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Ano letivo chega a 1,2 mil horas por ano em alguns países, diz pesquisador 15/09/2011

Enquanto no Brasil o ano letivo é de 800 horas distribuídas em 200 dias, em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina. É o que apontou o professor da Universidade Católica do Chile, Sérgio Martinic, durante o Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, que discutiu o assunto. Esta semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que o governo pretende ampliar o tempo de permanência do aluno da escola, mas ainda estuda se isso será feito pelo aumento do número de horas diárias ou dos dias letivos.

Martinic ressaltou, entretanto, que o tempo de permanência na escola não é determinante na melhoria da aprendizagem. O sucesso escolar depende também de outros fatores, como a infraestrutura e insumos disponíveis, a formação do professor e as tarefas desenvolvidas. Segundo ele, a Finlândia, que tem jornada diária de cinco horas e poucos dias letivos, tem resultados superiores nas avaliações educacionais aos da Espanha ,que tem uma carga diária maior.

“Não se demonstra efetivamente que há uma relação estrita entre qualidade pedagógica e o tempo comprometido. O esforço tem que ser para que o tempo extra seja motivante e comprometa o aluno”, disse Martinic. Ele chamou a atenção também para o fato de que o “tempo oficial” não é integralmente o “tempo da aprendizagem”, já que parte dele é desperdiçado, seja por problemas de indisciplina em sala de aula, faltas de alunos e professores, greves ou mesmo eventos climáticos.

Os especialistas que participaram do debate defenderam que é necessária a ampliação da jornada no Brasil. Mas os gestores das redes de ensino lembraram que há dificuldades para cumprir a tarefa, inclusive físicas. Em muitas escolas, há oferta de dois turnos diários – matutino e vespertino –, o que dificulta a ampliação do tempo de permanência do aluno

“A ampliação passa por resoluções de problemas que não são simples, como a merenda, o transporte escolar, o espaço físico, a questão de mais recursos humanos qualificados e também financeiros. A escola hoje tem novas demandas, mas está com o mesmo tempo do passado. Ouço constantemente os professores reclamarem que falta tempo para cumprir os conteúdos”, disse a professora Yvelise Arco-Verde, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ex-secretária de Educação daquele estado.

O ex-prefeito de Apucarana (PR), Valter Pergorer, relatou a experiência do município. A cidade, segundo ele, conseguiu implantar educação em tempo integral para 100% da rede pública. A ampliação foi possível porque a prefeitura contou com a parceria de organizações da sociedade civil, como clubes, igrejas e grupos culturais, para que fossem oferecidas atividades aos alunos da rede no turno contrário ao das aulas.

“Não dá para ficar esperando tudo estar pronto para começar. É preciso começar do jeito que a gente está [com a infraestrutura disponível]”, assinalou Pergorer. “O prefeito tem que ter vontade política e combinar com o povo, nós fizemos um pacto pela educação com a comunidade. E o custo é relativo, é uma questão de prioridade. O buraco na rua incomoda, mas incomoda mais a perspectiva da criança virar um marginal lá na frente.” (da Agência Brasil, Amanda Cieglinski)



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