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Setor de GLP prevê crescimento de 2,3% nas vendas do ano 26/11/2014

O setor brasileiro de gás liquefeito de petróleo (GLP) continua crescendo um pouco acima do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), disse ontem (25) à Agência Brasil o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello. Este ano, a expectativa é fechar com crescimento de vendas em torno de 2,3%.

“Para nós, é um número muito bom”, ressaltou, embora a expansão das vendas em embalagens para consumo residencial até 13 quilos seja de apenas 1%. Mello explicou que para os botijões individuais até 13 quilos, destinados a residências, a tendência é a estabilização ou crescimento lento, porque “cada vez mais há residências multifamiliares e existe a conveniência das centrais de gás”.

Essas centrais são instaladas no andar térreo das edificações, que utilizam bateria de cilindros de 45 quilos de GLP, cuja distribuição interna é feita por meio de ramais. “Esse é o novo gás encanado dentro do prédio. Essa é a modalidade de fornecimento que vem crescendo mais”, apontou. Mello esclareceu que os novos prédios têm se adaptado às exigências de maior eficiência energética, e são construídos de modo a que cada unidade familiar não tenha necessidade de ter um cilindro de gás só seu.

A central de gás é controlada pelo condomínio, e pode ser atendida pela rede de 56 mil revendedores em todo o país, ou diretamente pelas distribuidoras, dependendo do tipo de contrato estabelecido. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindigás, a utilização do GLP é considerada requisito para a obtenção da classificação de eficiência energética pelo novo Selo Procel de Edificações, que a Eletrobras lançará amanhã (26), no Rio de Janeiro, para premiar os melhores projetos ou empreendimentos construídos.

Apesar do avanço do gás natural, o Sindigás vem registrando crescimento também das vendas de GLP para a indústria. “O setor de gás tem conseguido se reinventar na indústria, aumentando também sua participação no agronegócio, para secagem de grãos e aquecimento de ninhadas, com maior controle que o uso de lenha”, destacou.

Foi observado também aumento do uso de aquecedores de água a gás, que Mello indica como mais eficientes que os chuveiros elétricos. “Instalar hoje em um prédio comercial ou residencial chuveiros elétricos é mais caro do que fazer uma instalação para aquecedores a gás”, disse ele, e observou ainda que é mais barato pagar o GLP do que pagar energia elétrica para aquecimento de água. Outra vantagem, do ponto de vista do governo, acrescentou, é ligada à diminuição dos picos de demanda.

Sergio Bandeira de Mello avaliou que a crise recente que envolve a Petrobras ão afetou o desempenho do setor de GLP. “Não tivemos problema nenhum. A crise [da Petrobras] não nos  afetou em nada”, assegurou.

O recorde de consumo de GLP foi registrado no ano passado, com um volume vendido de 7,329 milhões de toneladas.  Da demanda nacional, entre 75% e 80% de GLP são produzidos no país. As estimativas sinalizam, porém, para um equilíbrio entre produção e demanda entre 2016 e 2018, com possibilidade, inclusive, de superávit, admitiu Mello. Esse cenário vai diminuir mais a dependência do mercado externo, uma vez que parte do produto para abastecimento do consumo doméstico é oriunda de importações.

Como os produtos derivados do petróleo têm demanda muito direcionada pela oferta, o presidente do Sindigás manifestou expectativa de que o produto tenha oferta mais agressiva no país, pois acredita que “existam mais estímulos para acabar com as proibições de uso de GLP” em grupos geradores de energia. (da Agência Brasil, Alana Gandra)



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