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Participação de mulheres na política cresceu nos países da América Latina e Caribe 22/08/2012

Rio de Janeiro – A participação feminina na política latino-americana e caribenha vem crescendo consideravelmente na última década, de acordo com o relatório Estado das Cidades da América Latina e Caribe, divulgado ontem (21) pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Nos legislativos locais, o número de vereadoras já alcança 22%. Em 1999, eram apenas 14%.

As ações afirmativas são citadas como importantes ferramentas para a diminuição das desigualdades de gênero. Conforme o relatório, os países que implementaram algum tipo de lei nesse sentido são os que apresentaram avanços na participação feminina na política.

Além disso, o estudo ressalta que o fato de países como Argentina, Brasil e Costa Rica terem mulheres como chefes de Estado é um “indício claro e positivo” da participação feminina nos espaços políticos.

De acordo com o oficial principal de Assentamentos Humanos do ONU-Habitat, Erik Vittrup, as diferenças de posicionamento das gestões públicas sobre a questão do gênero são muito marcantes e discrepantes na região.

“O Brasil é um dos países que estão na vanguarda desse assunto. Chile e Costa Rica também. Na Costa Rica, existe uma cota de 30% para mulheres em cargos públicos, mas ainda há países que se recusam a discutir a questão de gênero”, lamentou ele.

Em 2009, a Costa Rica era o país da região com a maior porcentagem de vereadoras (43%). Em Trinidad e Tobago, o número chegava a 31%, e no Peru, 30%. Belize, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, México, Nicarágua, Paraguai e República Dominicana tinham mais de 20% das mulheres nesses cargos. O Brasil aparecia com pouco menos de 20%. O Uruguai era o último da lista, sem nenhuma vereadora.

Nas prefeituras, as mulheres representavam, também em 2009, apenas 10% do total dos administradores das cidades latino-americanas e caribenhas. As exceções, de acordo com o relatório, são Belize, com 22% das prefeituras ocupadas por mulheres; Cuba, com 20%; e Venezuela, com 18%. (da Agência Brasil, Flávia Villela)



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