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Controle da inflação deve ter prioridade sobre política cambial, diz secretário 04/05/2010

Brasília - O controle da inflação deve ter prioridade sobre a política cambial para estimular o desenvolvimento e o crescimento no longo prazo, afirmou hoje (4) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Para ele, o governo deve se concentrar principalmente no cumprimento das metas de inflação e na política fiscal do que intervir no câmbio para controlar os níveis de preços.

 

“No Brasil, prioridade é a meta de inflação, não a meta cambial”, afirmou Barbosa em seminário sobre juros e câmbio na Câmara dos Deputados. “Se a gente desvalorizar o câmbio para aumentar as exportações, a inflação sobe e pode se tornar instável e provocar a indexação da economia que vimos no passado [antes do Plano Real]”.

 

De acordo com o secretário, outras medidas melhoram a competitividade dos produtos brasileiros e a lucratividade do setor privado sem mexer nos juros nem no câmbio. “As desonerações para investimentos que temos anunciado nos últimos anos melhoraram a margem de lucro do setor privado, assim como os projetos para reduzir os custos de logística. Essas medidas trazem crescimento e equivalem à queda de juros”, disse.

 

O secretário afirmou ainda que o impacto das taxas de câmbio sobre o crescimento econômico não é linear. “ Apreciar o câmbio [reduzir o valor do dólar] não é bom ou ruim. Depende de onde está”, alegou. “Se o câmbio se aprecia numa taxa muito depreciada, melhora o crescimento. Mas a partir de um certo nível, se o câmbio cair ainda mais, a economia se contrai porque a competitividade do setor comercializável é reduzida”, acrescentou.

 

Segundo Barbosa, desde 2006 a taxa de câmbio está diretamente relacionada às commodities – minérios e produtos agropecuários com cotação internacional. “Quando sobe o preço de produtos como o ferro e o petróleo, o país exporta mais, entram mais divisas e o câmbio cai. Além disso, as ações de empresas como a Petrobras e a Vale se valorizam com a alta das commodities, o que atrai ainda mais capital estrangeiro para o país”, explicou.

 

Para o secretário, no entanto, as commodities não são o principal fator determinante sobre o câmbio no Brasil. “As condições da economia internacional influenciam muito mais o câmbio do que a taxa Selic [que mede os juros básicos da economia] ou a política fiscal”, afirmou.

 

Apesar de ressaltar que o governo não tem meta para o dólar, Barbosa disse que a equipe econômica, principalmente por meio do Banco Central, tem evitado a flutuação excessiva: “O câmbio é flutuante, mas o Banco Central tenta evitar a apreciação e depreciação excessiva sem se comprometer com valores específicos e geralmente acompanhando o mercado internacional de ativos”. (Agência Brasil - Wellton Máximo)



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