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13ª reunião do Comitê Conjunto Brasil-Japão 17/10/2019

Ocorreu na quinta-feira, 17, a 13ª reunião do Comitê Conjunto em Comércio, Promoção de Investimentos e Cooperação Industrial Brasil-Japão. O encontro contou com a participação do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa.

Também participou da reunião o vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Comércio Exterior e Indústria do Japão (METI), Shigehiro Tanaka, que falou sobre os pontos de convergência entre as duas economias, e afirmou o apoio japonês à entrada do Brasil como membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Tanaka lembrou que o Japão já tem acordos comerciais com 17 países para incentivar o crescimento econômico por meio dos fluxos de comércio, e deseja que o Brasil também se torne um parceiro nesse quesito.

O estoque de investimentos japoneses no Brasil em 2016 (última atualização) foi de aproximadamente US$ 25 bilhões. Os principais segmentos a receber os aportes foram fabricação e montagem de veículos, reboques e carrocerias; atividades anexas e auxiliares do transporte e agências de viagem; fabricação de artigos de borracha e plástico; fabricação de produtos alimentícios e bebidas, entre outros.

Integraram a delegação brasileira o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Gustavo Ene; o secretário-adjunto de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Leonardo Lahud; e o subsecretário de investimento estrangeiro da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Renato Baumann; além da presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Angela Flores;  e do presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Claudio Vilar Furtado. 

No primeiro módulo do encontro, foram reportados pelo lado japonês os resultados do G20 (incluindo o status atual da reforma da OMC, discussões para melhoria da produtividade de pequenas e médias empresas, patentes e outras atividades da JETRO e JICA. Pelo lado brasileiro, foram feitos anúncios sobre a política de melhoria da produtividade e sobre o sistema de ouvidoria brasileiro (ombudsman) para investimento direto.

No módulo sobre parceria público-privada, com tema “Situação e desafios da atividade econômica entre o Japão e Brasil”, inicialmente houve o discurso de abertura do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa e do conselheiro Shigehiro Tanaka do METI. Logo em seguida houve os discursos do vice-presidente da Câmara, Shingo Sato (e também presidente das comissões de Promoção de Intercâmbio Econômico Nipo-Brasileiro e Relações Institucionais da entidade e diretor-presidente da Mitsui & Co. Brasil) e, pelo lado brasileiro, de Carlos Eduardo Abijaodi, diretor responsável pelo desenvolvimento industrial (CNI).

Sato explanou sobre as atividades em que a Câmara vem trabalhando para propor a melhoria do ambiente de negócios no país, principalmente no campo tributário, no fortalecimento da indústria, na política para pequenas e medias empresas, no Acordo de Parceria Econômica (APE) Mercosul-Japão (em inglês, EPA - Economic Partnership Agreement).

Carlos Abijaodi relatou sobre a 22ª Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil-Japão, que ocorreu nos dias 29 e 30 de julho deste ano, em São Paulo, destacando a importância das negociações e o progresso no relacionamento entre Mercosul e Japão. Ele afirmou que o Conselho Empresarial Brasil-Japão apontou o Acordo de Parceria Econômica (APE) Mercosul-Japão, o sistema de certificação mútua que integra as cadeias produtivas dos dois países e a revisão do acordo de bitributação, estudado pelo Ministério da Economia. A próxima reunião do Conselho acontecerá em 2020, em Tóquio, e Carlos Abijaodi expressou sua vontade de que o secretário especial Carlos Alexandre da Costa, participe desse evento.

Logo a seguir, teve início uma sessão para discutir os principais problemas de comércio e investimentos no Brasil. Kotaro Ichikawa, diretor-presidente do Nihon Kohden do Brasil, discorreu sobre problemas no sistema de certificação de dispositivos médicos. Em seguida, Tomoji Miki, diretor-presidente da Daikin Mcquay Ar Condicionado Brasil, abordou sobre o problema de etiqueta de regulamentação dos ar-condicionados que economizam energia. Celso Simomura, diretor-vice-presidente da Toyota do Brasil, explanou sobre problemas com Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). Em seguida, Luis Henrique Guimarães, CEO da Raízen, falou sobre Fortalecimento da Cooperação sobre Etanol e Açúcar e, finalmente, Erasto Almeida, gerente de relações públicas da Vale, fez uma abordagem sobre a cooperação Brasil-Japão.

Pelo lado japonês, Marcos Luciano Nunhez, gerente-executivo da AGC Vidros do Brasil, fez uma abordagem sobre introdução do negócio de tecnologia ambiental nas plantas químicas e, pelo lado brasileiro, Andrea Clara Vogi, gerente de novos negócios da Avibrás, falou sobre cooperação espacial.

Na sessão de perguntas e respostas, a presidente do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), Angela Furtado, explicou sobre alguns dos itens das propostas recebidas do Subcomitê Médico da Câmara em conjunto com empresas ocidentais e a ABIMED (Associação Brasileira da Industria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde), estão sendo aprimorados e revisados. Também houve menção sobre regulamentos e unificação de portais. Além disso, Claudio Furtado, presidente do INPI (Instituto Brasileiro da Propriedade Industrial), reiterou que a agilização dos processos para análise de patentes contribuiu significativamente para melhoria no ambiente de
negócios.

No encerramento, o vice-ministro da METI, Shigehiro Tanaka, agradeceu e destacou sobre a crescente cooperação Brasil-Japão, sobre o potencial da próxima geração de etanol, açúcar e indústria suína. Tanaka também comentou sobre as empresas que economizam energia elétrica, como parte das diretrizes ambientais do governo. Carlos Alexandre da Costa expressou o desejo de promover a abertura do mercado brasileiro, através de várias melhorias e reformas institucionais, como a simplificação do registro e da legalização de empresas e negócios, a redução de custos. Criar uma lei de competitividade, para impulsionar o setor privado no país. 

Durante a reunião, o secretário-geral da Câmara, Fujiyoshi Hirata presenteou Carlos Alexandre da Costa, com uma brochura do livro “O Mundo Agradece! Coisas do Japão”, com a finalidade de introduzir no Brasil a avançada tecnologia das pequenas e médias empresas do Japão - objetivo, trazer 150 PMEs japonesas ao país -, visando contribuir com o desenvolvimento, aumentando a competitividade, a produção e o emprego. O livro será publicado em breve no Brasil, com posfácio do Hirata (*). (com informações da Assessoria do Ministério da Economia)

PDF anexos:

1. Programação da 13ª reunião do Comitê Conjunto em Comércio, Promoção de Investimentos e Cooperação Industrial Brasil-Japão
2. Apresentação de Shingo Sato, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil 
3. Apresentação de Carlos Eduardo Abijaodi, diretor responsável pelo Desenvolvimento Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria)

Foto: Divulgação/Ministério da Economia

Fotos: Câmara Japonesa


(*)  Posfácio

O Mundo Agradece! Coisas do Japão

Basta dar uma olhada no índice para ficar surpreso com a quantidade de "coisas do Japão" existentes no mundo. Quero manifestar minha gratidão aos autores do Nippon Saihakken Club que pesquisaram e reuniram tantos exemplos com riqueza de detalhes. Gostaria também de expressar meu profundo respeito a Masayuki Fukasawa, editor-chefe do jornal Nikkey Shimbun, que tomou a decisão de traduzir o livro em português, trabalhando com paixão no projeto para promover a tecnologia japonesa aos leitores brasileiros.

No passado, há quase meio século, lembro-me que os relógios de pulso, câmeras e rádios transistorizados eram sinônimos de Japão. Tratava-se de uma época em que os produtos japoneses dominavam o mundo e que ser japonês era motivo de muito orgulho. Não encontrei os exemplos daquela época no índice, renovando a minha percepção de que no mundo da tecnologia, a evolução é constante.

Acredito que a "determinação de querer levar a felicidade em benefício do mundo e das pessoas", que os japoneses nutrem desde a antiguidade, pode ter ajudado a criar, desenvolver e frutificar as técnicas dos artífices. Para mim, guardar os exemplos destas tecnologias na memória só para lembrá-los como casos pitorescos durante uma roda de conversa seria um grande desperdício.

Ao olhar estas tecnologias, os produtos derivados das mesmas e os sistemas desenvolvidos que agora são utilizados corriqueiramente no Japão, fica a dúvida do quanto está sendo transferido para os países emergentes, quais são amplamente conhecidos e que benefícios práticos ou felicidade estariam proporcionando para os cidadãos desses países.

Pessoalmente, penso que exista os dois tipos de transferência de tecnologia, tanto o de "PUSH (empurrar)" quanto o de "PULL (puxar)". Em termos de parcerias estratégicas entre as duas nações, o PUSH seria o modelo em que os países tecnologicamente avançados fecham parcerias público-privadas para fornecerem tecnologia, enquanto o PULL seria o oposto, um modelo em que os próprios países em desenvolvimento introduzem ativamente as novas tecnologias (processo de "CATCH UP (recuperação)").

Em maio de 2013, o Ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Toshimitsu Motegi, veio ao Brasil acompanhado de uma comitiva econômica de cerca de 70 integrantes e, em São Paulo, inaugurou uma plataforma mundial inédita da JETRO – Agência de Comércio Exterior do Japão, para apoiar a expansão de pequenas e médias empresas japonesas ao exterior. No Japão, o declínio da natalidade e o envelhecimento da população estão se acelerando, mas por outro lado, o processo de catch up (recuperação tecnológica) dos países em desenvolvimento também está em rápido progresso. Portanto, não é exagero afirmar que as companhias japonesas, independentemente de seu tamanho, não podem mais adiar a expansão de seus negócios no exterior.

A plataforma lançada pela JETRO facilita a incursão das pequenas e médias empresas japonesas ao Brasil, amplia as oportunidades de negócio e ajuda a criar uma relação ganha-ganha para a economia de ambos os países. O Japão está se esforçando em promover a entrada de pequenas e médias empresas no Brasil, não só por meio da JETRO, como também pela Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA. Tenho convicção de que o lançamento deste livro em sua versão traduzida para o português ajudará a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil a alcançar seu objetivo supremo que é o de promover a vinda de empresas japonesas ao Brasil. O primeiro passo para isso é fazer a tecnologia avançada do Japão ser amplamente reconhecida aqui no Brasil.

2 de outubro de 2018

Fujiyoshi Hirata
Secretário-Geral da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil



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