítico para o governo Bolsonaro. Como mecanismos para a governabilidade, o governo tem usado a nomeação de cargos, emendas parlamentares, e negociação de políticas públicas.

A confiança no governo aumentou 10% desde abril. A bancada da segurança é a que mais confia no governo, média de 69%. Dentro da base, a confiança em acordos com o governo é de 63,2%. A agenda econômica permanece como prioridade. Sobre a PEC paralela da Previdência, 55% consideram que deve ser prioridade do governo.

As reformas são de alta prioridade para 70,9%, melhoria do ambiente de negócios (68,9%) e a abertura comercial (59,7%). O pacote anticorrupção é prioridade para  57,5%. A agenda de valores enfrenta resistência. Menos de 20% dos parlamentares defende como prioridade.

Impasses entre grupos do governo prejudicam avanço de agenda governista própria. Aprovação do Cadastro Positivo e da Lei de Proteção de Dados; cessão onerosa e leilões de infraestrutura ainda na agenda; disposição do Congresso em avançar agenda de melhoria no ambiente de negócios.

Na agenda ideológica destaque para a influência do grupo conservador no MEC e MRE; viagens de Bolsonaro para EUA e Israel como ponto simbólico; temas polêmicos (Escola Sem Partido) não avançaram no Congresso.

A agenda programática tem o avanço na reforma da Previdência e no acordo Mercosul - União Europeia. A reforma tributária não avança em 2019. O pacote anticrime de Moro encontra certa resistência no Congresso.

A Câmara reconhece prioridade da pauta econômica, mas agenda após a Previdência é incerta e Bolsonaro pode priorizar pauta ideológica. Privatizações e Escola Sem Partido sofrem resistência.

No cenário econômico, tem-se uma recuperação lenta da economia. Situação fiscal estável seria possível com reformas. Investimento público preocupa. A crise fiscal exerce pressão sobre os investimentos públicos.

Perspectivas para o governo: nova reforma da Previdência, reforma tributária (IVA, movimentações financeiras), reforma trabalhista aprofundada, mudança nas regras fiscais (DRU, desindexações) e reformas microeconômicas.

A reforma da Previdência deve ser aprovada sem maiores dificuldades no Senado. Economia aproximada de R$ 725 bilhões, em 10 anos. Rodrigo Maia foi o grande protagonista da Previdência no 1º turno da Câmara. Senado deve demorar cerca de 45 dias para aprovar reforma. A PEC paralela incluindo estados e municípios dificilmente será aprovada ainda em 2019.

Além das reformas, a agenda do governo tem medidas microeconômicas já aprovadas e outras que devem ser discutidas no próximo semestre. Cadastro Positivo (aprovado); MP da Liberdade Econômica (MP 881/19) (aprovada);  abertura do capital estrangeiro para companhias aéreas (aprovada); abertura do mercado de gás (em implementação);  MP do FGTS (MP 889/19) (em implementação);  Carteira verde-amarela: seu conteúdo vem aparecendo diluído em outras propostas, como a MP da Liberdade Econômica. Nova Lei de Licitações (PL 1292/1995): texto-base aprovado na Câmara dos Deputados. O projeto retorna para apreciação no Senado; Novo Marco do Saneamento Básico (PL 3.261/2019): aprovado no Senado, em tramitação na Câmara dos Deputados. Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PLS 168/18 e PL 3729/04): PL 3729 deve ser votado no plenário da Câmara após recesso. PLS 168 em tramitação no Senado.

Quanto à reforma tributária, a demissão de Marcos Cintra torna incerta a proposta do executivo e fortalece a PEC de Baleia Rossi. Falta de consenso entre poderes é a marca do debate da reforma tributária. O governo ainda não apresentou a sua proposta final.

Com a Previdência encaminhada, governo deve entrar numa nova fase. Bolsonaro com forte influência dos filhos, militares e conservadores (olavistas); negociação votação a votação; blindagem da equipe econômica; agenda de valores pouco trabalhada (posse de armas via decreto). 

No pós-Previdência, Bolsonaro mais próximo ao seu perfil tradicional. Maior proximidade da base evangélica; Secretaria de governo: Luiz Eduardo Ramos (militar e evangélico); mini-reforma ministerial; início de base parlamentar (não majoritária); interferência em órgãos técnicos (PF, RF, PGR); e temas econômicos podem perder prioridade.

Aponta um cenário como o mais provável. Bolsonaro dúbio: embora priorize pauta de valores, mantém independência de Guedes e oscila entre conflito e apoio a outros grupos. Próximos 12 meses: aprova Previdência razoável, avança na abertura comercial e nas privatizações.

O acordo Mercosul - União Europeia (UE) vai além da isenção de tarifas, prometendo avanços importantes no comércio de bens. Liberalização das importações: o Mercosul: 91% a UE: 95%. Período de transição: até 10 anos (maioria dos produtos). Produtos agrícolas sensíveis União Europeia: cotas de importação

Prestação de serviços em expansão. Liberalização de investimentos em bens e serviços. Compromissos de setores como financeiro, telecomunicações e e-commerce.

Em relação a compras governamentais, os membros do Mercosul assumiram compromissos significativos como impedir discriminação contra fornecedores europeus, mais transparência nas licitações, interesse no mercado de infraestrutura do Brasil.

Outras áreas de destaque: propriedade intelectual, meio ambiente e condições de trabalho, medidas comerciais, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas ao comércio, concorrência, subsídios, empresas estatais e pequenas e médias empresas.

A ratificação deve enfrentar desafios tanto no Mercosul quanto na União Europeia. Quanto ao Brasil, o acordo deve ser aprovado durante mandato de Bolsonaro. Na Argentina depende de eleições presidenciais e regionais, contudo a expectativa é que o acordo seja ratificado em qualquer cenário eleitoral. Uruguai e Paraguai costumam seguir Brasil e Argentina. O acordo precisa ser aprovado por 40 parlamentos regionais e 28 nacionais.
Há oposição do setor agrícola e de ambientalistas. Também preocupações com os padrões de segurança alimentar".

Atividades Ordinárias

Palavras do Presidente

Toshifumi Murata, presidente da Câmara

O presidente Toshifumi Murata fez uma relato sobre a reunião da Diretoria Executiva, realizada na manhã desta sexta-feira (20).

Fujiyoshi Hirata (secretário-geral da Câmara), Ricardo Sennes (sócio-diretor da Prospectiva), Toshifumi Murata (presidente da Câmara) e Lucas Correa (diretor da Prospectiva)

Comunicados do Consulado Geral do Japão em São Paulo

O cônsul-geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi, fez um relato das principais atividades e eventos do Consulado.

Cerimônia dos 50 anos de Irmandade entre as Cidades de Osaka e São Paulo (20 de Agosto, Prefeitura de SP). Cerimônia do Centenário da Imigração de Hokkaido (24 de Agosto, Sede da Associação Hokkaido de Cultura e Assistência). Cerimônia dos 70 anos de Fundação da Associação de Beneficente e Cultural Miyazaki (25 de Agosto, Sindicato dos Eletricitários de São Paulo). Exposição do Boneco de Neve (25 de Agosto, Japan House São Paulo). Noite de Miyazaki em São Paulo (26 de Agosto, Japan House São Paulo). Lançamento do Produto TOTO (29 de Agosto, Japan House São Paulo). 28º Expo Aflord (24 de Agosto, Arujá-SP). Festa das Flores e Morangos Atibaia (30 de Agosto, Atibaia-SP). RevitaLiba Mogi (31 de Agosto, Mogi das Cruzes-SP). Cerimônia do Centenário da Imigração de Cocuera (15 de Setembro, Cocuera, Mogi das Cruzes-SP). 4º Diálogo Japão-Brasil sobre Agricultura e Alimentos (26 de Agosto, FIESP). Cerimônia de Outorga do Diploma de Honra ao Mérito do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão (4 de Setembro, Residência Oficial do Cônsul-Geral). “Campanha do Agasalho” do Governo do Estado de São Paulo. Campanha realizada pelo Fundo Social de solidariedade do estado de São Paulo. O governador de São Paulo anunciou a distribuição de arrecadação de roupas e cobertores novos para os moradores de rua de forma a protegê-los das baixíssimas temperaturas que afligem o estado. Meta de arrecadar 20.000. Doações de cobertores novos pela comunidade japonesa e empresas japonesas.

Yasushi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo e Shinichi Sanui, diretor-executivo da Câmara

Comunicados: 

Seminário sobre segurança, por Shinichi Sanui, presidente da Comissão de Coordenação Geral. Talk-show com a ex-jogadora da seleção feminina de rugby do Japão, Marie Inoue, por Masayuki Nagano, presidente da Comissão de Intercâmbio entre Empresas de Diversos Ramos. Visita à fábrica da Ajinomoto em Limeira (SP), por Yuichi Akiyama, presidente da Comissão do Meio Ambiente.

Troca de representante: 

Nobuyushi Moriguchi, diretor-presidente da Starts Brasil Imobiliária Ltda., apresentou o seu sucessor Kazuki Oba.

Novas Associadas:

O presidente Toshifumi Murata fez entrega de diploma de nova associada ao escritório Marinangelo e Aoki Advogados, representado por Rafael Marinangelo, sócio-fundador e Tânia Aoki Carneiro, sócia-fundadora. Também à empresa Olympus Optical do Brasil Ltda., representada por Hideki Nagai, diretor.

Discurso de Três Minutos: 

20 anos da ANA Brasil, por Keiji Omae, diretor de Vendas e Marketing Américas da All Nippon Airways Co., Ltd. (ANA). Apresentação da Líder Corporate Turismo e Eventos, por Jaqueline Yoshimine, diretora. Apresentação da Hirota Foods Supermercados, por Francisco Hirota, presidente. Palavras de agradecimento pelo 22º Festival do Japão, por Yasuo Yamada, presidente da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil (Kenren). Apresentação do vídeo comemorativo dos 70 anos da Tunibra Travel Turismo, por Akira Komiya, diretor. 

Ricardo Sennes (d) recebe de Toshifumi Murata (e), placa de homenagem da Câmara

Ricardo Sennes com membros da Diretoria da Câmara

 

Veja MAIS FOTOS clicando no seguinte link:

FOTOGALERIA

 

Rubens Ito / CCIJB - 20/09/2019



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