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Dívida do setor público cai ao menor nível em setembro, mas deve voltar a subir em outubro 31/10/2011

Brasília - A dívida líquida do setor público ficou em R$ 1,481 trilhão e correspondeu a 37,2% de tudo o que o país produziu – Produto Interno Bruto (PIB) – em setembro. Esse foi o menor patamar da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 2001. A expectativa, entretanto, é que a dívida volte a subir este mês, ficando em 38,2%. Para o final de 2011, a previsão do BC é que a dívida líquida em relação ao PIB fique em 38,5%.

As alterações desse indicador do setor público ocorrem por conta das oscilações do dólar. Quando a cotação da moeda norte-americana sobe, a dívida cai. Isso acontece porque no cálculo da dívida pública estão incluídos os ativos em dólar, que são as reservas internacionais.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, destacou que, em outros momentos de incerteza no cenário externo, havia piora nos indicadores fiscais, com aumento da dívida líquida. Agora, o país tem melhores indicadores econômicos, como as reservas internacionais em patamar elevado (US$ 352,658 bilhões – posição do último dia 27). “Isso contribui para que não tivéssemos tido naquele momento crítico [mês passado] um componente adicional em termos de impacto negativo na economia”, argumentou Maciel.

Segundo ele, para cada 1% de variação no câmbio, há um impacto, em sentido contrário, na dívida líquida em relação ao PIB de 0,15 ponto percentual. Ou seja, se o dólar subir 1%, a dívida cai 0,15 ponto percentual.

Outros fatores também influenciam esse resultado. Se a taxa Selic cair 1 ponto percentual e essa queda for mantida por 12 meses, a estimativa é de que haja uma redução de 0,29 ponto percentul na dívida em relação ao PIB - o que corresponderia, em valores, a R$ 11 bilhões. Os mesmos parâmetros valem em caso de aumento da Selic. No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que também corrige a dívida pública, uma variação de 1 ponto percentual mantida por 12 meses leva à alteração, no mesmo sentido, de 0,10 ponto percentual na dívida em relação ao PIB.

O BC também informou hoje que a dívida bruta deve fechar outubro em 55,4% do PIB. Em setembro, a dívida bruta do governo (Tesouro, Previdência, governos estaduais e municipais) chegou a R$ 2,226 trilhões, o que corresponde a 55,9% do PIB, com redução de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. (da Agência Brasil, Kelly Oliveira)



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