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Tanaka: Protocolo de Kyoto cria um horizonte muito positivo de o Japão importar álcool brasileiro 18/02/2005

O presidente Makoto Tanaka disse, ao fazer discurso de boas-vindas durante Almoço de Confraternização da Câmara, no dia 18 de fevereiro, que o tema álcool etanol, que foi ministrado na ocasião pelo convidado e orador, o vice-presidente de Operações da Dedini S/A. Indústrias de Base, José Luiz Olivério, “vem em momento extremamente oportuno, porque o Brasil vive um novo ambiente político e econômico e existe um horizonte muito positivo de o país exportar álcool ao mercado japonês, principalmente com a entrada em vigor no último dia 16 de fevereiro do Protocolo de Kyoto”. Tanaka enfatizou que o governo japonês já sinalizou com um programa de adição do álcool etanol à gasolina. “Isto significa uma perspectiva de crescimento do setor e geração de empregos no país”, salientou. O evento aconteceu no Hotel Sofitel São Paulo, com a presença de mais de 100 representantes das empresas associadas.

José Olivério explicou que o álcool etanol da cana-de-açúcar apresenta um balanço altamente favorável quanto às externalidades que promovem o desenvolvimento sustentado. Dentre as vantagens citou os impactos: (i) sociais como no emprego a baixo custo, saúde e melhor renda rural; (ii) ambientais, como nas emissões globais e locais, expansão da lavoura, manejo agrícola (uso ambiental adequado); e econômicas, como na balança de pagamentos – aumenta a exportação e diminui a importação, redução dos juros da dívida externa.

Segundo Olivério, “com a confiança mútua, é possível manter contratos de longo prazo para o abastecimento de álcool etanol brasileiro ao Japão”. Dentre algumas razões para que os japoneses adquiram o produto brasileiro ele destaca, por ser o Brasil o maior produtor mundial de cana, açúcar e álcool; pela política governamental para o setor; por ser uma atividade estabelecida, tradicional e distribuída no país; por ser o maior exportador de açúcar do planeta; pela capacidade de expansão agrícola e industrial; pela sustentabilidade econômica, social e ambiental; pela sua natureza e capacitação (vantagens comparativas e competitivas); e pela sua competitividade/confiabilidade (custo, qualidade, produção e entrega no prazo).

Dedini - Fundada em 1920, a Dedini, localizada em Piracicaba (SP), atua no setor de bens de capital sob encomenda e emprega atualmente 3 mil funcionários. Fornece peças, componentes, equipamentos, plantas completas “turn key” e serviços. É uma empresa com capital 100% das famílias Ometto e Dedini. Possui tecnologia própria na fabricação de açúcar e álcool anidro e hidratado, aguardente de cana-de-açúcar (cachaça), refinarias de açúcar e açúcar líquido, usinas de cogeração e caldeiras de biomassa (bagaço), estocagem de sucos concentrados e NFC, e fertilizantes. Com tecnologia licenciada fabrica cervejarias, tratamento de efluentes e evaporação de sucos e alimentos. Com tecnologia do cliente (fabricação sob desenho) atua nas áreas de química e petroquímica, fertilizantes, indústria de sucos, bebidas e alimentos, papel e celulose, indústria farmacêutica, portos, siderurgia e metalurgia, cimento e mineração, hidromecânicos (usinas hidrelétricas), perfis soldados e estruturas metálicas, energia (caldeiras), indústria automotiva, tampos e fundidos.

Sua participação atual no mercado brasileiro de açúcar e álcool é acima de 55%; cervejaria, cerca de 60%; tratamento de efluentes, acima de 70%; estocagem de sucos, acima de 80%; e fertilizantes, acima de 70%. Mais de 80% do álcool total produzido no Brasil utilizam destilarias de álcool e equipamentos Dedini.

Perfil - José Luiz Olivério é engenheiro Mecânico de Produção, formado pela Escola Politécnica da USP em 1965, com vários cursos em nível de pós-graduação, extensão universitária e especialização.

 

Participa da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool, como representante da indústria de equipamentos. Desde 1976, trabalha no Grupo Dedini, em cargos de Direção e no Conselho de Administração das Empresas. Antes de ingressar na Dedini trabalhou também na Vigorelli, Indústrias Villares e na Metal Leve.

Foi professor, chefe de Departamento, membro do Conselho Departamental e da Congregação da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI); professor no Curso de Extensão Universitária em Administração Industrial, na Escola de Engenharia Mauá. É fundador, professor e diretor do Instituto IMAM. Possui inúmeros trabalhos publicados em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais.

Etanol - O álcool ou etanol é o principal combustível alternativo à gasolina no Brasil. É obtido através da transformação do açúcar, com a ajuda de microorganismos, no processo chamado de fermentação. O uso dessa substância como combustível surgiu em vários países. Em 1975, com as sucessivas altas no preço do petróleo, o governo brasileiro criou o programa Pró-Álcool e estimulou a produção de motores adaptados a esse combustível, colocando o país como pioneiro na utilização do álcool em larga escala.

No final da década de 90 o programa enfrentou sua pior crise. As vendas de veículos a álcool tiveram uma grande queda, e várias destilarias paralisaram suas atividades, até mesmo em período de safra, por falta de espaço nos depósitos para os estoques de álcool encalhados.

Entretanto, em 2 de maio deste ano, após uma visita à Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow) em Ribeirão Preto (SP), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deu um novo alento para o setor. Reunido com empresários sucroalcooleiros, ele anunciou que a partir de 1º de junho aumentaria de 20% para 25% a mistura de álcool à gasolina, o que ajudou na redução do preço da gasolina e da poluição emitida nos grandes centros.

Exportações – O grande foco de atenções dos produtores, além do mercado nacional, será a exportação, em razão principalmente do protocolo de Kyoto. O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para reduzir as emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países

 em desenvolvimento.

O acordo foi estabelecido em 1997 em Kyoto, Japão, e ratificado por 141 países, entrou em vigor no último dia 16 de fevereiro de 2005. O documento prevê metas de redução de emissões de gás em pelo menos 5% para seis gases principais entre 2008 e 2012 em comparação com os níveis de 1990.

O Japão é um deles. Para cumprir a meta de reduzir suas emissões de poluentes em 6%, o governo japonês já sinalizou com um programa de adição de 3% do álcool à gasolina.

Na avaliação da ONU (Organização das Nações Unidas), a necessidade das empresas de países ricos de reduzir as emissões de gás poderá resultar com que decisões empresariais sejam tomadas no sentido de financiar projetos de redução de emissões nas economias emergentes, abrindo novas oportunidades de investimentos em países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

Créditos – O tratado ainda permite que os países e empresas dos países ricos possam obter créditos em seus compromissos de redução, implementando projetos em países em desenvolvimento. Esses créditos são obtidos por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) – em inglês, “Clean Development Mechanism - CDM” - e, de acordo com a ONU, o primeiro projeto registrado nesse sentido está sendo desenvolvido em Nova Iguaçu (RJ) e tem como finalidade transformar gás em energia elétrica. Desenvolvido pela empresa NovaGerar, o projeto contou com investimentos do governo da Holanda e do Banco Mundial.

O sistema de coleta de gás resultaria em uma redução de emissões de mais de 14 milhões de toneladas de CO2 durante os 21 anos de existência do projeto. Os especialistas da ONU afirmam que "os benefícios locais vão incluir melhor qualidade da água, redução dos riscos de explosão do gás e criação de emprego, e 10% da energia gerada será doadas às escolas, aos hospitais e outros prédios públicos".

R I  - CCIJB - 18/02/2005



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