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Tombini: inflação deve se aproximar do centro da meta em dezembro de 2012 29/09/2011

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse hoje (29) em Curitiba que a inflação oficial deve ficar em 6,40% em 2011 e atingir algo entre 4,7% e 4,9% em 2012. “Estamos indo em direção ao centro da meta para dezembro de 2012”, disse Tombini em palestra no Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef) na capital paranaense.

Tombini disse que os índices de Preços ao Consumidor no primeiro semestre deste ano foram influenciados pela forte elevação dos preços das commodities internacionais e por fatores climáticos, e ainda pelo aumento de preços administrados atípicos a exemplo de energia, combustíveis, água e telefone.

Entre as ações adotadas para combate da inflação, ele lembrou que o Banco Central aumentou a taxa de juros, visando a moderar o crescimento de demanda e conter a propagação do aumento de preços para outros setores. “Os efeitos desse processo de elevação dos juros ainda não foram plenamente absorvidos pela economia, mas são claros os sinais de moderação da demanda e de recuo da inflação corrente”, explicou.

A deterioração do ambiente econômico internacional, segundo Tombini, impõe um viés desinflacionário no horizonte que deve ser levado em consideração. Somam-se a isso as ações de política monetária adotadas até julho deste ano, cujos efeitos ainda não foram sentidos totalmente, bem como a revisão positiva do cenário fiscal.

Tombini admitiu que o crescimento da economia brasileira está moderado em consequência das políticas domésticas de retração ao crédito e do cenário internacional. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que em 2010 ficou em 7,5%, este ano deve fechar em 3,5%.

A utilização da capacidade industrial brasileira, embora elevada e acima da meta histórica, já apresenta tendência de moderação, e, apesar da taxa de desemprego ainda baixa, o ritmo de criação de empregos formais vem apresentando queda nos últimos meses, disse Tombini aos executivos de finanças.

Ele reforçou que os riscos demandam ações rápidas das economias de primeiro mundo para estabilizar os mercados . “Seu baixo crescimento por um período prolongado aumentará as pressões desinflacionárias”. (da Agência Brasil, Lúcia Nórcio)



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