Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(427)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias da Câmara

Notícias da Câmara

Selecione datas para filtrar: a OK
Leia entrevista de Laerte Rocca Herrero sobre PNE´s no mercado de trabalho 09/08/2005

“Nós aprendemos a cada dia com os deficientes. Eles têm sensibilidade forte. Temos muito a aprender com os deficientes”.

Desde 1991, as empresas são obrigadas por lei a destinar uma cota de vagas, que varia de 2% a 5% do seu total de funcionários, para Portadores de Necessidades Especiais (PNE´s), também conhecidos como deficientes. A lei nº 8.213 de 1991 estipula uma cota de 2% de empregados PNE’s quando a empresa tem de 100 até 200 funcionários. Quando este número está entre 201 a 500, a cota mínima para portadores é de 3%, de 501 a 1000, é de 4% e acima de 1000 empregados, a cota mínima sobe para 5%. Como as empresas estão se adaptando para cumprir essa lei? Para conhecer um pouco mais sobre a questão, a Câmara Notícias conversou com Laerte Rocca Herrero, gerente de Recursos Humanos da Yamaha Motor do Brasil Ltda., a segunda maior fabricante de motos do Brasil, atualmente com 2200 funcionários, 850 em Guarulhos e 1350 em Manaus - pertencente ao conglomerado japonês Yamaha. Responsável pelo Recursos Humanos Corporativo das empresas Yamaha na América do Sul, Laerte nos conta os pontos importantes no processo, sobre sua experiência com a integração de deficientes na empresa e faz uma avaliação positiva do seu esforço em firmar a marca da Responsabilidade Social. “Uma vez que a Yamaha sempre teve, independente da existência de legislação específica, uma postura de inclusão”, observa o executivo. Ao seu ver, todos foram beneficiados: “o Portador de Necessidades Especiais, sua família, seus amigos, a Yamaha, seus clientes, seus fornecedores, seus funcionários e seus familiares”. Esse processo de inclusão social, segundo Laerte, não se consolidou apenas com a vontade administrativa, mas também através de um trabalho da somatória de uma política de Recursos Humanos, com o apoio irrestrito da Diretoria, através da figura do diretor-presidente que autoriza inclusive complementações financeiras, e de todos os funcionários.

“A localização e a qualificação de portadores foi o primeiro grande desafio da empresa”.

P - Qual foi o primeiro grande desafio na adaptação para cumprir a lei nº 8.213 de 1991 que estipula uma cota de empregados Portadores de Necessidades Especiais? Esta meta costuma ser cumprida?

Laerte - O grande desafio foi a localização e a qualificação de portadores, uma vez que a Yamaha sempre teve, independente da existência de legislação específica, uma postura de inclusão. Assim, a Yamaha não se propõe apenas a cumprir a lei, atendendo as cotas estipuladas. A empresa objetiva com o programa de inclusão de Portadores de Necessidades Especiais (PNE's), desenvolver estes profissionais, tornando-os recursos humanos produtivos, tratando-os com igualdade, dando-lhes oportunidade de desenvolvimento pessoal, profissional e de subsistência. A partir da implantação do programa as metas vêm sendo cumpridas.

P - O que o sr. fez para encontrar Portadores de Necessidades Especiais que sejam capacitados a trabalhar?

Laerte - Para localizar PNE's capacitados, procuramos entidades especializadas, sendo que a Avape ( www.avape.com.br ) foi nossa primeira parceira. Posteriormente, firmamos alianças com as seguintes entidades:
Em São Paulo:
Associação Guarulhense de Deficientes Auditivos
Laramara: www.laramara.org.br
Em Manaus:
Asman - Associação dos Surdos de Manaus
Adefa – Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas

P - Quando se deu a contratação desses profissionais?

Laerte - A Yamaha sempre teve PNE's em seu quadro funcional. No ano de 2000, estabelecemos a sistemática e a metodologia específica para o tratamento desta causa. Assim, a política formal foi implementada na unidade de Manaus em 2001 e em Guarulhos 2002.

P - Em que setores eles trabalham na empresa?

Laerte - Nos mais diversos setores: produção, escritórios e almoxarifados.

P - Existe a idéia de que o Portador de Necessidades Especiais "dá muito trabalho", é isso mesmo?

Laerte - Não. Esta idéia é falsa na Yamaha. Sempre tivemos uma forte orientação de nosso diretor-presidente sobre a importância da Yamaha em termos da responsabilidade social. Assim, sempre houve um ambiente favorável para os PNE's fazerem parte da empresa, havendo a cooperação de todos os funcionários para a boa adaptação deles.

P - Como eles ingressaram? Por meio de parceria com alguma entidade?

Laerte - Procuramos ajuda de entidades especializadas, citadas anteriormente, como a Avape, Associação de Deficientes Auditivos de Guarulhos, Laramara, Associação dos Surdos de Manaus e Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas.

“A relação da Yamaha com os PNE's é a mesma com qualquer outro funcionário. A presença deles é tratada com naturalidade e sem diferenciações”.

P - Como a Yamaha atua em relação a essas pessoas?

Laerte - A relação da Yamaha com os PNE's é a mesma com qualquer outro funcionário. A presença deles é tratada com naturalidade e sem diferenciações. A empresa toma apenas cuidados especiais de segurança no trabalho, com o fim de preservar a saúde e o bem-estar dos PNE's. O PNE é contratado, treinado e avaliado como qualquer outro funcionário. Caso ele não se adapte, será substituído, lembrando que será contratado outro PNE em seu lugar.

“Para cumprir a exigência, as companhias têm se defrontado com um problema: a falta de mão-de-obra qualificada”.

P - O sr. poderia citar as principais dificuldades enfrentadas pela empresa para a contratação dessas pessoas? E por parte delas próprias?

Laerte - Creio que a maior dificuldade é a falta de qualificação profissional. Por isso optamos para o início de carreira, os cargos onde a adaptação seja mais fácil: atividades de baixa complexidade e risco. Neste sentido, os profissionais de Recursos Humanos da Yamaha, continuamente atuam como voluntários em cursos de preparação de jovens e adultos para o trabalho. Uma das entidades é a Laramara, que possui programa de incremento da empregabilidade de Portadores de Deficiência Visual. A empresa também abre suas portas para os PNE's para proporcionar um dia de vivência em suas instalações. Buscamos os PNE's, os recebemos, apresentamos a empresa e mostramos nossos processos produtivos. Após o almoço, recebem uma lembrança da empresa e o incentivo de progresso profissional. Quanto à adaptação do PNE à empresa, não evidenciamos nenhuma dificuldade por parte deles.

P - Como a empresa foi adaptada para receber estes funcionários?

Laerte - Uma preocupação é, como nossos funcionários vão receber e conviver com o novo funcionário PNE, é importante preparar palestras de sensibilização, mostrando que o PNE deve ser tratado como qualquer outro profissional, sem cuidados e temores. Neste item a Avape nos ajudou, pois contam com profissionais habilitados para esta tarefa.

P - O sr. pode nos explicar sobre a apropriação de custos?

Laerte - As empresas têm que avaliar como vão integrar em seus custos estes novos funcionários PNE’s, pois como existe dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada, deve-se optar por cargos iniciais, e normalmente os departamentos das empresas não estão preparados para receber esta nova despesa. Em nosso caso, criamos um departamento exclusivo para receber esta nova mão-de-obra, distribuímos a cota entre os departamentos nos primeiros dois anos, após este período, a nova mão-de-obra já adaptada, passa a fazer parte do departamento, sendo a despesa alocada no departamento onde o PNE está trabalhando.

P - E o processo de seleção como é feito?

Laerte - O processo de seleção tem que ser adequado. A selecionadora deve ser preparada e treinada para poder conviver com esta nova realidade, no caso dos Deficientes Auditivos (DA’s), conhecimentos básicos da linguagem de Libras – Linguagem Brasileira de Sinais, neste item tivemos ajuda da Associação Guarulhense de Deficientes Auditivos. No início da seleção buscamos ajuda da Avape, eles fizeram boa parte do processo de seleção, pois mantêm banco de dados, fazem entrevistas, pré-seleção, e muito importante, fornecem documentação atestando a deficiência conforme legislação, sempre avaliada por um médico do trabalho. Lembrando que a Avape tem reconhecimento respeitado no Ministério do Trabalho.

P - Que tipo de adaptações a empresa precisa fazer para recebê-los?

Laerte - Algumas adaptações terão que ser feitas para receber o PNE, porém nada de excepcional, como exemplo no caso dos DA’s, para melhor identificação de motoristas e operadores de empilhadeiras, o DA usa uma camisa de cor diferente do uniforme normal de fácil identificação, sem aumento dos custos com uniforme. Os portadores de baixa visão que operam microcomputadores, utilizam monitor de vídeo de 17 polegadas. Estas pequenas mudanças, facilitam a convivência e o trabalho do PNE.

P - A empresa teve experiências anteriores com deficientes?

Laerte - Sim, mas não de forma sistemática. Após 2000 estabelecemos a metodologia específica.

P - Como funciona a parceria da sua empresa com as entidades especializadas como a Avape? De que forma esta parceria pode ser positiva aos PNE's?

Laerte – A Avape faz um trabalho de apoio deste o inicio do processo, ajudando na definição do tipo de deficiência que melhor se adapta à empresa, ajuda na seleção, apresentando candidatos e fornecendo os atestados de deficiência. Este trabalho é feito sempre por profissionais especializados como psicólogos, engenheiros de segurança e médicos do trabalho. São pessoas capacitadas e experientes no trabalho com PNE’s. A Avape, além do apoio e orientação para a empresa e para o PNE, dá suporte também aos seus familiares.

P - Quando a Yamaha começou a se preocupar com esta causa?

Laerte - A Yamaha sempre teve PNE's em seu quadro funcional. No ano de 2000, estabelecemos a sistemática e política específica para o tratamento desta causa.

P - Como o sr. acha dos direitos e garantias dos PNE's, que, mesmo com leis que garantam trabalho e vagas em repartições públicas ou empresas privadas com 100 ou mais empregados, ainda não têm estas garantias atendidas?

Laerte - A minha atuação é focada no setor privado. Assim, o que posso contribuir é com a minha percepção da atuação do Ministério Público que vem atuando mais incisivamente para que a lei seja cumprida. Afora a questão das cotas, há também a conscientização das empresas e da sociedade por esta causa. Por exemplo, a Avape tem hoje dificuldades para atender a procura das empresas por PNE's. Por parte dos consumidores, é claro a preferência deles por produtos e serviços de empresas que atuem de forma social correta, incluindo-se aí a inclusão dos PNE's.

P - O que o sr. tem percebido dos demais funcionários após a contratação de PNE? A auto-estima deles tem melhorado?

Laerte - Neste aspecto, nossa experiência foi fantástica. Os funcionários vêem está iniciativa com muita alegria e têm muito orgulho em trabalhar numa empresa que tenha o foco também nas ações sociais. A área de RH da Yamaha é alvo de reconhecimento e elogios em função destas ações.

P - E a reação dos familiares dos PNE's contratados como foi?

Laerte - A reação dos familiares dos PNE's é muito positiva. Quando um PNE é admitido, ele traz o primeiro impacto para sua família na forma de participação financeira no orçamento familiar. Em segundo lugar, o PNE na Yamaha é alvo de treinamentos que acabam influenciando positivamente sua vida pessoal e familiar: organização, segurança e higiene no trabalho, comunicação, disciplina e comportamento. Isto é extensivo a todos os funcionários, mas especificamente para o PNE, é a primeira experiência de desenvolvimento formal que recebe. Cito com exemplo que muito me sensibilizou, de uma funcionária PNE que veio acompanhada de sua avó no processo de seleção. Não porque ela não pudesse se locomover sozinha, mas por que sua avó gostaria de conhecer a empresa que estava dando a oportunidade de trabalho para sua neta. Quando recebeu a notícia da contratação de sua neta, ficou extremamente grata e emocionada, trazendo para todos da área de Recursos Humanos um sentimento especial de emoção e alegria.

P - O sr. poderia citar algum fato especial que lhe tenha marcado neste trabalho?

Laerte - Além do episódio mencionado na pergunta anterior, existem vários. Dentre eles, destacaria o trabalho voluntário que a Yamaha e seus funcionários fazem junto a Laramara. Além de aulas que os profissionais de RH ministram, a empresa oferece um dia de vivência aos alunos na fábrica de Guarulhos. Numa destas visitas, um dos alunos deficiente visual total, no almoço, após a visita à fábrica, conversava alegremente, me dizendo que morava em Jacareí, e se locomovia até a Laramara em São Paulo sozinho. Para tal, pegava um ônibus de Jacareí até Mogi das Cruzes, lá apanhava o trem até o Brás, depois baldeação para o metrô, assim chegando à estação Marechal Deodoro em seguida na Laramara. Na ocasião perguntei-lhe: Você não tem medo? Ele me respondeu: “Sabe, as pessoas normais comentam comigo que têm medo de lugares escuros e de pessoas suspeitas. Bem....como eu não vejo nada, eu não tenho medo de nada”.

“Aprendemos ver a vida de outra maneira, sermos gratos pela nossa perfeita saúde, de nossos familiares, amigos e funcionários. A vivência com eles nos ensina a não termos medo do desconhecido, dos desafios e sermos mais corajosos e determinados”.

P - O que temos de aprender com os PNE's?

Laerte - Aprendemos ver a vida de outra maneira, sermos gratos pela nossa perfeita saúde, de nossos familiares, amigos e funcionários. A vivência com eles nos ensina a não termos medo do desconhecido, dos desafios e sermos mais corajosos e determinados.

P - Na sua opinião quem sobretudo mais se beneficiou com a contratação dos PNE's?

Laerte - Todos foram beneficiados: o PNE, sua família, seus amigos, a Yamaha, seus clientes , seus fornecedores seus funcionários e seus familiares.

P - Esse processo de Responsabilidade Social se consolidou apenas com a vontade administrativa, ou também através da outros recursos?

Laerte - É a somatória de uma política de Recursos Humanos com o apoio irrestrito da Diretoria através da figura do diretor-presidente que autoriza inclusive complementações financeiras. Reconheço o coração de todos os funcionários que bem recebem os PNE's, fazendo-se um especial reconhecimento aos profissionais de RH da Yamaha, que além de multiplicar os melhores conceitos de inclusão, pessoal e voluntariamente se envolvem na causa.

“Num país onde ainda existem muitos problemas sociais, os profissionais de Recursos Humanos devem ser a centelha da conscientização da cidadania empresarial. Ser agentes de influência e mudanças positivas dentro das empresas e dentro da comunidade onde elas estão inseridas”.

P - Qual sua avaliação do esforço de sua administração de RH em firmar a marca da Responsabilidade Social?

Laerte - Num país onde ainda existem muitos problemas sociais, os profissionais de Recursos Humanos devem ser a centelha da conscientização da cidadania empresarial. Ser agentes de influência e mudanças positivas dentro das empresas e dentro da comunidade onde elas estão inseridas. Assim, mais que geração de empregos por regra de lei, a área de RH da Yamaha sempre está atenta às oportunidades de permear suas ações com um toque social. Cito como exemplo outro programa implementado na Yamaha que atendeu a uma necessidade de recrutamento. Utilizamos o Programa Jovem Cidadão da Secretária da Educação do Governo do Estado de São Paulo. São jovens de 16 a 21 anos, estudantes do ensino médio público, que estagiam na Yamaha por quatro horas num período de seis meses. Iniciamos este programa no ano 2000, até hoje já passaram por nossa empresa 160 jovens, sendo que alguns foram efetivados. Atualmente, temos 37 jovens estagiando na empresa. Atendemos assim, as necessidades da empresa, provemos ao jovem uma oportunidade de iniciar a carreira profissional, além de treinamento e desenvolvimento. Com isso a expectativa é que através de tais ações, além de trabalho, os jovens sejam bem orientados e que fiquem a largo das más influências que diariamente são alvos. Finalizando, ressalto que tais ações sociais de Recursos Humanos da Yamaha, são possíveis em função da política de valorização do ser humano e da forte vontade política que a empresa tem em contribuir com o Brasil, em todos os sentidos.

Notas:

Entidades que colaboraram no processo:

. Avape – Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais
Tel.: (11) 4433-5036
Site: www.avape.com.br
. Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual
Tel.: (11) 3660-6412
Site: www.laramara.org.br
. Associação Guarulhense de Deficientes Auditivos
Tel.: (11) 6463-0226
. Asman - Associação dos Surdos de Manaus
Tel.: (92) 657-6606
. Adefa – Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas
Tel.: (92) 237-7391

Programa Jovem Cidadão:

Informações pelo site: www.meuprimeirotrabalho.sp.gov.br


Rubens Ito



Últimas

2019/06/25 » Câmara promove o 1º seminário Alterações Fiscais-2019
2019/06/18 » Presidente Murata participa do culto budista em memória dos imigrantes japoneses
2019/06/18 » Secretário-geral participa de missa no dia da imigração japonesa no Brasil
2019/06/12 » Proteção de dados e jornada de trabalho foram temas de palestras na Câmara
2019/06/11 » Murata participou da sessão em homenagem aos 111 anos da imigração japonesa
2019/06/10 » Seminário da Jetro discute propriedade intelectual
2019/06/07 » Seminário apresenta oportunidades de investimentos no Paraguai
2019/06/01 » IV Seminário Hospital Santa Cruz de Cooperação Científica Brasil e Japão
2019/05/30 » Discussão sobre reuniões do Conselho Empresarial Brasil-Japão e para Cooperação em Infraestrutura Brasil-Japão
2019/05/24 » Palestra aborda perspectivas de investimentos em startups
2019/05/22 » Assédio moral e sexual e e-Social foram temas de palestras na Câmara
2019/05/17 » Polari Filho destaca potencialidades da PB em palestra aos japoneses
2019/05/15 » Reunião reúne profissionais para debater assuntos jurídicos e tributários
2019/05/11 » Câmara realiza o 52º Campeonato de Golfe
2019/05/10 » Telma Shiraishi: embaixadora da boa vontade para a difusão da culinária japonesa
2019/05/10 » Subdepartamento Médico: reunião de trabalho
2019/05/10 » Departamentos eletroeletrônico e de transportes e serviços: reunião conjunta
2019/05/09 » Comissão de Relações Institucionais: Grupo de Trabalho Tributário e Aduaneiro
2019/05/09 » Seminário sobre IRPJ para expatriados
2019/05/08 » Conselho Fiscal se reúne para auditoria do 1º trimestre de 2019

Ver mais »