Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Restrição não impede venda a criminosos, segundo críticos do desarmamento 21/01/2013

Brasília – Restringir o acesso legal a armas de fogo não é o melhor caminho para reduzir a violência no país, na avaliação do professor Denis Rosenfield, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para ele, as vendas clandestinas, no mercado ilegal, somadas à impunidade, representam o maior problema nessa área da segurança pública, já que fazem chegar, com certa facilidade, às mãos de criminosos ou de pessoas com distúrbios psicológicos, o instrumento com poder de destruição.

“O problema não é a arma ou o acesso legal a ela, o que no Brasil já é extremamente restrito. O grande problema é o mercado ilegal, porque quem quer praticar um crime desses chamados 'midiáticos', como ocorre com maior frequência nos Estados Unidos, compra um fuzil, como um AR-15, de forma clandestina e está tudo resolvido”, destacou.

Para o filósofo, “quem tenta comprar legalmente é o cidadão comum, que pensa na autodefesa e na proteção à família”.

O acesso a armas de fogo voltou a ser debatido nos Estados Unidos, depois do massacre, em Newtown, no estado de Connecticut, quando o jovem Adam Lanza, de 20 anos, atirou contra crianças e funcionários de uma escola infantil e provocou 26 mortes. O crime ocorreu em dezembro do ano passado e gerou comoção nacional e internacional.

O presidente Barack Obama manifestou-se favorável à elaboração de uma legislação que regule o acesso da população às armas, proibindo, por exemplo, a posse de rifles automáticos. Além disso, Obama defende a definição de um estatuto que limite a compra e verifique os antecedentes dos que pleiteiam a autorização para o uso de armas.

Para o professor da UFRGS, no entanto, a medida não vai trazer impacto significativo à realidade americana, da mesma forma que, segundo sua avaliação, o Estatuto do Desarmamento, sancionado há quase 10 anos, não alterou de forma profunda os números no Brasil.

A mesma hipótese é ressaltada pelo presidente do Movimento Viva Brasil, organização que defende o direito ao uso de armas para defesa da vida e da propriedade, Bene Barbosa. A organização tem entre parceiros comerciais fabricantes, distribuidores e vendedores de armas, além de clubes de tiro, segundo o site da organização.

Conforme Barbosa, a experiência brasileira prova que “o caminho não é esse”. Ele acredita que a “leve queda” na taxa de mortalidade por armas de fogo nos últimos anos pode ser explicada por políticas públicas regionais, implementadas em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, que acabaram refletindo nos dados nacionais.

Segundo dados preliminares do Mapa da Violência 2013, que ainda está em elaboração pelo professor Julio Jacobo, coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em 2003 foram contabilizados no Brasil 39.325 mortes por armas de fogo, incluindo homicídios, suicídios, acidentes e causas indeterminadas. Esse total representava uma taxa de 22,2 mortes por arma de fogo em 100 mil habitantes. Em 2010, a taxa havia diminuído para 20,4 em 100 mil habitantes, totalizando 38.892 mortes por armas de fogo.

“Em São Paulo houve um reforço na política de segurança, com investimentos principalmente na punição de criminosos. Tanto que, hoje, o estado tem 40% de todos os presos do Brasil e média de elucidação dos crimes em torno de 35%, enquanto a média nacional é 5%”, disse.

“Além disso, no Rio de Janeiro, foram implantadas as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora], que também contribuíram para reduzir esses números, já que integram uma política de prevenção, que não é baseada no confronto”, acrescentou.

Bene Barbosa citou o exemplo de nações considerados “altamente armadas” e que têm baixos números de homicídios, como a Suíça e a Finlândia. “Nesses locais, o acesso a armas e munições é muito mais simples que no Brasil e o número de homicídios é ínfimo se comparado ao do Brasil”.

De acordo com Barbosa, países como Inglaterra, Austrália e Canadá, que endureceram as regras de acesso a armas e munições, registraram aumento nos índices de invasão a residências e de furtos. “O caso norte-americano mesmo é bom exemplo, porque no país há cerca de 300 milhões de armas nas mãos da população e a taxa de homicídio chega a ser cinco vezes menor que a brasileira”, disse.

“Quando ocorrem esses massacres, como o de Newtown, há uma grande comoção e sempre se pensa no que pode ser feito, que alguma coisa tem que mudar. Só que a saída não é restringir o acesso da população às armas”, argumentou.

Para ele, no caso brasileiro, o combate à impunidade e a ideia que o crime compensa, além de uma fiscalização mais intensa das fronteiras, para evitar a entrada de armamentos e munições ilegais no país, são as formas mais eficazes para reduzir a violência associada ao uso de armas de fogo. (da Agência Brasil, Thais Leitão)



Últimas

2020/09/29 » CNI: confiança do empresário industrial cresce em todos os setores
2020/09/29 » Prazo de entrega da declaração do ITR acaba na quarta-feira
2020/09/29 » União libera R$ 5 bi para financiar MEI, micro e pequena empresa
2020/09/28 » Intenção de consumo das famílias volta a crescer após cinco quedas
2020/09/28 » Petrobras inicia venda de dois campos de petróleo de águas profundas
2020/09/28 » Governo economiza R$ 1 bilhão com trabalho remoto de servidores
2020/09/25 » Projeto do Senai vai qualificar trabalhadores para a indústria 4.0
2020/09/25 » Primeiro leilão de imóveis públicos do Rio será em outubro
2020/09/25 » CMN amplia limite de renda para microcrédito a empresas
2020/09/24 » Custos industriais caem 1,5% no segundo trimestre
2020/09/24 » Ministro da Economia diz que reforma deve ter tributos alternativos
2020/09/24 » Contas externas têm saldo positivo de US$ 3,7 bilhões
2020/09/23 » Conab avalia que Brasil terá segunda maior safra de café em 2020
2020/09/23 » CNI: atividade industrial segue em recuperação com alta do emprego
2020/09/23 » Indicadores recentes sugerem recuperação parcial da economia, diz BC
2020/09/22 » Brasil terá cota adicional na exportação de açúcar aos EUA
2020/09/22 » Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais
2020/09/22 » Mercado financeiro reduz projeção de queda da economia para 5,05%
2020/09/21 » Turismo: metade das operadoras vende viagens para novembro e dezembro
2020/09/21 » Covid-19: maioria dos estados segue sem aulas presenciais

Ver mais »