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Presidente da Campo realiza palestra sobre Prodecer 16/11/2006

Presidente da Campo realiza palestra sobre Prodecer


Emiliano Pereira Botelho

Shigeki Tsutsui e Emiliano Pereira Botelho

O presidente da Campo - Companhia de Promoção Agrícola, Emiliano Pereira Botelho, esteve no Almoço de Confraternização da Câmara para ministrar a palestra Prodecer e Pós-Prodecer, evento este que foi realizado em São Paulo, no dia 14 de fevereiro. Inicialmente, estava previsto que o vice-presidente da Campo, Shigeki Tsutsui iria ser o orador do encontro, porém, com a confirmação da vinda do presidente, declinou-se da tarefa para que ele pudesse expor sobre o tema.

Ao fazer a saudação aos presentes, Shigeki Tsutsui, lembrou de sua participação na Câmara alguns anos atrás. Ele que foi durante vários anos presidente da empresa Itochu Brasil S/A. e membro da Diretoria Executiva da Câmara, chegou a ser vice-presidente da entidade. "É um prazer rever os senhores, pois até seis anos atrás fui vice-presidente da Câmara", disse.

Tsutsui destacou a importância do Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados) para a agricultura brasileira. "Justamente 24 anos atrás não havia produção agrícola no Cerrado brasileiro. Graças ao Prodecer o Cerrado tornou-se um grande celeiro". Ele explicou que com o término do Projeto foi iniciado o Pós-Prodecer no Estado de Roraima para a produção de cereais e frutas.

"Cerrado" significa extensa área de planalto brasileiro, localizada nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, onde predominam climas semi-áridos, de terras arenosas ligeiramente onduladas, de baixa fertilidade, com elevada acidez e cobertas por vegetações: árvores retorcidas de baixo a médio porte. Sua área total é de, aproximadamente, 200 mil hectares, que representa 24% do território brasileiro e, também, uma extensão seis vezes maior que o território japonês. Por essas características, até recentemente eram consideradas áreas pouco adequadas à agricultura e conseqüentemente, pouco desenvolvidas em termos agrícolas.

O presidente Emiliano Botelho destacou a parceria do povo brasileiro e o japonês no desenvolvimento do Cerrado, principalmente em iniciativas agrícolas, que culminaram com a transformação dessa região do país em um grande celeiro mundial. "O Prodecer é um trabalho que nos anima e emociona. São 20 anos de uma transformação. A população do Cerrado tem todo o carinho pelo povo japonês", ressaltou o presidente na parte final de seu discurso no almoço.

A Empresa

A Campo - Companhia de Promoção Agrícola foi fundada em 09 de novembro de 1978. É uma empresa de capital binacional ("joint-venture"), com 51% das ações pertencentes ao lado brasileiro, representado pela Brasagro - Companhia Brasileira de Participação Agroindustrial e 49% ao lado japonês, representado pela Jadeco - Japan-Brazil Agricultural Development Corporation. A participação governamental e privada existe em ambas as partes.

Destacando que, há alguns anos atrás, entre 1990 a 1992, o atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Roberto Rodrigues, foi presidente da Brasagro e entre 1990 a 1995, conselheiro da Campo.

A empresa é responsável pelo estímulo à ocupação planejada de áreas em todo a Região dos Cerrados. Com sede em Brasília, hoje, a Campo está presente em nove Estados do Brasil. Atua na área de consultoria, com uma experiência acumulada ao longo de 22 anos na coordenação do Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado).

A empresa especializou-se no desenvolvimento agrícola de áreas dos Cerrados e no monitoramento ambiental, com diversos contratos de consultoria na região, como por exemplo, com a Companhia Vale do Rio Doce (Corredor Centro-Norte de Exportação), Governos estaduais, Jica (Japan International Cooperation Agency) entre outros.

Na área de biotecnologia concretizou-se a Biotec, que pesquisa e desenvolve mudas de frutíferas, com alto padrão genético e fitossanitário (localizada em Paracatu-MG), e a Biofábrica em parceria com a Embrapa-CNPMF, também ligada ao desenvolvimento e comércio de mudas (localizada em Cruz das Almas-BA). Hoje, a Campo também possui um dos Laboratórios de Análise de Solo mais modernos do País, pioneiro na utilização do espectrofotômetro de emissão atômica em escala comercial, realizando tanto análise de solos, foliares, de corretivos, de fertilizantes e de água.

Prodecer

O Prodecer é o programa de maior duração em toda a história do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foi criado em 1974, sendo implementado a partir de 1979, após detalhado estudo de viabilidade.

Temendo pela falta de alimentos no mundo, a grande questão de segurança alimentar surgiu com a Primeira Crise do Petróleo. Neste momento de insegurança alimentar, aconteceu, em 1974, a visita oficial do premier japonês Kakuei Tanaka ao Brasil, e com o presidente Geisel teve um Pronunciamento Conjunto referente ao alto interesse dos dois países em conjunto implementar o Desenvolvimento Agrícola dos Cerrados brasileiros.

Seu objetivo é o de estimular e desenvolver a implantação de uma agricultura moderna, eficiente e empresarial, de médio porte, na região dos cerrados, com vistas ao seu desenvolvimento, mediante a incorporação de áreas ao processo produtivo, dentro de um enfoque holístico de sustentabilidade.

O público beneficiário do Programa é constituído de médios agricultores associados a cooperativas, com características de capacidade de adoção tecnológica, tanto gerencial quanto de produção, espírito empreendedor etc., que conduzam os projetos a atingirem os objetivos do Programa.

É um programa que tem um enfoque de desenvolvimento regional uma vez que, com sua proposta, desenvolve paralelamente à produção, a infra-estrutura econômica e social, num apoio logístico à competitividade dos cerrados.

A primeira fase beneficiou a região sul dos cerrados, mais especificamente o Estado de Minas Gerais. A segunda, a área central dos cerrados, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Atualmente está sendo executada a fase III, zona norte dos cerrados, nos estados de Tocantins e Maranhão.

Segundo Emiliano Pereira Botelho, o Proceder levou a agricultura ao Cerrado. "Em 1980, o Cerrado não produzia 1% dos grãos brasileiros. Hoje, colhe 50% da produção brasileira. A região produz, por exemplo, 10% de toda soja do mundo", revelou, lembrando que o Prodecer ocupa, nas suas três fases, 370 mil hectares de terras cultivadas, onde estão assentadas 670 famílias, organizadas em cooperativas. Além disso, produz café com qualidade reconhecida internacionalmente.

As produtividades alcançadas têm sido significativamente superiores às nacionais, equivalendo e mesmo, em alguns casos, superando as da agricultura norte-americana. O efeito demonstração e irradiação tem multiplicado esta área na região várias vezes.

Geraram-se milhares de empregos, contribuindo para a redução do êxodo rural. Áreas despovoadas ou pequenas vilas transformaram-se, com a implantação dos projetos, em importantes pólos regionais.

A qualidade ambiental tem sido preservada, o que é comprovado por levantamentos sistemáticos da qualidade e vazão dos cursos dágua, da manutenção da biodiversidade dos insetos e da preservação das reservas vegetais e de sua biodiversidade.
A arrecadação de impostos tem aumentado significativamente nas regiões de implantação dos projetos.

O Prodecer tem sido modelo de integração interinstitucional. Internamente no País, os Estados têm a responsabilidade pela implementação da infra-estrutura econômica e social de apoio, a exemplo de estradas, eletrificação, comunicações, educação, saúde etc. O Ministério da Integração Nacional participa ativamente na área de infra-estrutura hídrica, nas obras coletivas de irrigação.

Externamente, o Programa é o ponto de destaque no relacionamento Brasil-Japão, sendo tema constante nas conversações e principal tema nos acordos assinados entre os principais mandatários dos dois países nas visitas realizadas. É um programa bastante divulgado no Japão, sendo motivo de várias reportagens especiais nos diversos canais de comunicação de massa. É enfática a participação das iniciativas privada e governamental nos dois lados. Destaca-se neste cenário a participação da Japan International Cooperation Agency - Jica, do governo japonês. Até o momento, na área de pesquisa, dezenas de especialistas japoneses foram enviadas ao Brasil, basicamente para a Embrapa/CPAC, US$ 5,2 milhões foram aplicados para a instalação de equipamentos e também, dezenas de pesquisadores brasileiros foram enviados ao Japão.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Departamento de Fomento e Fiscalização da Produção Vegetal - DFPV, é o responsável pela gestão e supervisão do Programa. Sua execução é de responsabilidade da Companhia de Promoção Agrícola - Campo.

Frutas irrigadas avançam no cerrado

Além de bater recordes de produtividade com a soja, o cerrado agora está conseguindo também bons índices na fruticultura. Na região, os agricultores obtêm produtividade superior à maior média mundial. Em Quirinópolis (GO), por exemplo, a média é de 100 toneladas de banana por hectare, ou seja, o dobro da média em Costa Rica, onde o índice é de 42 toneladas por hectare.

Clima bom, manejo adequado do plantio e variedades isentas de doenças são os ingredientes que compõem a receita de sucesso da bananicultura do cerrado. As mudas, do laboratório da Companhia de Promoção Agrícola (Campo) de biotecnologia vegetal, em Paracatu (MG), são fruto de pesquisas desde 1991. Atualmente, das 10 milhões de mudas produzidas pela empresa, suficientes para 1,5 mil hectare de banana, um terço estão em terras do cerrado e o restante no Nordeste e Norte do País.

Atividades ordinárias

Novo Diretor-Administrativo

Além da palestra, houve no Almoço de Confraternização as Atividades Ordinárias, que tiveram início com os comunicados.

Yoshio Nozaki, diretor-presidente do Banco de Tokyo-Mitsubishi Brasil S/A., fez sua apresentação como novo diretor-administrativo da Câmara. Eleito no dia 11 de fevereiro pelo Conselho Diretor, ele está substituindo Masamichi Muraoka, do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S/A., que declinou do cargo em razão de seu retorno ao Japão, para exercer novas funções na empresa.

Há seis meses no Brasil, o novo diretor, durante esse pouco tempo qualifica o país como "receptivo e agradável". Antes de vir ao país, trabalhou nos Estados Unidos, a serviço da instituição.

Categoria (classe) dos associados

O diretor-tesoureiro da Câmara, Yonezo Fukuoka, informou aos presentes sobre as alterações na categoria (classe) dos associados da entidade, com vigor a partir de 01 de abril de 2003. Essas mudanças foram aprovadas pelo Conselho Diretor em reunião extraordinária, no dia 11 de fevereiro, na sede social.

Na situação atual, as Categorias (Classes) dos associados efetivos estão divididos em quatro categorias, A, B, C e Pessoas Físicas, que diferem unicamente pelo valor das contribuições associativas, inexistindo qualquer distinção no tocante a demais direitos e obrigações dentro da Câmara.

. Determinação das classes: Não há critérios explícitos para a definir a qual classe pertence cada associado. A Diretoria Executiva analisa e determina cada situação individualmente.
. Problemas existentes e justificativas da alteração: A ausência da regulamentação expressa, levando à determinação das classes dos associados efetivos através das circunstâncias individuais, ocasionou uma falta de uniformidade na atribuição das classes aos associados efetivos. Dessa forma, visando extinguir a sensação de injustiça que há entre os associados, os requisitos foram revistos e documentados.

Doravante, as categorias ficarão assim constituídas:

A : Empresas, órgãos públicos ou entidades equiparadas de origem japonesa, que tenham 10 ou mais funcionários.
B : Empresas, órgãos públicos ou entidades equiparadas de origem japonesa, que tenham até no máximo 9 funcionários.
C : Empresas brasileiras (locais) ou estrangeiras não-japonesas, com 150 ou mais funcionários.
D : Empresas brasileiras (locais) ou estrangeiras não-japonesas, que tenham entre 50 e 149 funcionários.
E : Empresas brasileiras (locais) ou estrangeiras não-japonesas, que tenham até 49 funcionários.
Pessoas Físicas : Associadas individuais que não representem uma atividade empresarial.

O diretor destacou que tanto as empresas de origem estrangeira quanto as locais serão consideradas pelo seu porte, facilitando também a sua admissão no quadro associativo, como parte dos trabalhos em prol de uma "Câmara aberta".

Quanto às contribuições, na situação atual os valores mensais são os seguintes, de acordo com as classes dos associados efetivos:
. Associados efetivos "A": R$ 263,00
. Associados efetivos "B": R$ 199,00
. Associados efetivos "C": R$ 99,00
. Associados pessoas físicas: R$ 53.00

Com as modificações, os valores das mensalidades em reais (R$) serão:

A = 300,00
B = 250,00
C = 250,00
D = 150,00
E = 100,00
Pessoas Físicas = 60,00

Reunião Conjunta Brasil-Japão

O presidente da Comissão de Promoção de Intercâmbio Econômico Nipo-Brasileiro e vice-presidente da Câmara, Masahiro Kanaoka, comunicou sobre a realização em São Paulo, no próximo dia 17 de março, da Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, evento este patrocinado pela CNI - Confederação Nacional da Indústria e Keidanren - Federação das Organizações Econômicas do Japão. Como palestrantes participarão pelo lado brasileiro os ministros Antonio Palocci, da Fazenda, Luiz Fernando Furlan do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Celso Amorim, das Relações Exteriores, os presidentes da CNI, Armando Monteiro Neto, da Companhia Vale do Rio Doce - CVRD, Roger Agnelli, da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, da Investe Brasil, Rudolf Höhn, da Comissão de Cooperação Econômica Brasil-Japão, José de Freitas Mascarenhas, entre outros. Pelo lado japonês, Minoru Murofushi, líder da Delegação japonesa e chairman do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, entre outros a serem confirmados.

Conselho Fiscal

Tadashi Yamada, conselheiro-fiscal da Câmara, fez relato do balanço do quarto trimestre de 2002.

Departamentos Setoriais

O presidente da Comissão de Coordenação Geral e diretor-administrativo da Câmara, Tsunekiyo Endo, relatou sobre a reunião dos presidentes dos Departamentos Setoriais, realizada no dia 06 de fevereiro, no auditório da Yasuda Seguros.

Novas Associadas

Logo depois, houve a apresentação de novas associadas, através de seus representantes, que após seus discursos, receberam das mãos do presidente da Câmara, Makoto Tanaka, os respectivos diplomas de novos sócios. A seguir as empresas e representantes:
. Hilton do Brasil Ltda. (Hilton São Paulo Morumbi): Tom Potter, gerente-geral.
. Manhães Moreira Advogados Associados: José Carlos Corrêa, sócio-sênior.
. Quality Suítes Imperial Hall (Atlântica Hotels International (Brasil) Ltda.): Paulo Sérgio Reis, gerente-geral.
. Kawasaki Aeronáutica do Brasil Indústria Ltda.: Tsuneo Komaki, diretor-presidente.
. Konica da Amazônia Ltda.: Hirotomo Nakaoka, diretor-superintendente.
. Melco Automotivos do Brasil Ltda.: Hiroyuki Takeuchi, diretor-presidente.
. Brajak Corretora de Seguros Ltda.: Massaharu Mizoguchi, diretor-administrativo.

Notas sobre eventos

No último bloco das atividades ordinárias houve as seguintes notas sobre eventos:

. Festival do Japão, por Koichi Nakazawa, presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), que convidou a todos para participarem do evento.
. 50 anos de imigração japonesa no Brasil pós-guerra - Plantio de árvores, por Yoshiharu Kikuchi, vice-presidente da Comissão Comemorativa.
. Fórum sobre Energia e Desenvolvimento Sustentável - São Paulo/2003, por Kosuke Hanada, cônsul do Japão em São Paulo, também convidou a todos para participarem desse evento, promovido pela Jica (Japan International Cooperation Agency), que seria realizado no dia 20 de fevereiro, às 14h, no auditório da Fundação Japão.



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