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Roberto Barroso diz que há uma imensa demanda no Brasil por integridade 15/12/2017
 

Rio de Janeiro - O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso na cerimônia de posse do presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso  (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse hoje (15) que há uma imensa demanda no Brasil por integridade, idealismo e patriotismo, elementos necessários para o combate à corrupção que se instaurou no país. “Onde eu vou, eu percebo. É uma energia poderosa que está no ar. Esta é a energia que muda paradigmas e empurra a história”, disse.

Barroso disse que “estamos vivendo um momento de refundação no país, em que as pessoas se deram conta que é preciso elevar a ética pública e a ética privada para que o Brasil cumpra o seu destino. As pessoas estão inconformadas e indignadas porque o Brasil tem sido menos do que deve e pode ser”. De acordo com o ministro, para que o Brasil seja o país que pode e deve ser e que encontre sua própria narrativa, “a integridade é matéria-prima essencial”.

Segundo o ministro do STF, uma democracia pode ter projetos conservadores, liberais ou progressistas. “Tem lugar para todo mundo”. Ressaltou, contudo, que a democracia não pode ter projetos desonestos de poder, nem de apropriação privada no espaço público. “Nós precisamos derrotar a cultura da desonestidade, de desvio de dinheiro público, a cultura que pressupõe que dinheiro público não pertence a ninguém”.

O ministro lembrou que a corrupção tem um “custo financeiro, social, que são os serviços públicos que você não presta adequadamente. E tem um custo moral, que é você criar essa cultura de desonestidade, em que administradores públicos têm metas de arrecadação por extorsão, contratam empresas que são parceiras no desvio e que superfaturam obras públicas”. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), somente o custo financeiro da corrupção representa algo em torno de R$ 100 bilhões por ano, citou o ministro.

A corrupção, segundo o ministro, não é um projeto de governo, é uma premissa das pessoas que têm de ser honestas. E revelou que seu slogan pessoal é “não importa o que esteja acontecendo à sua volta, faça o melhor papel que puder”.

Estabilidade

Roberto Barroso disse a empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro, que em 30 anos de democracia, o Brasil acumulou conquistas importantes, como a estabilidade institucional, a estabilidade monetária e a inclusão de mais de 30 milhões de pessoas que deixaram a linha de pobreza extrema. “Se nós conseguirmos empurrar a história para seu trilho certo, acho que nós podemos ter um final feliz”.

Disse, no entanto, ser necessário combater a corrupção que se tornou “endêmica, sistêmica e profissionalizada” no país. “É impossível não sentir vergonha”, afirmou. Segundo Barroso, é preciso mudar essa cultura que se naturalizou no Brasil e acabar com a impunidade. Para ele, no Brasil existem dois grupos aliados da corrupção, “os que não querem ser punidos e os que não querem ficar honestos nem daqui para a frente”.

O pior de um ambiente desonesto é que os bons começam a se contaminar, a se corromper, disse o ministro do STF. “O Brasil precisa mudar seu patamar civilizatório”, defendeu. Completou que não se faz um grande país sem um mínimo de ética. A semente, porém, já está plantada. “As pessoas estão tomando consciência do que somos e do que podíamos ser”.

O ministro defendeu a aprovação da reforma da Previdência, “para não entregarmos o Brasil arruinado aos nossos filhos”. Para ele, o sistema é deficitário e representa uma transferência de renda dos pobres para os ricos. Mas a reforma mais difícil, na sua opinião, é a tributária, porque mexe com interesses de pessoas, de empresas e de estados. Nesse sentido, sugeriu que o ideal seria a unificação de todos os atuais tributos em vigor no país, com previsão de como serão feitas as transferências de cada ente. (da Agência Brasil, Alana Gandra) 



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