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Alimentos ficam mais caros e pressionam a inflação, indica FGV 10/03/2011

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,59% na primeira prévia de março, referente à pesquisa encerrada no último dia 7, segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa taxa superou a apurada no fechamento de fevereiro (0,49%).

Dos sete grupos pesquisados, quatro apresentaram elevações. As maiores correções ocorreram no grupo alimentação, cuja taxa média passou de uma alta de 0,12% para 0,54%, com destaque para as frutas ( de -0,42% para 1,46%).

Em saúde e cuidados pessoais, o IPC-S atingiu 0,54% ante 0,41%, sob a influência dos serviços odontológicos (de 0,39% para 0,72%). O grupo habitação teve ligeiro aumento (de 0,58% para 0,59%), puxado pela tarifa de telefone móvel ou celular (de 1,32% para 1,98%).

No grupo vestuário, foi constatado movimento de recuperação de preços, embora a taxa tenha permanecido negativa, com a variação passando de -0,17% para -0,16%. Os calçados, que custavam em média 0,10% menos, subiram 0,11%.

Nos demais grupos ocorreram altas, mas em índices abaixo dos registrados no levantamento anterior. Em educação, leitura e recreação, a taxa passou de 0,44% para 0,26%, com a influência da redução dos índices referentes a cursos preparatórios para provas de vestibular ou concurso público (de 4,62% para 1,31%); em despesas diversas, de 1,49% para 1,08%, com destaque para os cigarros (de 2,68% para 2,04%), e em transportes, de 1,16% para 1,08%. Neste caso, a redução do impacto inflacionário foi provocada pela tarifa de ônibus urbano (de 1,11% para 0,45%).

Os cinco itens que mais pressionaram o IPC-S foram: tomate (de 17,55% para 16,12%); tarifa do metrô (de 4,91% para 7,08%); aluguel residencial (de 0,81% para 0,77%); cenoura (de 14,75% para 16,68%) e empregada doméstica mensalista (de 2,35% para 2,65%).

Já os cinco itens que ajudaram amenizar os avanços de preços foram a alcatra (de -3,03% para -4,22%); o contrafilé (de -4,50% para -5,75%); filé-mignon (de -12,86% para -12,03%); o limão (de -16,96% para -11,49%) e o açúcar refinado (de -2,71% para -2,43%). (Marli Moreira, da Agência Brasil)



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