Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Setor de tecnologia da informação ainda tem pouca presença no mercado externo 16/09/2015

Classificado com o sétimo maior mercado de tecnologia do mundo, o Brasil atrai empresas de todo o globo e, ainda assim, tem uma presença em exportações pequena na área. “O mercado internacional não reconhece a gente como produtor de tecnologia de alto nível na área de TI”, reconhece o coordenador de Serviços e Programas de Computador da Secretaria de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Henrique Barreiro.

O Brasil exporta muito pouco em hardware - a parte física do computador, formada pelos componentes eletrônicos - em comparação a softwares, os programas de computador. Segundo Barreiro, o país exporta cerca de quatro a cinco vezes mais em software e serviços de TI do que em hardware. “A área de software é uma competência nossa”.

Para o presidente da Federação Ibero-Americana das Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação (Aleti), Roberto Mayer, o setor de tecnologia da informação e comunicação brasileiro, ou TIC como é chamado, está carente de políticas públicas específicas que visem seu fortalecimento.

Mayer dirige a Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) e, na condição de representante dos empresariado, lamenta que, embora o Brasil seja pujante no mercado de tecnologia da informação, não tenha, a seu ver, uma política pública capaz de mudar o quadro de exportações reduzidas, como um programa estruturante, com uma meta definida.

“Tivemos iniciativas de apoio, a mais recente talvez tenha sido o TI Maior, mas elas são tímidas quando se compara com às iniciativas dos nossos vizinhos”, disse Mayer referindo-se ao Programa Estratégico de Software e Serviços de TI, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com a International Data Corporation (IDC), empresa de consultoria norte-americana que trabalha com avaliações sobre o mercado de tecnologia da informação, telecomunicações e tecnologia de consumo, os investimentos em TIC na América Latina crescerão este ano cerca de 5,7%.

No entanto, em relação aos países vizinhos, o Brasil está estacionado, conforme Mayer. O Censo do Setor de Tecnologia da Aleti mostra, por exemplo, que embora o número de empresas da área de TI com algum tipo de exportação corresponda a 17% do total, as companhias que exportam representam um percentual pequeno (3%, em média) em comparação à receita.

Atualmente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está fazendo uma avaliação do Programa TI Maior, para avaliar o que pode ser ajustado. Essa agenda digital, como está sendo chamada, envolverá outros órgãos do governo. A conclusão do trabalho está prevista para dezembro e deverá resultar em um novo programa, segundo o coordenador de Serviços e Programas de Computador.

Internacionalização

O governo vem incentivando a internacionalização das empresas brasileiras de TIC por meio da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo o coordenador de Serviços e Programas de Computador do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o mercado brasileiro de TIC continua em crescimento. “Tanto é que a gente vê taxas de crescimento de 10%, 11% ao ano”, disse José Henrique Barreiro.

Um dos desafios do setor são os recursos humanos. Não só no Brasil isso ocorre, no mundo inteiro, formar e manter capital humano especializado é algo complicado.

Mayer, da Aleti, afirmou que a expansão que ocorreu nos últimos anos na área de tecnologia não foi acompanhada pela capacitação ou mesmo formação de capital humano. “Em todos os países onde ocorreu essa explosão, você tem falta de recursos humanos”.

Com isso, acaba-se subcontratando serviços de tecnologia em outros países. Segundo Barreiro, há forte evasão nas universidades e falta pessoal de nível técnico, como programadores.

Temas como o desenvolvimento do setor, recursos humanos, educação e investimentos começaram serão discutidos até a próxima quinta (17) no Rio Info 2015, principal evento de tecnologia da informação e negócios do país, no Rio de Janeiro. (da Agência Brasil, Alana Gandra)



Últimas

2021/01/25 » Pendências com o Simples atingem quase dois terços das empresas
2021/01/25 » Cepal: exportações da América Latina e do Caribe caíram 13% em 2020
2021/01/25 » Brasileiros acreditam que inflação será de 5,2% nos próximos 12 meses
2021/01/25 » Como contribuir para o INSS por conta própria
2021/01/25 » Como contribuir para o INSS por conta própria
2021/01/22 » Emprego cresce na indústria em um movimento atípico para dezembro
2021/01/22 » Monitor do PIB aponta alta de 1,1% na atividade econômica em novembro
2021/01/22 » Pesquisa da Conab indica queda na produção nacional de café em 2021
2021/01/21 » Entidades consideram acertada manutenção da Selic em 2% ao ano
2021/01/21 » Copom mantém juros básicos da economia em 2% ao ano
2021/01/21 » Governo federal lança sistema para simplificar a abertura de empresas
2021/01/20 » ANP regulamenta indicação de áreas para exploração de petróleo e gás
2021/01/20 » Bancos Inter, Itaú e Caixa lideram ranking de reclamações ao BC
2021/01/20 » Confiança do empresário do comércio cai 2,2% em janeiro, diz CNC
2021/01/19 » CNI: faturamento da indústria cai pela primeira vez em sete meses
2021/01/19 » Produção de aço caiu 4,9% em 2020, informa o Instituto Aço Brasil
2021/01/19 » Atividade econômica tem alta de 0,59% em novembro, diz Banco Central
2021/01/19 » Atividade industrial desacelera em novembro de 2020
2021/01/18 » Saiba o que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
2021/01/18 » China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil

Ver mais »