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Estados Unidos não pretendem deter monopólio da ciência, diz enviado de Obama ao Brasil 13/03/2012

Brasília – Os Estados Unidos, um dos países que mais atraem pesquisadores brasileiros, não pretendem deter o monopólio da ciência e tecnologia no mundo, segundo o conselheiro para Ciência e Tecnologia e diretor do Escritório da Casa Branca de Políticas para Ciência e Tecnologia, John P. Holdren. Ele disse que a pesquisa só faz sentido se houver integração entre os países e o intercâmbio de conhecimento.

“Nenhum país tem o monopólio de ciência e tecnologia. Cada vez mais faz sentido trabalhar [de forma integrada]. Claro que precisamos cada vez mais de norte-americanos falando português. Não temos o luxo de não cooperar. Isso exige intercâmbio e cooperação. Os recursos são tão escassos que é preciso cooperar, costuma dizer o presidente [norte-americano] Barack Obama”, destacou o conselheiro.

“Os Estados Unidos têm tradição de receber imigrantes e veem com bons olhos pessoas de ciência e tecnologia”, disse o físico Eduardo do Couto e Silva, do Centro de Estudos Estratégicos (CEE). Couto e Silva passou os últimos 20 anos fora do Brasil participando de projetos de pesquisas. Segundo ele, os Estados Unidos começam a ter dificuldades para reposição de cientistas no país. “Também é um problema manter essas pessoas [pesquisadores de alto nível] nas sociedades desenvolvidas”.

Desde ontem (12), norte-americanos e brasileiros participam de uma série reuniões em Brasília para a terceira etapa da Comissão Mista de Ciência e Tecnologia Brasil-Estados Unidos. As reuniões ocorrem quase um mês antes da viagem da presidenta Dilma Rousseff a Washington – ela seguirá para lá nos dias 9 e 10 de abril.

Também fizeram parte das mesas de debate o ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Marco Antonio Raupp, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento da pasta, Carlos Nobre, e o embaixador Benedito Fonseca Filho, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Itamaraty.

A previsão do governo brasileiro é, nos próximos quatro anos, enviar 20 mil pesquisadores aos Estados Unidos, desde alunos de graduação a cientistas com pós-doutorado. (da Agência Brasil, Gilberto Costa e Renata Giraldi)



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