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Aumento de exportações e uso de combustíveis verdes foram destaque no setor agrícola 30/12/2010

A agropecuária brasileira continuou em destaque e conquistou novos mercados nos oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de se consolidar como um dos principais exportadores de produtos importantes como carne, café, açúcar e soja, e ser chamado por especialistas de “celeiro do mundo”, o país tomou para si a posição, outorgada por várias nações, de líder na discussão e implementação de “combustíveis verdes”, como biodiesel e etanol.

Nos últimos oito anos, a produção de grãos aumentou 21%, passando de 123,1 milhões de toneladas, na safra 2002/2003, para 149 milhões de toneladas, no ciclo 2009/2010. A área plantada com grãos cresceu menos, 17,5%, passando de 40 milhões para 47 milhões de hectares, o que comprova o aumento da produtividade. As exportações do agronegócio, que foram de US$ 30,6 bilhões em 2003, chegaram a US$ 71,84 bilhões em 2008 e, depois de superada a crise mundial, que fez as vendas caírem para US$ 64,78 bilhões em 2009, baterá um novo recorde neste ano, chegando próximo aos US$ 75 bilhões, segundo estimativa do governo.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – com as mais variadas tecnologias, do feijão resistente à seca aos biocombustíveis, passando pelo mapeamento do código genético de gado e com atuação no Continente Africano – teve a quantidade de recursos recebidos elevada com o PAC da Embrapa e é uma das instituições nacionais mais conhecidas no exterior, principalmente em nível governamental.

A agricultura familiar, com seus 4,2 milhões de propriedades de até quatro módulos fiscais, teve papel importante no crescimento do setor. O volume de crédito disponibilizado para esses produtores saltou de R$ 4,5 bilhões, na safra 2003/2004, para R$ 16 bilhões, no ciclo 2010/2011. Quase todos os contratos de crédito da agricultura familiar passaram a ser assegurados contra a queda brusca de preços ou adversidades climáticas, servindo como referência para a agricultura empresarial, que ainda tem dificuldade para implementar essa política.

Apesar dos resultados positivos, o setor agrícola passou por uma grave crise nesse período, com reflexos até hoje, causada principalmente pela variação do câmbio. Os agricultores plantaram a safra 2004/2005 com alto custo atrelado ao dólar (cotado à época em R$ 3,10) enquanto a comercialização se deu com preços em baixa e câmbio desfavorável (dólar cotado em R$ 2,60). Na safra 2005/2006, o problema se repetiu, com o dólar a R$ 2,50 no momento do plantio e entre R$ 2,06 e R$ 2,20 na hora da venda.

Esses episódios levaram ao alto endividamento do setor agropecuário brasileiro, fazendo o governo editar uma medida provisória, convertida pelo Congresso Nacional na Lei 11.775, de setembro de 2008, renegociando débitos equivalentes a R$ 75 bilhões, para 2,8 milhões de contratos de financiamento. O drama vivido pelo campo mostrou a urgência de se aperfeiçoar os modelos de financiamento e da criação de um fundo de catástrofe, que deve ser implementado na próxima safra, para proteger seus produtores de adversidades climáticas.

Depois do baque sofrido, dois pontos são presença garantida em todas as discussões sobre o que deve ser melhorado para tornar mais sustentável o crescimento da agropecuária: renda do produtor e infraestrutura logística. O primeiro, segundo o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Agricultura do governo Lula, Roberto Rodrigues, está condicionado a uma política eficaz de crédito rural e preços mínimos e ao fortalecimento do agricultor por meio do cooperativismo.

Em relação à infraestrutura, Rodrigues diz que é preciso priorizar, entre as obras já previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), aquelas que influenciem o escoamento da produção. Além disso, um ponto de que produtores reclamam é que, apesar de haver uma política pública para o setor nos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, seus instrumentos de aplicação estão divididos por várias pastas, como a da Fazenda e a do Planejamento, o que atrasa a tomada de decisão e faz com que os recursos cheguem à ponta quando não há mais como o produtor compensar o prejuízo. (Danilo Macedo, da Agência Brasil)



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