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Médicos de São Paulo vão suspender atendimento de dez operadoras de saúde a partir de amanhã 09/10/2012

São Paulo – A partir de amanhã (10) médicos de São Paulo vão suspender o atendimento a dez operadoras de saúde. Somente os atendimentos de urgência e emergência vão ser mantidos. Serão suspensos os atendimentos a clientes dos planos Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Transmontano e Universal. Também estava prevista a suspensão de atendimento de mais duas operadoras de saúde, a Golden Cross e a Tempo Assist (Gama e Unibanco), mas elas apresentaram nova proposta de negociação.

Nesta quarta-feira e no dia 18 de outubro, quando é comemorado o Dia do Médico, a suspensão dos serviços vai atingir todas as especialidades médicas. Entre os dias 11 e 17 de outubro, haverá um rodízio: a cada um destes dias haverá suspensão de determinadas especialidades atendidas por esses planos de saúde.

Segundo Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), cerca de 4 milhões de clientes de planos de saúde deverão ser prejudicados pelo movimento dos médicos em todo o estado de São Paulo. O presidente da APM não soube precisar o número de médicos contratados por esses planos de saúde deverá paralisar o atendimento em todo o estado. Mas estimou que entre 3 mil e 4 mil deverão deixar de fazer o atendimento. Segundo ele, um total de 50 mil médicos trabalham com saúde suplementar em São Paulo.

“Amanhã os médicos só não irão atender às consultas eletivas dessas empresas listadas. Amanhã, todos os especialistas não atenderão, exceto emergências ou situações clínicas onde, a critério do médico, ele julgue que não ser pertinente adiar a consulta. Nos demais dias será paralisação escalonada por especialidades e, no dia 18, novamente todos os médicos não atenderão”, explicou. De acordo com Meinão, todos os pacientes desses planos de saúde que já marcaram consultas deverão remarcá-las.

De acordo com o presidente da APM, os médicos reivindicam dos planos consultas a R$ 80 e o estabelecimento de um critério de reajuste anual. Segundo Meinão, a maior parte das consultas atualmente está em torno de R$ 60. “Alguns estão muito abaixo disso, e são esses que nós não estamos atendendo. Nossa expectativa é de que esse seja um instrumento de pressão”. Temos hoje um forte apoio da sociedade como um todo e dos órgãos de defesa do consumidor porque entendem que é preciso uma solução para esse problema”, disse.

O diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, declarou, em entrevista à Agência Brasil, que as operadoras ligadas à federação pagam “valores mais altos de consultas”, entre R$ 56 ou R$ 57 [por consulta], e também têm oferecido “reajustes bem acima da inflação” nos últimos anos.

Segundo a FenaSaúde, os honorários dos médicos credenciados às filiadas aumentaram 71,6% entre os anos de 2005 e 2011, enquanto que a inflação acumulada no período (com base no IPCA) foi 41,9%. “Eles [médicos] têm um patamar almejado de remuneração pela consulta e estão lutando para alcançá-lo. As operadoras, que são nossas filiadas [a entidade representa 15 grupos empresariais], estão sentando com os médicos e prestadores para discutir a remuneração e o reajuste. As conversas estão andando pelo menos do lado das operadoras da FenaSaúde”, disse. Uma das operadoras de saúde ligadas à FenaSaúde é a Intermédica, que, segundo os médicos, paga valores de consulta muito abaixo de R$ 60. “Não posso falar de valores individuais de cada operadora”, declarou Cechin.

Procurada pela Agência Brasil, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) disse representar os planos de saúde institucionalmente, mas que não interfere nos valores de remuneração. “Operadoras e os médicos prestadores de serviços devem negociar a remuneração caso a caso”, informou a Abramge, por meio de nota.

Segundo a associação, o setor privado de saúde atende 48 milhões de pessoas em todo o Brasil somente em cobertura médico hospitalar, sem incluir atendimento odontológico, realizando cerca de 890,3 milhões de procedimentos por ano.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde no país, declarou estar ciente da suspensão dos serviços pelos médicos. Diante do problema, a ANS ressaltou que está proibida a cobrança de valores adicionais por consultas ou prestação de serviço que tenham cobertura obrigatória pelo plano contratado e os atendimentos de urgência e emergência devem ser garantidos pelas operadoras.

Ainda segundo a ANS, nos casos de atendimentos eletivos, as operadoras devem providenciar um novo agendamento das consultas, exames ou internações. Os clientes de planos de saúde podem fazer denúncias, reclamações ou pedir informações sobre as operadoras, podem ligar para o telefone 0800 701 9656, pela internet, no endereço www.ans.gov.br ou presencialmente, por meio de um dos 12 núcleos da ANS espalhados pelo país.

Cronograma de suspensão do atendimento, com exceção de urgência e emergência:

10 de outubro: todos os médicos credenciados dos planos citados
11 de outubro: ginecologia e obstetrícia, anestesiologia e cardiologia
15 de outubro: endocrinologia, cirurgia de cabeça e pescoço e pneumologia
16 de outubro: pediatria, ortopedia e traumatologia, angiologia, cirurgia vascular e medicina do esporte
17 de outubro: endoscopia, dermatologia e alergia e imunologia
18 de outubro: todos os médicos credenciados dos planos citados

(da Agência Brasil, Elaine Patricia Cruz)



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