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(Zoom) Reunião extraordinária do Conselho Empresarial Brasil-Japão 29/09/2020

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Organizações Econômicas do Japão (Keidanren) realizaram reunião virtual extraordinária do Conselho Empresarial Brasil-Japão (Cebraj), na manhã desta terça-feira (29), às 8h. 

O encontro foi destinado aos membros do Cebraj e a outros atores do setor privado, com interesse na relação bilateral Brasil-Japão. 

Realizada em português e japonês, com interpretação simultânea, a reunião abordou os efeitos da pandemia da Covid-19 nas relações comerciais e os desafios e oportunidades de cooperação para a retomada da economia. 

Na sessão de abertura, Robson Braga, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) deu as boas-vindas a todos. Braga lembrou que em 46 anos, pela primeira vez esse Conselho se reúne virtualmente. Disse que a CNI e a Keidanren decidiram realizar reunião presencial em 2021, em Tóquio.  

O presidente deu boas notícias sobre os dados recentes da atividade industrial no Brasil que está atualmente a taxas verificadas no período pré pandemia de fevereiro de 2020. "O otimismo das empresas vem se recuperando". 

Elencou as reformas que estão em andamento: tributária, administrativa, marco legal do gás, privatizações e concessões de serviços públicos na infraestrutura. Sobre a reforma tributária, Braga destacou a necessidade de "um sistema tributário simples, neutro, transparente e isonômico, que reduza os obstáculos ao funcionamento das empresas brasileiras e japonesas". 

No âmbito internacional, Robson Braga defendeu "o restabelecimento de fluxos de comércio, remoção de barreiras aos produtos brasileiros e a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O Japão é o sexto parceiro na conta do comércio brasileiro".  

Masami Iijima, presidente da Seção Japonesa do Cebraj, afirmou que o comércio está em dificuldades no mundo inteiro. Governo e empresas estão trabalhando juntos para sair dessa situação o mais rápido possível. "Olhar para o novo mundo pós coronavírus. Criar uma economia robusta nas relações econômicas entre o Brasil e o Japão. Um vínculo muito sólido, muito mais forte do que o novo coronavírus", disse Iijima.    

Eduardo Bartolomeo, presidente da Seção Brasileira do Cebraj, comentou sobre os desafios da economia global durante a pandemia.  Destacou o aumento da economia sustentável e a ampliação dos investimentos e do comércio.   

Eduardo Paes Saboia, embaixador do Brasil no Japão concordou com o discurso de Iijima. "O nosso relacionamento é mais forte do que o coronavirus". O embaixador observou que o intercâmbio está muito aquém do potencial das duas economias. 

Num cenário de investimentos japoneses em queda no Brasil, ele lembrou que o Japão assinou acordos com Tailândia, Austrália, Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês), União Europeia e Estados Unidos. 

"Temos um relacionamento político excelente em todos os níveis. Por isso devemos recuperar a nossa parceria econômica", como potenciais produtos citou o álcool etanol atualmente exportado, a carne bovina que o Japão ainda não importa do Brasil (exporta para mais de 130 países). "Os produtores brasileiros não têm como entrar no Japão, enquanto os brasileiros consomem o wagyu japonês", disse o diplomata. 

Saboia disse ser prioridade a entrada do Brasil na OCDE e agradeceu ao Japão pelo apoio. "Agradeço ao governo japonês pelo decidido apoio". 

Ressaltou a importância dos laços que unem brasileiros e japoneses. "Não podemos esquecer do valioso ativo no relacionamento bilateral com a presença de mais de 2 milhões de descendentes de japoneses no Brasil e mais de 200 mil brasileiros no Japão". 

Embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada citou as reformas da Previdência, já concretizada, e agora as reformas tributária, administrativa como sendo importantes para as relações nipo-brasileiras. 

Lembrou que o novo primeiro ministro Yoshihide Suga tem trocado correspondencias com o presidente Jair Bolsonaro. Ao seu ver, há potencial e espaço muito grande para o crescimento das relações entre o Brasil e o Japão. Destacando o avanço dos setores público e privado de ambos os países.   

Yukio Takebe, presidente do Subcomitê de Planejamento do Conselho Econômico Japão-Brasi da Keidanren e vice-presidente da Mitsui & Co., Ltd., fez um relato sobre o resultado do desempenho das empresas japonesas no Japão. 

O setor de saúde e cuidados médicos vem crescendo. Já o automotivo, varejo, imobiliário e serviços tendo grande redução no desempenho. Falência de empresas aumentando. Taxa de desemprego em baixa, as empresas se esforçando para não demitir funcionários. As exportações estão começando a aumentar. Impulso no avanço da sociedade 5.0 .   

Renato da Fonseca, gerente-executivo de Economia da CNI, fez um relato da pandemia do coronavírus no Brasil. "A pandemia atingiu de uma maneira mais séria a partir de março deste ano. Houve a flexibilização da legislação trabalhista de forma que as empresas adotassem o home office, assim permitindo a manutenção do emprego. 

O governo entrou com o seguro desemprego. Mais tarde houve medidas de apoio e oferta de crédito para as médias, pequenas e micro empresas na forma de fundos de garantia. O impacto inicial foi muito grande. 

O Brasil ainda estava se recuperando da crise 2014-2016 quando a pandemia chegou ao país. O pior da pandemia foi realmente em abril. A retomada do comércio varejista e da indústria ocorreu em maio. Em julho e nesses últimos meses o volume de vendas alcançou o mesmo nível do início do ano. 

O auxílio emergencial foi muito importante para o consumo dos menos favorecidos. Existe a preocupação do crescimento do déficit público. O grande desafio é recuperar o crescimento. O Brasil precisa crescer a uma taxa maior do que 2,8% ao ano. A primeira medida seria aprovar a reforma tributária. Sem burocracia, com facilitação do comércio e modernização da legislação trabalhista".   

Masahiro Inoue, CEO da Toyota Motor Corporation para a América Latina e Caribe, disse sobre a cooperação para sobrepujar essa pandemia. Fez projeção de slides sobre a Toyota. Destacou a atuação de engenheiros no reparo de ventiladores. Juntamente com o Senai, a empresa fez uma avaliação de equipamentos para doação a hospitais para salvar a vida das pessoas. 

Doação de caminhonetes Toyota Hilux para Sorocaba, Porto Feliz e Indaiatuba onde estão localizadas fábricas da Toyota. Ambulâncias, caminhonetes, alimentos, equipamentos médicos, máscaras, álcool, entre outros. 

Inoue destacou a atuação da empresa de equipamentos médicos KTK com a Toyota na fabricação de respiradores. "Em 1957 a KTK foi fundada por Kentaro Takaoka, no mesmo ano quando a Toyota foi fundada no Brasil. Sentaro, o pai de Kentaro, imigrou para o Brasil em 1920. Ele escreveu em japonês o manual médico aos imigrantes japoneses daquela época". 

"O governo de São Paulo solicitou 1.000 respiradores. Em três meses, 3.000. A KTK tinha capacidade para produzir 20 respiradores por mês. 50 vezes mais. Difícil. A Anfavea ajudou a empresa KTK (GM, Mercedes Benz, Porsche e Toyota) juntamente com os funcionários da KTK introduzimos o sistema de produção Toyota, Kaizen. A KTK conseguiu entregar ao governo do estado de São Paulo, dentro do prazo, 3.325 respiradores artificiais, que estão sendo usados".   

Shingo Sato, CEO da Mitsui & Co. (Brasil), citou vários desafios no país no pós-pandemia. Apresentou o perfil da Mitsui. Fez uma abordagem sobre a chegada da mobilidade da próxima geração. "Em junho de 2020 fundamos a Kinto juntamente com a Toyota. Primeira fase: frete de carros. Pacote de serviços de alta qualidade e confiança. Compatibilidade de carros. Integração com outros meios de transporte. 

Atuamos na linha amarela do metrô de São Paulo e na Supervia do Rio de Janeiro. O Brasil é um dos países mais importantes para a nossa empresa. Metrô, gás, energia, infraestrutura como ferrovia, agronegócio, tudo o que se relaciona com mobilidade e logística. Modelo de cadeia de valores com alto valor agregado. Projeto de geração de mobilidade como 5G, entrre outros. Indispensável contar com parceiros brasileiros, mas também com o governo federal, governos estaduais e municipais que se encarregam com a política de trânsito. Destaque também para a Fundação Mitsui do Brasil em conjunto com a Supervia, e a Unicef doou produtos de higiene para a população de baixa renda nas imediações da Supervia. Desejamos construir uma nova sociedade pós coronavírus no Brasil".  

Yoshitaka Hoshino, vice-presidente executivo, da Jetro (Japan External Trade Organization), destacou as principais atividades da agência de comércio exterior do Japão. 1. Apoio às empresas brasileiras. Programa de fomento. Atualmente 14 empresas de tecnologia e busca de apoios. 2. Especialistas de apoio a startups.  Atualmente 19 empresas do mercado de startups. Criando serviços a preços reduzidos e montando alta tecnologia. Empresas brasileiras e preços acessíveis. 3. Busca de novas oportunidades. Presença de startups. Parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil. 

Kenji Kobayashi, presidente da Nippon Amazon Aluminum Co., Ltd., explanou sobre as atividades da empresa que atua na região Norte do Brasil. Destacou o fornecimento de energia elétrica limpa na pandemia, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil. E disse que gostaria de contar com o apoio do governo brasileiro para esse projeto. 

Luiz Alqueres, head da Vale Ásia KK, em Tóquio, disse sobre as Relações Brasil-Japão e os desafios globais na pandemia. "Ações para doações da Vale ao governo brasileiro. A primeira iniciativa. 5 milhões de kits de testes rápidos. 16 milhões de equipamentos e produtos de proteção individual (máscaras, luvas etc.). Vale testando em massa. Questionário e testes corporal. Buscamos parcerias nacionais e internacionais na luta contra o coronavirus".   

Ricardo Mussa, CEO da Raizen, relatou as atividades da empresa na pandemia e sua atuação no mercado. "Mais de 3 milhões de litros de álcool etanol 70° a municípios. Parceria com outras indústrias, doações de álcool em gel. 100 milhões de reais em doações desde o início da pandemia. Importância do álcool etanol. Importância desse produto na redução de poluentes. Etanol é um produto renovável. O etanol não precisa de subsídios do governo. Etanol de segunda geração. Não precisa aumentar a área  plantada. Tecnologia brasileira. Grande expansão do mercado de etanol no mundo. A Raizen é uma grande exportadora de etanol para o Japão (lá é misturado à gasolina). Toyota tecnologia híbrida (etanol dentro desses automóveis). Aumentar mais essa nossa relação Brasil e Japão".   

Grazielle Parenti, diretora Global de Relações Institucionais e Governamentais, da BRF, disse sobre os novos procedimentos para manter o compromisso com o mercado importador (sanitário, higiene, temperatura). "BRF, projeto de doações robustas não só no Brasil mas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia. 12 mil toneladas de alimentos. Apoio a comunidades. Não vamos sair dessa pandemia sozinhas. Colaboração e empatia são importantes. Aprovada linha de recursos. Durante a pandemia o Brasil não parava. RS, SC, AC, RO, PR estados livre de febre aftosa. O Brasil hoje exporta carne bovina para mais de 130 países. Trazer alimentos de alta qualidade. Fazemos o agro tecnológico, inovador e corporativo".   

Frederico Lamego, gerente executivo de Relações Internacionais, do Senai, disse sobre o andamento dos trabalhos do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) na pandemia. 

"O Senai, uma organização da CNI (Confederação Nacional da Indústria), tem uma agenda robusta na educação profissional e na inovação tecnológica. Tem feito um grande esforço durante a pandemia, realizando um conjunto de ações para atenuar seus efeitos. O Senai teve um trabalho de reparo de mais de 3.000 respiradores ao longo desses últimos meses. O nosso principal trabalho foi de conversão de nossa estrutura para apoiar essa agenda.

Nós fizemos um lançamento de edital de inovação junto com a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), para estimular projetos de inovação em prol de soluções que possam atender a pandemia. 

Do outro lado temos feito trabalho de conversão das nossas unidades de apoio a empresas para a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para aumentar a saúde e segurança no trabalho. Temos feito trabalho de articulação junto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para a disseminação de práticas e manuais para apoiar as empresas em toda essa retomada econômica, respeitando as normas de saúde e segurança no trabalho.

A nossa agenda de futuro pós pandemia ela foi muito afetada em prol de uma agenda educacional focada muito forte que vem acelerar a digitalização. O Senai lançou uma nova plataforma de educação a distância durante a pandemia chamada mundosenai.com.br e estamos lançando um conjunto de porfólios e cursos de programa educativo, sobretudo para preparar o jovem e aqueles futuros empregados da indústria para a agenda de manufatura 4.0 e agenda da digitalização, que com a pandemia ela tende a ter um impacto crescente nos processos produtivos. 

E do outro lado estamos seguindo em frente com a nossa agenda de inovação tecnológica, um trabalho que tem sido feito sobre a liderança do nosso presidente Robson Braga de Andrade. O Senai estrutura uma rede de mais de 25 institutos para fazer pesquisa aplicada e inovação no Brasil. E esses institutos hoje estão conduzindo mais de 800 projetos de pesquisa aplicada para a indústria, utilizando recursos da ordem de 800 milhões de reais e nós entendemos que essa é hoje a principal iniciativa brasileira de apoio tecnológico produtivo, que está a disposição das senhoras e dos senhores aqui presentes. E nós estamos buscando sempre novas parcerias para apoiar essa agenda de pesquisa e desenvolvimento, com foco em temas inovadores que vão promover a competitividade da indústria brasileira". (Rubens Ito / CCIJB - 29/09/2020) 



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