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Geração de empregos em 2011 ficou abaixo da meta; indústria de transformação foi a que mais perdeu 26/01/2012

Brasília - O Brasil fechou o ano de 2011 com um saldo de empregos bem abaixo das primeiras projeções do governo, que eram de 3 milhões de novos postos de trabalho. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), foram criados 1,94 milhão de postos de trabalho no ano passado, resultado 23% menor do que em 2010.

A indústria de transformação foi o setor que teve uma das maiores baixas na geração de empregos na comparação com 2010. No ano passado, foram gerados 215.472 postos de trabalho no setor, contra 544.367 em 2010. Isso representa uma variação de pouco mais de 50% na comparação entre os dois anos.

De acordo com o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo, entre os fatores que fizeram a indústria recuar no ano passado estão a queda na demanda interna, a crise financeira internacional e a concorrência com os produtos importados.

“Nossos produtos manufaturados ainda encontram dificuldades nos mercados [externos por conta da crise]. O mercado doméstico, que segurou a demanda num primeiro momento, não está mais com o mesmo fôlego. Se naquele momento, o consumo, que estava crescendo forte, estava sendo suprido por produtos importados, isso não mudou. E a indústria está sentindo isso agora”, explicou.

Segundo sondagem industrial divulgada pela CNI, a produção do setor recuou para 42,1 pontos em dezembro, em uma escala que vai de zero a 100, sendo que 50 é a média. Esse indicador está 2,6 pontos abaixo do registrado no mesmo período de 2010.

Quanto aos empregos, a sondagem também mostra queda no mês de dezembro. O número de empregados na indústria diminuiu em dezembro. O indicador de evolução do número de empregados atingiu 46,7 pontos, abaixo dos 50 pontos, pelo terceiro mês consecutivo. Esse é o menor indicador mensal desde o início da série, em janeiro de 2010.

“Esse quadro de baixa atividade, associada a uma baixa de estoques leva as empresas a reduzir as contratações e até mesmo à redução de seus quadros”, disse Azevedo. O economista lembrou ainda que dezembro é sempre um mês no qual há muitas demissões, mas em janeiro já nota-se um otimismo quanto à perspectiva de novas contratações. Contudo, neste ano, a intenção dos empresários é de manutenção do número de empregados para os próximos meses.

Perguntado sobre as medidas de incentivo do governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores da indústria de transformação, ele disse que “as medidas ainda são muito recentes e devem fazer algum efeito nos próximos meses. “ (da Agência Brasil, Roberta Lopes)



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