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Pesquisa aponta que imprudência e alta velocidade são as principais causas de acidentes mesmo em boas estradas 24/11/2011

São Paulo – A imprudência é a principal causa de acidentes nas estradas, segundo pesquisa divulgada ontem (23) pela Fundação Dom Cabral em parceria com Núcleo de Infraestrutura e Logística da CCR, empresa que administra rodovias.

Segundo o coordenador do estudo, Paulo Resende, mesmo nas vias em bom estado de conservação, o comportamento dos motoristas acaba provocando acidentes. “O comportamento do motorista foi um comportamento que nós julgamos inadequado tanto pelas estradas que estão passando por melhorias, quanto pelas que continuam muito ruins”, ressaltou.

Para a elaboração do estudo, foram analisadas as descrições de acidentes em 533 trechos de rodovias, de 2005 a 2009. Com base nesses dados, Resende concluiu que um dos principais fatores causadores dos acidentes foram a alta velocidade, principalmente nas vias bem conservadas, e a imprudência, muitas vezes nas ultrapassagens, nas pistas mal cuidadas. “As estatísticas mundiais mostram que acidentes do tipo colisão, principalmente frontal, a saída de pista e o capotamento, além do atropelamento, são tipos de acidente com alta correlação com o comportamento do motorista”, explica.

Em 2009, o número de acidentes com feridos foi praticamente o mesmo nas estradas classificadas como ótimas ou boas (9,59%) e nas regulares, ruins e péssimas (9,69%). “Diante de uma boa estrada, o motorista brasileiro imprime uma velocidade de viagem maior do que quando ele está em uma estrada com piores condições”, aponta Resende.

O alto percentual de ocorrências nos fins de semana pode, entretanto, indicar que outros fatores também estão relacionados às fatalidades. Cerca de 30% dos acidentes registrados em 2009 ocorreram às sextas-feiras e aos sábados, e 51% dos casos envolvendo vítimas que morreram ocorreram no período de sexta a domingo. “Pode ser que nós estejamos presenciando não só a questão da velocidade, mas também a do sono, a do efeito do álcool e justamente a da falta da direção defensiva”, pondera o coordenador do trabalho. (da Agência Brasil, Daniel Mello)



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