Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Baixo desemprego segura spread bancário apesar de alta dos juros 12/08/2013

Brasília – O aperto monetário promovido pelo Banco Central (BC) resultou em juros mais altos para os tomadores de crédito. Os bancos, no entanto, até agora não tiraram proveito da alta das taxas para ampliar os lucros. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo BC, o spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e os juros cobrados do cliente final) caiu nos últimos meses, apesar de a taxa Selic (juros básicos da economia) ter sido reajustada três vezes seguidas.

Em junho, segundo a autoridade monetária, o spread atingiu 10,9% ao ano, acumulando queda de 0,6 ponto percentual no primeiro semestre e de 1,9 ponto percentual nos últimos 12 meses. Nos últimos 18 meses, o indicador registrou alta em apenas dois meses: em julho do ano passado e em janeiro deste ano.

Se for considerado apenas o crédito para as pessoas físicas, a diferença entre os juros de captação e aplicação correspondeu a 16,3% ao ano, também com queda de 1,4 ponto percentual em 2013. Em relação aos empréstimos para as empresas, o spread recuou para 6,7% ao ano, com redução acumulada de 0,3 ponto percentual no ano.

A queda no spread ocorre porque os bancos ainda não repassaram totalmente aos clientes o aumento nas taxas usadas na captação, quando as instituições financeiras pegam dinheiro emprestado dos correntistas e oferecem juros em aplicações como poupança e CDB, e nos juros cobrados na concessão de crédito. Diretamente influenciada pela taxa Selic, a taxa média de captação subiu de 6,8% ao ano em maio para 7,6% em junho, alta de 0,8 ponto percentual de um mês para outro.

Os juros médios pagos pelos tomadores de empréstimos e financiamento também subiram, mas em ritmo menor. A taxa média de aplicação, como o BC chama os juros dos clientes finais, aumentou de 18,1% ao ano em maio para 18,5% em junho, crescimento de 0,4 ponto percentual. A combinação dos dois fatores resultou na queda do spread bancário em pleno ciclo de alta da taxa Selic.

Para a professora do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Maryse Farhi, a diminuição do spread pode ser explicada pelo excesso de liquidez – dinheiro em circulação – do setor financeiro e pela perspectiva de que a inadimplência permanecerá sob controle nos próximos meses. “Os bancos, em geral, tendem a aumentar o spread quando têm receio de instabilidade. Esse não é o quadro atual”, explica.

Especialista em mercados financeiros, Maryse diz que o baixo desemprego impede que os bancos aumentem o spread porque diminui o risco de calote dos tomadores de crédito. “Haveria um grande problema para os bancos se o desemprego estivesse subindo, mas isso não está ocorrendo. Quem pega dinheiro emprestado, na maioria dos casos, tem condições de devolvê-lo, sem pressionar a inadimplência”, comenta. (da Agência Brasil, Wellton Máximo)



Últimas

2021/01/27 » Pandemia e fim dos auxílios podem reverter retomada econômica
2021/01/27 » Confiança na construção civil recua depois de seis altas, diz FGV
2021/01/27 » Confiança do consumidor cai pelo quarto mês consecutivo
2021/01/27 » Custo da construção sobe 0,93% em janeiro, anuncia a FGV
2021/01/26 » Micro e pequenas empresas têm até sexta-feira para aderir ao Simples
2021/01/26 » Queda na arrecadação foi “resultado excelente”, diz Guedes
2021/01/26 » Confaz divulga nova tabela de preços médios de combustíveis
2021/01/25 » Pendências com o Simples atingem quase dois terços das empresas
2021/01/25 » Cepal: exportações da América Latina e do Caribe caíram 13% em 2020
2021/01/25 » Brasileiros acreditam que inflação será de 5,2% nos próximos 12 meses
2021/01/25 » Como contribuir para o INSS por conta própria
2021/01/25 » Como contribuir para o INSS por conta própria
2021/01/22 » Emprego cresce na indústria em um movimento atípico para dezembro
2021/01/22 » Monitor do PIB aponta alta de 1,1% na atividade econômica em novembro
2021/01/22 » Pesquisa da Conab indica queda na produção nacional de café em 2021
2021/01/21 » Entidades consideram acertada manutenção da Selic em 2% ao ano
2021/01/21 » Copom mantém juros básicos da economia em 2% ao ano
2021/01/21 » Governo federal lança sistema para simplificar a abertura de empresas
2021/01/20 » ANP regulamenta indicação de áreas para exploração de petróleo e gás
2021/01/20 » Bancos Inter, Itaú e Caixa lideram ranking de reclamações ao BC

Ver mais »