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Oferta de tecnologia aumenta na saúde, mas acesso da população aos equipamentos ainda é desigual 19/11/2010

Embora a oferta de equipamentos de alta tecnologia tenha melhorado no país entre os anos de 2005 e 2009, o acesso da população aos exames que dependem desses instrumentos ainda é bastante desigual. A avaliação é do gerente da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2009 divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marco Andreazzi. Segundo ele, a média do país na oferta de equipamentos se aproxima da de países desenvolvidos. Entrentanto, há uma diferença "discrepante" na disponibilidade desses aparelhos entre o setor público e os usuários de planos de saúde privados.

O exemplo mais expressivo, segundo o levantamento, é o número de aparelhos de ressonância magnética, que registrou, em quatro anos, um aumento superior a 118,4%. A média brasileira é de 6,3 equipamentos desse tipo por 1 milhão de habitantes, o que coloca o Brasil à frente de países como França (5,7) e Turquia (5,6), por exemplo. Quando se considera o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferta cai para 1,9, deixando o país à frente apenas do México (1,5) numa lista de 27 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Por outro lado, para quem é atendido por plano de saúde privado, a disponibilidade é de 19,8 aparelhos de ressonância para cada 1 milhão de habitantes, jogando o Brasil para o topo da lista, perdendo apenas para o Japão (40,1) e Estados Unidos (25,9).

“São três ‘Brasis’. Enquanto a média brasileira é semelhante à de países europeus desenvolvidos, no que diz respeito ao SUS já fica bem menor e em relação aos planos de saúde verifica-se uma concentração como dos países líderes. Há uma discrepância muito grande na disseminação dessa tecnologia. A conclusão é que o Brasil compra os equipamentos em proporção bastante razoável, mas o acesso aos serviços prestados por esses equipamentos à população é bastante desigual”, afirmou Andreazzi.

Ainda de acordo com a pesquisa, a realidade é parecida no que diz respeito aos aparelhos de tomografia computadorizada. Enquanto o SUS oferece seis deles por 1 milhão de habitantes, nos planos de saúde essa proporção é de 44,3 por 1 milhão. Na média nacional, a disponibilidade é de 15,8, também semelhante à de alguns países desenvolvidos. (Thaís Leitão, da Agência Brasil)



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