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Novas fontes de energia limpa é o desafio para tornar o mundo menos emissor de poluição, afirma Goldemberg 15/07/2005

O secretário do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, professor José Goldemberg, disse em palestra durante o Almoço de Confraternização dos associados, que o grande desafio para tornar a qualidade do ar mais limpa no mundo é eliminar os combustíveis fósseis e substituí-los por novas fontes de energia menos emissoras de poluição. Essa “nova revolução”, segundo o secretário, já começou, citando o exemplo do Japão que possui grandes avanços no desenvolvimento de automóveis movidos a células combustíveis. O evento foi realizado em São Paulo, no dia 15 de julho e contou com a participação de cerca de 100 associados.

O presidente da Câmara, Makoto Tanaka, em suas palavras de boas-vindas agradeceu ao palestrante pela aquiescência ao convite feito pela entidade, saudando-o “pelo elevado conceito e grande prestígio que o professor desfruta na comunidade brasileira e internacional”.

Assim como nas últimas décadas, o grande desafio do meio ambiente foi eliminar os clorofluorocarbonetos (CFC´s), que dentro de 20 anos não mais existirão no mundo como emissores, graças a um protocolo assinado nos anos 80 para acabar com o uso dos mesmos, de agora em diante, segundo Goldemberg, este desafio está sendo o de eliminar os combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), utilizados pelas indústrias e pelos veículos automotores, e buscar novas fontes de energia limpa para tornar o mundo menos poluído. Os CFC´s e os combustíveis fósseis são os grandes responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Os CFC´s têm inúmeras utilizações pois são relativamente pouco tóxicos, não-inflamáveis e não se decompõem facilmente. A destruição da camada de ozônio pela proliferação de indústrias coloca em risco certas populações que habitam determinadas regiões do globo.

O clorofluorocarboneto (CFC) foi inventado na década de 30 e veio substituindo a amônia na refrigeração. É responsável não só por cerca de 25% do aquecimento total resultante do efeito estufa, mas também pela destruição da camada de ozônio. À medida que o ozônio diminui na parte superior da atmosfera, a terra recebe cada vez mais raios ultravioletas, que podem originar cancros de pele e cataratas, além de afetarem o sistema imunizador do homem. Quanto maior o grau de raios ultravioletas penetrarem na atmosfera, mais graves se tornarão esses efeitos, e o bem-estar de todas as pessoas deste planeta será afetado.

Células combustíveis

Os automóveis movidos a células combustíveis emitem vapor d’água no lugar de gás carbônico (CO2), este considerado o maior responsável pelo efeito estufa na Terra. São considerados como veículos do futuro por não poluírem o meio ambiente, além de silenciosos. O hidrogênio pode ser produzido em qualquer parte, com base em qualquer fonte primária de energia, num processo de descarbonização. Sua grande aplicação em termos de geração de energia elétrica ocorre por um processo de reversão da eletrólise. Na célula combustível, o hidrogênio interage em altas temperaturas com oxigênio e produz energia elétrica e água destilada, sendo o vapor e gotas as únicas coisas expelidas pelo tubo de escapamento do veículo. A produção em massa de células combustíveis a hidrogênio levará ao seu barateamento e a sua aplicação como gerador elétrico em residências e automóveis.

Créditos de carbono

José Goldemberg comentou também sobre o Protocolo de Kyoto que permite aos países em desenvolvimento, como o Brasil, auxiliarem os que têm metas de redução a cumprir (países desenvolvidos) e, em contrapartida, receberem investimentos externos e tecnologia para projetos concernentes à redução de emissões e/ou de absorção - ou seqüestro - de carbono.

Desenvolvimento sustentável

Segundo Goldemberg, “o Brasil optou por não seguir o paradigma do desenvolvimento do meio ambiente, mas o Governo do Estado de São Paulo mudou esse cenário com a prática do desenvolvimento sustentável, que não gere conseqüências insuportáveis para a vida humana. Isto ocorreu no mundo, em particular no Japão. A população japonesa exigiu qualidade do ar comparável às melhores cidades dos Estados Unidos e Europa e isso vem ocorrendo também no Estado de São Paulo”.

Para justificar essa transformação, o secretário exemplificou o caso de Cubatão, que 20 anos atrás era conhecido como o “vale da morte”. “Produtos químicos e petroquímicos destruíam os seres humanos e a própria natureza. A Serra do Mar estava completamente calcinada, com as emissões de poluentes. Hoje, a qualidade do ar de Cubatão é melhor que a da cidade de São Paulo”, disse.

Os veículos sendo a principal causa da qualidade de ar na cidade de São Paulo, o secretário disse que o governo pretende, em curto prazo, enfrentar também esse problema. O Estado de São Paulo, segundo ele, “com o desenvolvimento sustentado, tem como objetivo principal criar empregos e nível de vida adequado”. E sobre a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) – agência vinculada à referida secretaria e responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, com a preocupação fundamental de preservar e recuperar a qualidade das águas, do ar e do solo -, o secretário afirma que o conceito sobre a agência vem mudando nos últimos anos: “de um órgão que pune para um órgão que orienta as empresas”.

Perfil - Doutor em Ciências Físicas pela Universidade de São Paulo (USP) da qual foi reitor de 1986 a 1990, o professor José Goldemberg, dentre diversos e importantes títulos e cargos ocupados, apenas para citar alguns, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (CESP), presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, secretário de Ciência e Tecnologia, secretário do Meio Ambiente da Presidência da República e ministro de Estado da Educação do Governo Federal. Foi professor da Universidade de Paris (França), Princeton (Estados Unidos) e ocupante da “Cátedra Joaquim Nabuco” da Universidade de Stanford (Estados Unidos). Membro da Academia Internacional do Meio Ambiente em Genebra, (Suíça). Consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. É autor de inúmeros trabalhos técnicos e vários livros sobre Física Nuclear, Energia e Meio Ambiente.

Rubens Ito/CCIJB - 15/07/2005



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