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Desemprego aumenta na região metropolitana de São Paulo 22/02/2017

A taxa de desemprego nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo aumentou em janeiro, passando de 16,2% (em dezembro) para 17,1%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita em conjunto pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A variação ficou acima do índice medido em janeiro de 2016 (14%).

O total de desempregados em janeiro foi estimado em 1,883 milhão de pessoas, com um acréscimo de 88 mil acima do registrado em dezembro último. A elevação ocorreu devido à redução de 153 mil vagas e à saída de 65 mil pessoas do grupo de concorrentes a um emprego.

O levantamento indica, no entanto, que a proporção de pessoas em busca de emprego cresceu de 13,5% para 14,1% e as que deixaram de procurar vagas por falta de perspectivas ou que desenvolveram atividades precárias, os chamados bicos, subiu de 2,7% para 3%.

O nível de ocupação caiu em 1,6%, com um total estimado de 9,13 milhões de pessoas em atividades. Por setor, o de serviços foi o que efetuou o maior número de demissões (82 mil), com recuo de 1,5% na criação de postos. Na indústria de transformação, 49 mil postos de trabalho foram fechados (-3,6%) e , na construção, 29 mil (-4,7%).

O cenário menos ruim é do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, onde o saldo entre contratações e demissões foi cnsiderado estável, porém, com mil empregados menos do que havia em dezembro e taxa de variação em -0,1%.

Renda tem pequena alta

A renda  média,  tanto  dos ocupados  quanto  dos assalariados,  foi corrigida  em  0,9%  entre  novembro  e  dezembro.  Os rendimentos dos ocupados passaram para R$ 2,028 mil e os dos assalariados,  para
R$ 2,093 mil.

Em dezembro do ano passado, na comparação com o mesmo mês de 2015, diminuiu em 14,4% o total de trabalhadores sem carteira assinada. Paralelamente, também recuou em 2% o número de empregados legalmente contratados ou com carteira assinada.

Nos últimos 12 meses, o nível de ocupação teve queda de 4,1% com 387 mil vagas suprimidas. No período, 53 mil pessoas deixaram o mercado de trabalho, resultando no aumento de 334 mil no total de desempregados. A maior retração ocorreu na indústria de transformação, que fechou 179 mil postos de trabalho, o que significa recuo de 12,1%. (da Agência Brasil, Marli Moreira)



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