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Notícias da Câmara

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Saudação de Ano Novo do presidente Makoto Tanaka 21/01/2008

 

Política Operacional da Câmara para 2008 

Nosso propósito é o de pautar a gestão da Câmara neste ano pelas seguintes políticas, para as quais esperamos poder continuar a contar com a cooperação dos senhores associados.  

[ I ] Políticas básicas As políticas básicas permanecem inalteradas: uma Câmara “aberta”, “que encara desafios”, e “para todos os associados”. Conforme resumem esses três slogans, almejamos uma Câmara que funcione em prol dos associados e lhes seja útil, ao mesmo tempo que cumpre o seu papel enquanto entidade de caráter público e geral.  

[ IIPolítica de atuação e ações prioritárias  

1. Fortalecimento das bases e aprimoramento ainda maior das atividades  

(1) Contínuo fortalecimento da estrutura financeira da Câmara através do aumento do quadro associativo. 

O fortalecimento das bases da entidade através da ampliação e reforço do quadro associativo é um desafio perene, que requer empenho constante e incansável de toda a organização. Solicitamos aos senhores associados que, havendo pessoas jurídicas ou físicas de seu contato que preencham as qualificações para se tornarem associadas, recomendem-lhes a participação na nossa entidade. 

(2) Para ampliarmos o nosso quadro, devemos captar as necessidades dos associados e buscar melhorar o teor das nossas atividades, procurando sermos uma Câmara que consiga servir ao associado e lhe seja atraente. Para isso, além da disponibilização e compartilhamento de informações úteis para os associados, precisamos tornar mais fluida a comunicação interna e também termos uma estrutura flexível e aberta, que possibilite o seu imediato aproveitamento. 

(3) Além disso, é necessário apresentar solicitações e realizar trabalhos junto aos governos do Brasil e do Japão, nos momentos oportunos e da maneira mais apropriada. Conforme o tipo de demanda, serão requeridas pesquisas conjuntas com entidades como a Fiesp e a CNI, ou trabalhos de contato junto ao governo brasileiro através do GIE (Grupo de Investidores Estrangeiros), formado pelas 12 principais Câmaras de Comércio no Brasil, entre elas a americana, a alemã e a japonesa. Já o nosso contato junto ao governo do Japão para dar o follow-up às propostas conjuntas das iniciativas pública e privada, passa a ser, a partir deste ano, a Embaixada do Japão no país. 

2.Contribuindo para o fortalecimento e amplicação das relações nipo-brasileiras

Tendo como foco os objetivos da Câmara previstos em seu estatuto social, quais sejam, a promoção das relações econômicas, comércio exterior, indústria e comércio entre Brasil e Japão etc., buscaremos contribuir para a dinamização, fortalecimento e amplicação das relações nipo-brasileiras pelas seguintes formas: 

(1) Prosseguindo em nossas solicitações junto aos governos do Brasil e do Japão para a assinatura, o quanto antes, de um futuro EPA (Acordo de Parceria Econômica) nipo-brasileiro. Infelizmente, o acordo de livre comércio Brasil-Japão foi postergado, sem perspectiva de início das suas negociações. No entanto, temos a certeza de que trata-se de um instrumento poderoso para a dinamização das relações econômicas entre os dois países, e nossa diretriz é prosseguirmos com os esforços conjuntos e uníssonos com a Nippon Keidanren e com a CNI para concretizarmos um EPA nipo-brasileiro. 

(2) Neste ano estaremos comemorando o Ano do Intercâmbio Nipo-Brasileiro e o Centenário da Imigração. A política de cooperação da Câmara para as atividades relacionadas às comemorações consiste de: 

(1)    Iniciativa própria da Câmara 

O evento específico da Câmara será o “Simpósio Econômico Brasil-Japão – os próximos 100 anos”, promoção conjunta da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil com os jornais “The Nihon Keizai Shimbun” e “O Estado de S. Paulo”. Os palestrantes serão o comentarista econômico Naoki Tanaka, o presidente Shoei Utsuda da Mitsui & Co., o presidente  Tadashi Izawa da Jetro (Japan External Trade Organization), entre outros. Do Brasil, estarão o vice-presidente José de Freitas Mascarenhas, da CNI, Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Roberto Giannetti da Fonseca, diretor titular da Fiesp, entre outros. O evento terá entrada franca e tradução simultânea português-japonês-português. Graças à colaboração de todos, as inscrições se encontram esgotadas. 

(2)    Contribuições das empresas associadas para os eventos comemorativos - diretrizes 

Um grande número de projetos comemorativos está sendo planejado na comunidade nikkei em comemoração ao Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, gerando uma expectativa pelas doações corporativas como fonte de recursos dessas iniciativas. Faltando metade de um ano para a data das comemorações, gostaríamos de deixar sistematizado o entendimento da Câmara e das empresas de origem japonesa associadas para as contribuições. 

O fundamento desse entendimento, que descreveremos a seguir, baseia-se na enquete global que realizamos em agosto de 2006 a respeito do Centenário, bem como numa outra enquete realizada entre o final do ano passado e o início de 2008, desta vez focado em contribuições. Vale notar que este último se baseia ainda em resultados preliminares. 

A visão das empresas japonesas 

a) A grande maioria das empresas de capital japonês instaladas no Brasil deseja colaborar com os eventos do Centenário, de maneira correspondente aos portes dos seus empreendimentos.

b) Quanto à forma de fornecer os recursos, a maioria manifestou o desejo de selecionar os projetos comemorativos, ao invés de efetuar doações genéricas para a Associação do Centenário.

c) Houve algumas solicitações para que a Câmara apresentasse guidelines e quotas de valores das doações de acordo com as categorias de associado, mas a grande maioria entendeu que as doações são questões atinentes unicamente às próprias empresas, e que elas mesmas devem decidir quanto e a quem serão destinadas as doações. 

Diretrizes de atendimento a pedidos de doações

Embora exista a expectativa, em parte da Comunidade Nipo-Brasileira, de que a Câmara deva liderar trabalhos para angariar fundos, estabelecendo montantes para os associados, como fez no Centenário da Amizade Brasil-Japão em 1995, a entidade decidiu que cada empresa efetuará as doações de acordo com seus critérios específicos. Tal decisão levou em conta os resultados da enquete mencionados acima, bem como a metodologia adotada pela Nippon Keidanren no comitê executivo do lado japonês (vale notar também que o comitê executivo formado no Japão pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela Keidanren adotou como pressuposto que os projetos a serem qualificados como comemorativos da efeméride já devem estar com recursos assegurados). Deve-se compreender o fato de que os tempos são significativamente diferentes se compararmos 1995 - quando livros de ouro e sistemas de quotas eram naturalíssimos -, e os dias de hoje. 

Problemas na realização das doações

De qualquer forma, é certeza que a maioria das empresas japonesas deseja cooperar com o Centenário da melhor forma que estiver ao seu alcance. Apesar disso, o número de empresas associadas que efetivamente já realizou doações é limitado, e as causas aparecem claramente nas enquetes que realizamos.

(a)     Somente cerca de 25% das empresas associadas receberam pedidos de doações por parte da Associação do Centenário, e contam-se nos dedos os casos em que pessoas apropriadas da Associação visitaram a alta administração dessas empresas.

(b)     A Associação do Centenário não tem sido capaz de apresentar explicações com poder de persuasão a respeito dos benefícios fiscais. Em praticamente todos os casos, o prazo para depositar as doações já estava vencido ou as empresas simplesmente desconheciam a conta bancária para o depósito.

(c)     Nas respostas das enquetes, foi marcante a existência de opiniões dos associados exigindo maior transparência contábil e divulgação pública da destinação das doações, como por exemplo a necessidade de apresentação de relatórios sobre o andamento dos projetos que receberam as doações, ou ainda a necessidade de se estabelecer a obrigatoriedade estatutária de que os projetos serem acompanhados por uma auditoria independente. 

(3) O Fundo do Centenário da Amizade e Cooperação 

Existe mais uma importante forma de cooperação da Câmara. Trata-se do fundo constituído pelas cinco entidades representativas da comunidade nikkei, a partir do saldo remanscente das doações obtidas sobretudo pela Câmara nas comemorações do Centenário do Tratado de Amizade Brasil-Japão em 1995. O seu estatuto prevê que os recursos devem servir para apoiar o maior número possível de projetos que contribuam para a promoção da amizade nipo-brasileira, e estabelece ainda que a presidência da mesa diretora, bem como a administração de assuntos relevantes, sejam realizados pelo presidente da Câmara. O fundo apoiou 23 projetos desde a sua implementação em 1996 até 2003, quando a assistência financeira até então realizada foi suspensa para que os recursos fossem acumulados a fim de serem utilizados no Centenário da Imigração. Neste ano, serão promovidos sobretudo projetos considerados dignos que marcarem o Centenário. A aprovação desses projetos, conforme estabelece o estatuto, requer a aprovação unânime dos representantes das 5 entidades. 

A nossa expectativa é de que as decisões sobre os projetos a serem apoiados seje realizada de forma justa e correta, respeitando a vontade dos nossos predecessores que criaram o fundo para as gerações futuras. 

Panorama das economias mundial e brasileira 

A economia mundial, que vinha em crescimento nos últimos anos, sobretudo impulsionada pela demanda nos países emergentes, passou no ano passado por turbulências no mercado financeiro internacional, causadas pelo risco de inadimplência dos subprime loans (financiamentos habitacionais para pessoas físicas com crédito limitado), cujos efeitos foram sentidos muito além do que se imaginava, levando muitos dos principais bancos norte-americanos a contabilizarem prejuízos significativos e até mesmo a trocas no alto escalão. 

Os bancos centrais do Japão, Estados Unidos e Europa lançaram gigantescos recursos assistenciais no mercado, mas a insegurança em relação ao futuro não se esvaneceu. Além da significativa desvalorização do dólar, logo no começo do ano o preço do barril de petróleo WTI superou a casa dos 100 dólares. Fortunas em investimentos e capital especulativo têm fluido do mercado financeiro para o mercado de commodities. 

A atrofia da demanda internacional desencadeada pelo problema com os subprimes tem levado, por um lado, à preocupação de que isso levaria a uma desaceleração do crescimento econômico mundial, e do outro, a alta de preços causada pela inflação. Até o momento, praticamente não há efeitos diretos sobre a economia brasileira, mas nestes tempos de globalização, os efeitos indiretos são inevitáveis – e, ao que nos parece, por esse ponto de vista, teremos um ano complicado pela frente. 

Concluindo, gostaria de fazer votos de saúde e prosperidade para as senhoras e senhores ao ensejo deste início de ano. 

São Paulo, 11 de janeiro de 2008. 

Makoto Tanaka, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.

  

Makoto Tanaka (foto: Rubens Ito / CCIJB)

 

 

 

 

 

 

 

 

CCIJB - 11/01/2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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