Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Medidas de estímulo à indústria não resolvem problema, diz professor da PUC-RJ 03/04/2012

Rio de Janeiro - O professor José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), analisou que as medidas de estímulo à indústria anunciadas hoje (3) pelo governo podem dar um pequeno alívio para o setor industrial, “mas não resolvem o problema”. Ele acrescentou que “é algo do tipo vamos fazer mais do mesmo”.

As medidas, segundo disse Camargo à Agência Brasil, não trazem muita novidade além do que a mídia vinha noticiando nos últimos dias, entre as quais estão a desoneração da folha de pagamentos de alguns setores, a diminuição de taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e incentivos a investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O professor recordou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que pretende atuar também sobre o câmbio, “mas não disse o que vai fazer de verdade”.

Na avaliação do economista, o ponto positivo da desoneração da folha é que ela vai contribuir para reduzir a informalidade. “Uma das principais razões para a informalidade no Brasil é a negociação dos impostos que se dá entre os empresários e os trabalhadores. Como o empresário não paga imposto, os dois saem ganhando. Só perde o governo. Esse é o lado bom da desoneração da folha”, disse.

Camargo advertiu que a medida vai aumentar a demanda por mão de obra em um momento em que a taxa de desemprego no país já está muito baixa (5,7% no mês de fevereiro, segundo IBGE). Com isso, pode ocorrer um aumento de salários e não de emprego. “O aumento de salários vai gerar mais pressão inflacionária e pode ser um tiro no pé para a indústria”.

Segundo destacou, o setor industrial vai deixar de pagar imposto sobre a folha de pagamento, mas vai pagar imposto sobre o faturamento e o custo do salário vai aumentar. “E a indústria pode ficar até menos competitiva do que estava antes”.

Camargo acrescentou que o imposto sobre o faturamento é ineficiente, porque incide em cascata no processo produtivo. Quanto maior for a cadeia produtiva, maior é a incidência de impostos na ponta. Como, em geral, as cadeias produtivas mais longas são as mais modernas e sofisticadas, na verdade o que ocorre é que setores integrantes dessas cadeias longas acabam sendo penalizados, enquanto setores com cadeias produtivas pequenas são beneficiados, “o que é extremamente ineficiente”.

O professor salientou que o ministro (Mantega) quer desonerar tudo o que vai ser exportado. “Eu não sei como ele vai fazer isso porque, na medida em você compra insumos da sua cadeia produtiva, o imposto vai vir no faturamento”.

Em relação à redução dos juros do BNDES, Camargo argumentou que as taxas praticadas pelo banco já são negativas em termos reais. Disse que as empresas não estão investindo porque sabem que não conseguem ter competitividade devido aos problemas estruturais do país. (da Agência Brasil, Alana Gandra)



Últimas

2021/01/15 » MPT abre inquéritos para avaliar danos sociais do fechamento da Ford
2021/01/15 » BNDES financia segunda usina termelétrica no Porto do Açu
2021/01/15 » IBGE: indústria cresce em dez dos 15 locais pesquisados em novembro
2021/01/14 » Balança comercial do agronegócio soma US$ 100,81 bilhões em 2020
2021/01/14 » Conab estima colheita de 264,8 milhões de toneladas de grãos
2021/01/14 » IBGE: safra de 2021 deve superar recorde de 2020
2021/01/14 » Veja o que pode e o que não pode no Enem 2020
2021/01/13 » BNDES define consórcio que apoiará programa de aceleração de startups
2021/01/13 » Inflação da construção civil atinge 10,16% em 2020
2021/01/13 » Inflação para famílias com menor renda fecha 2020 com alta de 5,45%
2021/01/13 » Inflação oficial fecha 2020 em 4,52%, diz IBGE
2021/01/12 » Ministério pede avanço de reformas para manter fábricas no país
2021/01/12 » Preço da cesta básica aumentou em todas as capitais em 2020
2021/01/12 » Plataforma promove compartilhamento de materiais na economia
2021/01/11 » Como entrar em 2021 com as contas no azul
2021/01/11 » Digitalização de serviços públicos gera economia de R$ 2 bi por ano
2021/01/11 » Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por WhatsApp
2021/01/11 » Vendas de veículos caem 26,2% em 2020, diz Anfavea
2021/01/11 » Enem terá regras para evitar contágio pelo novo coronavírus
2021/01/08 » ANP: 17ª Rodada de Licitações oferece 92 blocos em bacias marítimas

Ver mais »