Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Governo brasileiro não gasta mais do que arrecada, diz Guido Mantega 15/05/2014

O governo não gasta mais do que arrecada, disse ontem (14) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência pública nas comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. “Não há despesa maior do que a receita. Estamos fazendo superávit [primário] menor porque estamos fazendo política anticíclica [gastos para amenizar os efeitos de crises econômicas]. [Mesmo assim, o superávit] é um dos maiores do mundo”, disse.

O ministro referiu-se ao resultado primário, que exclui o pagamento dos juros da dívida pública, para justificar o esforço fiscal. Mantega declarou que o país vem cumprindo as metas de superávit primário – economia nas contas públicas para pagar os juros da dívida. “Fazemos superávit primário há 11 anos e seguiremos fazendo”, afirmou aos deputados. Para este ano, a meta do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é economizar R$ 80,8 bilhões, equivalentes a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).

Mantega disse ainda que o momento não é oportuno para a aprovação da renegociação das dívidas dos estados e municípios, que pode ser votada no Senado, porque poderia passar impressão errada das contas públicas aos investidores estrangeiros. O ministro lembrou que se reuniu ontem (13) com representantes da agência de classificação de risco Fitch, que sinalizaram a manutenção da nota brasileira. Em março, outra agência, a Standard & Poor's, rebaixou a nota do país, mas manteve o grau de investimento – capacidade de um país não dar calote na dívida pública.

“Tivemos a Standard & Poor's dizendo que estaríamos com descontrole nas contas públicas. Não é correto, mas influenciou na confiança. [O projeto de renegociação da dívida dos estados e municípios] tem os seus méritos, a questão é o momento em que deve ser aprovado. [A renegociação] deixa a falsa ideia de que vai causar descontrole [fiscal] à medida que vai introduzir redução dessa dívida, mudando o indexador. A questão fiscal é espinhosa, é de confiança”, declarou.

Por outro lado, o ministro defendeu a renovação da desoneração da folha de pagamento, política que beneficiou empresas e resultou em renúncia fiscal R$ 13,2 bilhões no ano passado. No primeiro bimestre deste ano, os custos dobraram ante igual período de 2013. “Se depender de mim, vamos renovar essa desoneração. A General Electric anunciou que vai fazer turbinas no Brasil para exportar à China em função da desoneração da folha. [A medida] deve ser estrutural”, disse.

Por fim, Mantega destacou o combate à inflação do governo. Ele ressaltou que 2003 foi o único ano em que o custo de vida ultrapassou o teto da meta estabelecida pelas autoridades econômicas. De acordo com o ministro, a inflação se aproximará do centro da meta à medida que houver desindexação da economia brasileira. “Ainda temos resquício de indexação [sistema de ajuste de preços de acordo com índices oficiais]. Também tivemos choque de alimentos, com seca nos Estados Unidos. Subiu a inflação, mas o setor faturou e o Brasil produziu grãos Tivemos três anos de pressão inflacionária”, acrescentou. (da Agência Brasil, Mariana Branco)



Últimas

2019/11/19 » Petrobras reajusta gasolina em 2,8% nas refinarias
2019/11/19 » Setor de infraestrutura tem feito "mais com menos", diz secretário
2019/11/19 » Déficit primário encerrará o ano abaixo de R$ 80 bilhões, diz Guedes
2019/11/18 » Instituições financeiras elevam expectativa de inflação para 3,33%
2019/11/18 » Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação
2019/11/14 » Atividade econômica cresce 0,91% no terceiro trimestre
2019/11/14 » Caixa e BB iniciam quinta fase de pagamento de abono do PIS/Pasep
2019/11/14 » Reformas vão tornar Brasil mais atrativo a negócios, diz Bolsonaro
2019/11/14 » Reformas vão tornar Brasil mais atrativo a negócios, diz Bolsonaro
2019/11/13 » Privatização da Eletrobras deve reduzir tarifas para os consumidores
2019/11/13 » Caixa reduz para 4,99% a taxa de juros do cheque especial
2019/11/13 » Ministro diz que reforma da Previdência já atrai investidores
2019/11/12 » Setor de serviços cresce 1,2% em setembro, aponta IBGE
2019/11/12 » Cresce apoio do BNDES a projetos de micro, pequenas e médias empresas
2019/11/12 » Países do Brics buscam investimentos privados para infraestrutura
2019/11/12 » Faturamento do mercado de seguros cresceu 18,6% em setembro
2019/11/11 » Brics fomenta cooperação entre economias emergentes há 13 anos
2019/11/11 » Impostos dificultam pequenos e médios negócios, dizem empresários
2019/11/11 » IBGE revisa PIB de 2017 de 1% para 1,3%
2019/11/08 » Indicador da FGV mostra dificuldade de reação do mercado de trabalho

Ver mais »