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Novo radar orbital vai melhorar fiscalização do desmatamento na Amazônia 21/07/2015

O trabalho de detecção do desmatamento na Amazônia vai ficar mais eficiente, em breve, com o uso de um radar orbital capaz de monitorar a região mesmo quando o tempo está encoberto por nuvens. O contrato de financiamento para a compra de imagens de radares acoplados a satélites foi firmnado ontem (20), no Ministério da Defesa, pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipan) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

A medida faz parte do projeto Amazônia SAR, do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente, ligado ao Ministério da Defesa. Com a nova tecnologia, a área vigiada será mais de três vezes maior, equivalente a 950 mil quilômetros quadrados (km²), e a frequência de coleta das informações será diária. Pelo sistema atual, 280 mil km² são monitorados a cada 15 dias.

O investimento no projeto será de R$ 80,5 milhões. Do total, R$ 63,9 milhões são recursos do Fundo Amazônia e R$ 16,6 milhões vão sair do Orçamento da União. O valor é para a contratação de um radar orbital de fornecedores internacionais. O edital está sendo finalizado pelo Cesipam e, segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, deve entrar em operação “imediatamente”.

O ministro explicou que a tecnologia usada atualmente não é eficiente em condições climáticas adversas, pois os radares de imagem óptica não conseguem atravessar as nuvens, aumentando a ação de criminosos durante o período que vai de outubro a abril. Segundo ele, as novas imagens vão preencher uma lacuna no sistema atual, evitando o desmatamento, o narcotráfico e o garimpo ilegal e aumentando a velocidade de resposta, caso ocorram.

“No período nublado. intensifica-se a degradação na Amazônia. Com a aquisição de um novo tipo de sinal, teremos uma informação mais precisa e rápida, aumentando a eficácia no combate a qualquer tipo de desmatamento”, acrescentou.

O diretor do Censipam, Rogério Guedes, explicou que o sistema atual de monitoramento da região é feito a partir de imagens ópticas. Quando o tempo está nublado, o monitoramento é feito por aviões da Força Aérea Brasileira equipados com radares que sobrevoam a região, mas o custo da operação é alto e a área vigiada é limitada. “Hoje, o custo relativo de operação do radar aerotransportado vai de R$ 5 milhões a R$ 8 milhões em imagens. Com as informações do satélite-radar, o valor vai cair para R$ 270 mil”, estima ele.

Segundo o ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o Brasil tem dado grande contribuição voluntária à redução das mudanças climáticas ao enfrentar o desmatamento no país, e isso deve significar vantagem nas negociações da 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, prevista para dezembro.

“Nós vamos para a reunião, em Paris, tendo como principal trunfo da nossa agenda de negociação a redução do desmatamento na Amazônia. Hoje, a questão do combate à degradação é uma questão de inteligência, de estratégia, de soberania, e só é possível enfrentar esses desafios por meio do esforço integrado de órgãos do governo”, afirmou. (da Agência Brasil, Maiana Diniz)



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