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Copom espera mercado interno robusto nos próximos trimestres 09/12/2011

Brasília - A demanda doméstica deve permanecer “robusta” nos próximos trimestres, quando sofrerá os impactos das recentes alterações da taxa básica de juros, a Selic, embora seja observada moderação. A informação está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada ontem (8).

Na semana passada, o comitê decidiu reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, para 11% ao ano. A taxa é usada como instrumento de controle da demanda por produtos e serviços e, por consequência, da inflação. O Copom eleva a Selic quando considera que a economia está muito aquecida, com trajetória de inflação em alta. Por outro lado, a taxa básica é reduzida quando o objetivo é estimular a atividade econômica.

 

Em agosto e em outubro, o Copom também fez cortes de 0,5 ponto percentual, depois de elevar a Selic em 1,75 ponto percentual, nas reuniões anteriores deste ano. Como justificativa para iniciar o processo de redução da Selic, o comitê avaliou que, em situação de deterioração do cenário internacional, o risco de aumento da inflação diminui.

 

No documento divulgado hoje, o comitê avalia que “ demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito”.

 

“Esse ambiente tende a prevalecer nos próximos trimestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das ações de política monetária [alterações na taxa Selic] recentemente implementadas que, de resto, são defasados e cumulativos”, acrescenta a ata.

Embora considere robusta, em outro parágrafo do documento, o BC avalia que está em “curso moderação da expansão da demanda doméstica”. “Essa avaliação encontra suporte em sinais que, apesar de indicarem arrefecimento, apontam que a expansão da oferta de crédito tende a persistir tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas; e no fato de a confiança de consumidores, a despeito de acomodação na margem, encontrar-se em níveis elevados”. “O comitê entende que “a atividade doméstica continuará a ser favorecida pelas transferências públicas, bem como pelo vigor do mercado de trabalho que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários, apesar de certa acomodação na margem”.

 

No documento, o BC retirou a avaliação feita na ata de outubro de que as medidas macroprudenciais (restrições ao crédito) adotadas no final do ano passado contribuíam para a redução da inflação no país. No dia 11 de novembro, o BC afrouxou parte das medidas de contenção do crédito.

 

Além de reverter medidas de restrições do crédito e reduzir a Selic, o governo adotou medidas para estimular o crédito, o consumo e os investimentos e, assim, manter a atividade aquecida. Essas medidas foram anunciadas pelo Ministério da Fazenda no dia 1º, depois, portanto, da reunião do Copom, realizada nos dias 29 e 30 de novembro.

 

Por outro lado, o Copom reforça que a contenção de despesas públicas contribui para reduzir a inflação. Outro fator que continua a conter a alta dos preços no país é a crise externa. “Também se apresenta como importante fator de contenção da demanda agregada a substancial deterioração do cenário internacional”, informa a ata.

 

No documento divulgado hoje, o comitê reforça que a crise econômica externa deve causar “um impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do impacto observado durante a crise internacional de 2008/2009”.

 

O Copom mantém no documento a expressão “ajuste moderado” no nível da taxa básica de juros, que também consta na ata de outubro. Para o Copom, mesmo com um ajuste moderado no nível da Selic (redução de 0,5 ponto percentual), a inflação estará em torno do centro da meta (4,5%) em 2012, “em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o efeito da crise internacional”. (da Agência Brasil, Kelly Oliveira)



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