Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Economistas elogiam aumento do esforço fiscal, mas alertam para pressão sobre contas públicas em 2012 30/08/2011

O aumento de R$ 10 bilhões no superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – anunciado ontem (29) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, protegerá o Brasil do agravamento da crise econômica internacional. O país, no entanto, precisa melhorar a qualidade do ajuste fiscal para manter o equilíbrio das contas públicas no próximo ano, avaliam economistas ouvidos pela Agência Brasil.

Com o aumento estimado de até 14% do salário mínimo, a partir de janeiro, e as pressões para manter os investimentos para a Copa de 2014, o governo precisará aumentar ainda mais o corte de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) em 2012. Para isso, a arrecadação precisaria continuar a crescer acima de 10% ao ano, descontada a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que, segundo os especialistas, não deve se repetir.

“O governo está apostando em vários elementos, principalmente no crescimento da economia, para sustentar o superávit primário. O problema é que a equipe econômica projeta crescimento [do Produto Interno Bruto] entre 4% e 4,5%, em 2012, mas essa estimativa não é realista”, diz o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Robson Gonçalves, que prevê crescimento abaixo de 4% para o próximo ano.

Para o ex-presidente do Banco Central (BC) Carlos Langoni, é importante o país acumular gorduras enquanto a economia estiver aquecida porque o espaço fiscal disponível no próximo ano será bem menor. Ele defende a melhoria da qualidade do ajuste das contas públicas. “O governo tem de realmente fazer um esforço maior de contenção dos gastos correntes. Não será mais possível fazer ajuste fiscal da forma atual, baseada na contenção de investimentos e no aumento da arrecadação”, avalia.

Na crise de 2009, o governo reduziu o superávit primário para manter a atividade econômica e o emprego por meio do corte de impostos e do aumento dos gastos. Caso as turbulências externas acarretem uma nova recessão internacional, os economistas advertem que o Brasil não terá o mesmo fôlego na área fiscal para estimular a economia, como há dois anos.

Segundo Langoni, o reforço da meta de superávit neste ano confirma a intenção do governo de tornar a política monetária o principal colchão do país para um eventual agravamento da crise econômica. Com a ampliação do esforço fiscal, o BC teria mais espaço para reduzir a taxa Selic (juros básicos da economia). O ex-presidente do BC porém diz que o sucesso dessa estratégia depende do comportamento da inflação.

“O problema é que expectativas inflacionárias são muito rígidas. O Copom [Comitê de Política Monetária do Banco Central] só deve cortar a Selic antes de ver o que acontecerá nos próximos 30 a 60 dias, na economia mundial”, analisa.

Já Gonçalves, da FGV, não vê problema na desistência do governo de usar estímulos fiscais. Para ele, a crise atual é de natureza diferente da de 2008 e, desta vez, não faz sentido o governo reduzir impostos para manter o emprego e a produção. “Há três anos, o crédito secou. Hoje, o Brasil vive a expansão do crédito e precisa justamente desaquecer a economia.” (da Agência Brasil, Wellton Máximo)



Últimas

2020/12/01 » Ipea: investimentos têm alta de 3,5% em setembro
2020/12/01 » Contas públicas registram saldo positivo após oito meses de déficit
2020/12/01 » Estimativa do mercado financeiro para a inflação sobe para 3,54%
2020/11/30 » ANP retoma a 17ª Rodada de Licitações
2020/11/30 » Corretoras poderão atuar com pagamentos de boletos a partir de janeiro
2020/11/30 » Confiança da indústria atinge maior valor em dez anos, diz FGV
2020/11/30 » Fiscalização do Procon-SP registra infração em 70% de lojas visitadas
2020/11/30 » Taxa de desemprego passa de 13,3% para 14,6% no terceiro trimestre
2020/11/30 » Inflação do aluguel sobe e acumula 24,52% em 12 meses
2020/11/27 » Volta de cobrança do IOF sobre crédito renderá cerca de R$ 2 bi
2020/11/27 » Indústrias do Mercosul e da UE pedem urgência para acordo comercial
2020/11/27 » Indústria paulista mantém expansão no ano apesar de queda em outubro
2020/11/26 » Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos em 2019
2020/11/26 » Campos Neto: Pix vai gerar inclusão e reduzir custos para população
2020/11/26 » Vendas de máquinas e equipamentos têm alta de 16% em outubro
2020/11/25 » Anatel prevê leilão do 5G no final do primeiro semestre de 2021
2020/11/25 » Mercado de capitais analisa critérios socioambientais de empresas
2020/11/25 » Pix tem quase 4,4 milhões de portabilidade de chaves
2020/11/24 » Maioria dos reajustes até outubro teve ganhos reais, diz Dieese
2020/11/24 » Mercado aumenta previsão de inflação e prevê queda menor do PIB

Ver mais »