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Alencar foi leal a Lula sem abrir mão de convicções pessoais, lembram economistas e empresários 30/03/2011

Crítico ferrenho da política monetária executada pelo Banco Central durante todo o governo de Luiz nácio Lula da Silva, de frequentes aumentos na taxa referencial de juros (Selic) para conter a inflação, José Alencar deu uma clara demonstração de como ser leal ao presidente sem abdicar de suas convicções pessoais e de empresário. Para Everardo Maciel, secretário da Receita Federal no governo de Fernando Henrique Cardoso, o ex-vice-presidente soube preservar “com clareza” os limites que o cargo lhe impunha.

“As pessoas mais leais são aquelas que se mantêm fiéis aos amigos sem, no entanto, deixar de apresentar seus pontos de vistas sobre questões que, pessoalmente, discordam”, afirmou Maciel. Ao mesmo tempo, ele destacou que o exercício da vice-presidência o desabilitava “a ser um líder classista”.

O ex-secretário da Receita destacou que, por ter sua vida profissional construída no meio empresarial, José Alencar tinha entendimentos que convergiam naturalmente para a postura crítica à política monetária do Banco Central.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o próprio Lula soube lidar com o ponto de vista de seu vice. “Dentro do próprio governo ele exercia um contraponto à política de elevação de juros e próprio presidente Lula encarava isso como positivo, uma vez que partilhava da convicção de José Alencar de que juros altos eram ruins para sociedade”.

Na opinião do conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) Miguel de Oliveira, o ex-vice-presidente tinha uma clara divisão interna. Se, por um lado, tinha que apoiar as ações governamentais por conta do cargo que exercia, por outro nunca se desligou do setor empresarial e sabia o que representava [para a sociedade em geral] o aumento da taxa de juros.

“O José Alencar sabia como ninguém como contornar isso. Por ser vice-presidente e, por isso, não passível de demissão, estava numa posição mais confortável para exercer suas críticas. Caso elas [as críticas] fossem feitas por um técnico ou ministro, fatalmente este seria demitido”, disse Miguel Oliveira. (Marcos Chagas, da Agência Brasil)



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