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Selic deixou de ser entrave para o crescimento, segundo professor da FGV 11/07/2012

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicicou ontem (10) a quinta reunião do ano com o objetivo de dosar mais uma redução da taxa básica de juros, também conhecida como taxa Selic porque remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Mas a queda da Selic “não é mais vista como o principal gargalo da economia”, de acordo com o professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Samy Dana.

A taxa está em 8,50% ao ano - a mais baixa da história do Copom, criado em junho de 1996 – e, de acordo com expectativa da maioria dos analistas financeiros, deve cair para 8% ao final da segunda etapa da reunião do colegiado de diretores do BC, amanhã (11) à noite.

Samy Dana ressalta, porém, que a reativação econômica do país exige, antes de mais nada, uma reforma tributária e a promoção da indústria, somadas a investimentos em educação, inovação e infraestrutura em geral.

Segundo ele, “o governo tem que agir mais do lado da oferta que da demanda”, uma vez que a capacidade de consumo das famílias hoje é bem pequena. Analisa também que como a indústria apresenta números negativos desde o início do segundo semestre do ano passado, com redução da oferta de empregos há oito meses, e não existem pressões inflacionárias à vista, por causa da fragilidade do mercado consumidor, no Brasil e no exterior, existe espaço, inclusive, para mais reduções da Selic em reuniões futuras do Copom.

Além de apostar na queda de 0,5 ponto percentual nesta reunião, Samy Dana arrisca palpite de 7,25% no fechamento de 2012. Ele ressalta que o governo não terá dificuldades em controlar a inflação, uma vez que o país cresce pouco, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar o ano próximo do centro da meta de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No seu entender, o momento é propício para o Copom manter a Selic em queda. Lamenta, no entanto, o fato de o sistema financeiro nacional (SFN) como um todo não acompanhar o movimento, em que pese o esforço recente dos bancos oficiais, decorrente de determinação governamental.

Apesar disso, enquanto a Selic cedeu 4 pontos percentuais (de 12,50% para 8,50%) de agosto do ano passado para cá, com queda de 32%, o efeito nos juros bancários foi pequeno. Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo mostra que nos últimos 12 meses até maio, a taxa média mensal do empréstimo pessoal do SFN caiu apenas 6,30% (de 5,87% para 5,50%) e a taxa média do cheque especial cedeu 12,55% (caiu de 9,56% para 8,36% no período analisado).

Isso dá uma mostra, segundo ele, que a redução da Selic sozinha não resolve; mesmo com a ajuda dos bancos oficiais. “Em geral, todos os setores abusam das margens de lucros, e é preciso atuação forte do BC para controlar mais a competição do setor bancário; e uma das formas para isso também é proteger o consumidor via educação financeira”, acrescentou. (da Agência Brasil, Stênio Ribeiro)



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