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Mercado aquecido leva à profissionalização de cabeleireiros 14/02/2013

Rio de Janeiro – Com o crescimento econômico do Brasil e o aumento do poder aquisitivo da população, o mercado de beleza foi um dos que mais cresceram nos último anos. Levantamento da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel) mostra que de 2005 para 2010 o número de salões de beleza no país passou de 309 mil para 550 mil, um aumento de 78%. O número de profissionais acompanhou o crescimento, saltando de 1,2 milhão para 2,2 milhões no período.

Em 2010, a capital fluminense registrou 3.896 novos salões na junta comercial. Em 2011, o aumento foi 53,9%, com 5.997 novos salões registrados. O cadastro tem 9.486 empresas ativas. De acordo com a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), o estado tem cerca de 20 mil salões, o que corresponde a 17,4% dos estabelecimentos do país, e responde por cerca de 30% dos empregos formais no setor. Os dados foram repassados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac-RJ).

Segundo o Senac-RJ, o crescimento do setor é impulsionado também pelo baixo investimento inicial necessário, cerca de R$ 30 mil, e pelo retorno rápido. A formalização é incentivada ainda pela criação, pelo governo federal, da figura do microempreendedor individual, para negócios com renda anual até R$ 36 mil.

Segundo dados do Portal do Empreendedor, do governo federal, em dezembro de 2012 o estado do Rio já registrava 22.840 microempreendedores individuais na Classificação Nacional de Atividade Econômica 9.602-5/01, referente às atividades de cabeleireiro, barbeiro e manicure. Em todo o Brasil, são 193.071 no setor. Só na cidade do Rio são 8.330. Nas três esferas, os registros na área de beleza só ficam atrás dos referentes ao comércio varejista de roupas (Cnae 4.781-4/00).

O gerente de cursos de beleza e bem-estar do Senac-RJ, Adriano Vasconcelos, diz que o mercado tem crescido cerca de 10% ao ano há uma década. “As pessoas hoje buscam a área de beleza com muito mais intensidade do que no passado. Antes, começavam a frequentar salão de beleza a partir dos 17, 18 anos. Hoje, até criança frequenta, tem até festa de criança feita em salão de beleza”.

De acordo com ele, a mídia tem grande influência nisso, além das mudanças no mercado de trabalho. “A possibilidade de consumo do brasileiro também cresceu, muita gente saiu da classe D e foi para a classe C. Além disso, a participação da mulher no mercado de trabalho vem crescendo muito mais”, diz.

Vasconcelos acredita que a necessidade de buscar os serviços de beleza hoje é muito maior do que no passado, daí a demanda por profissionais, por salões e por serviços vir crescendo gradativamente nos últimos anos. “Por isso, eu não vejo, nos próximos cinco anos, como saturar o mercado. Ainda não”. (da Agência Brasil, Akemi Nitahara)



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