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FMI adverte para riscos financeiros e superaquecimento da economia brasileira 04/08/2011

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a advertir, em relatório publicado ontem (3), que há sinais de superaquecimento na economia brasileira e pediu que o governo continue a adotar medidas para enfrentar pressões como a ameaça de inflação e o excesso de crédito.

O relatório observa que o forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 2010, aliado a uma pressão de demanda e nível baixo de desemprego, levaram ao aumento da inflação, que, em maio, atingiu o teto da margem de flutuação da meta (4,5%), entre 2,5% e 6,5%.

O relatório prevê que o PIB do Brasil cresça 4,1% neste ano e que a inflação chegue ao final do ano em 6,6%, ligeiramente acima do limite superior da meta. O FMI avalia que os indicadores financeiros do Brasil são favoráveis, mas pede “uma maior atenção aos riscos financeiros devido ao ritmo de expansão do crédito e à continuada dependência das captações externas”. Desde 2010, o órgão vem citando preocupações com o que considera sinais de superaquecimento da economia brasileira.

A entidade observa que a proporção do crédito no Brasil saltou de 20% do PIB em 2004 para 46% e comenta que o crédito bancário ao setor privado continua em rápida ascensão, com um aumento de 20% em abril de 2011.

O relatório aponta que as medidas já adotadas pelas autoridades brasileiras podem ter ajudado a conter o crédito em alguns setores, mas diz que alguns diretores do fundo avaliam que elas precisam ser mais amplas para que consigam um efeito maior.

O organismo também recomenda que o governo brasileiro “continue a aplicar medidas de ajuste da política macroeconômica como parte da resposta ao grande fluxo de entrada de capitais”, considerando que “o Brasil continua a ser um dos destinos prediletos dos investidores internacionais, um reflexo de suas perspectivas econômicas e rendimentos elevados”.

O FMI finaliza o relatório sugerindo reformas fiscais e medidas para melhorar o ambiente de negócios e aumentar a competitividade, o que “reduziria as taxas de juros, que são estruturalmente elevadas, e favoreceria as perspectivas de crescimento no longo prazo”. (da Agência Brasil, com informações da BBC Brasil)



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