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Eletroeletrônicos não conseguem mais competir com importados, diz Abinee 20/10/2010

A indústria de eletroeletrônicos é uma das que mais sentem os efeitos da sobrevalorização do real e, mesmo com tecnologias bem consolidadas, não consegue competir com os produtos importados, principalmente os de origem chinesa. A análise é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato.

“São indústrias extremamente eficientes, mas que, em função dessa moeda [real] fora da realidade, estão perdendo oportunidades de negócios todos os dias. Essas empresas já tiveram que mudar os seus fornecedores para tentar baratear os produtos”, afirmou Barbato, que preside também a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), durante a abertura do 9° Encontro Nacional da Inovação Tecnológica, na manhã de hoje (20), na capital paulista.

Para reverter o processo, segundo ele, seria necessário que o governo tomasse novas medidas na área cambial e de política industrial. “Seriam medidas temporárias até que se tenha condições de reverter esse quadro de valorização do real que vem ocorrendo por diversos fatores, até pelo sucesso do Brasil na exportação de commodities”.

Para ele, as medidas adotadas pelo governo são tímidas e tardias quando comparadas ao tamanho do problema. Barbato disse que a indústria está fazendo o possível para suportar a valorização do real e, até agora, já atuou em várias frentes para baratear custos. “Estamos colocando um fecho na porta depois que essa porta já foi arrombada há muito tempo. Estamos discutindo o problema da valorização do real desde o início do governo Lula”.

O diretor geral da Protec, Roberto Nicolsky, disse que a valorização cambial é a principal causa do processo de desindustrialização do país, mas a falta de investimento das indústrias em inovação tecnológica também precisa ser levada em consideração. “Uma indústria que está em um quadro nacional de alta competitividade com os chineses baratos não tem recurso para pensar em inovar”

Nicolsky sugeriu que o governo divida o risco da inovação repassando recursos para as empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento, como uma compensação pela valorização cambial. “Isso porque o Brasil está com um déficit tecnológico crescente. Tudo que depende de tecnologia está em déficit e isso está aumentando. A soma de todo esse déficit este ano ultrapassará US$ 70 bilhões”.

Ele ressaltou que o quadro atual deve piorar porque o país está crescendo pela via das commodities, "que injetam dólares que perdem seu valor no país". Assim, o derrame interno de dólares produz demanda por produtos e crescimento do consumo apoiado pela oferta crescente de crédito. “Um aumento imediato de consumo sem apoio para as indústrias inovarem vai resultar em mais importação, que cresce mais do que a indústria como um todo. Com isso, quanto mais o país crescer mais vai importar, o que é contraditório”, concluiu. (Flávia Albuquerque, da Agência Brasil)



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