Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Indicadores confirmam estabilidade e recuperação econômica, diz Goldfajn 11/08/2017

O presidente do Banco Central,, disse hoje (11) que os últimos indicadores confirmam estabilização do cenário e abertura de um caminho para a recuperação econômica do país.

“Após dois anos de recessão, os dados recentes parecem confirmar o cenário base que trabalhamos aqui no Banco Central: estabilizou, a recessão ficou para trás e há perspectivas de uma recuperação gradual ao longo dos próximos meses”, disse, ao discursar em seminário sobre estabilidade financeira, promovido pela instituição. 

Goldfajn destacou, entre os bons resultados, o crescimento da população ocupada por quatro meses consecutivos. No final de julho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) indicou a primeira queda significativa do desemprego desde 2014, com uma redução de 0,7% no percentual da população economicamente ativa sem trabalho. Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atualmente está em 13%.

“Com a produção industrial é a mesma coisa”, acrescentou o presidente do Banco Central, ao mencionar indicadores que tem mostrado sinais consistentes de melhora. “Tivemos dois trimestres consecutivos de crescimento, o que não ocorria desde 2014”, enfatizou.

Juros bancários

O presidente da autoridade monetária também acredita que os juros ao consumidor devem continuar a cair nos próximos meses, acompanhando os cortes feitos na taxa básica de juros (Selic). “É claro que está caindo de uma forma gradual, e eu acho que isso vai continuar ao longo dos próximos meses. Há uma defasagem natural entre a queda da taxa básica e a queda das taxas bancárias”, ressaltou.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em julho, a taxa básica de juros foi reduzida em 1 ponto percentual, ficando em 9,25% ao ano. Com o corte, a Selic chegou ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano.

Esta é a primeira vez que os juros básicos da economia retornam a um dígito em quase quatro anos. Desde novembro de 2013, quando o Copom elevou a taxa para 10% ao ano, a taxa estava em dois dígitos.

TLP

Goldfajn fez uma defesa da proposta do governo federal de criar uma nova taxa para os empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Medida Provisória 777, que estabelece a Taxa de Longo Prazo (TLP) está atualmente sendo apreciada por uma comissão mista no Congresso Nacional. A ideia é aproximar os juros do banco, que são subsidiados, aos valores de mercado, diminuindo os aportes do Tesouro Nacional para custear os financiamentos da instituição.

Para o presidente do Banco Central, a mudança aumentaria a força das ações da autoridade monetária para estabilizar a economia e contra a inflação, permitindo que os juros cobrados de forma geral sejam mais baixos. “Acabando com a meia entrada, sob o ponto de vista do Banco Central, a potência da política monetária aumenta. Sob o ponto de vista da política fiscal, torna mais transparente o subsídio. O que é implícito se torna explícito”, afirmou.

A TLP será composta pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e por taxa de juros real prefixada mensalmente, de acordo com o equivalente ao rendimento real das Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN- B) no prazo de cinco anos. A NTN-B reflete o custo de captação do Tesouro Nacional, o mais baixo do mercado.

“A nossa taxa de juros estrutural da economia vai ser menor. Portanto, vamos democratizar os juros baixos no Brasil”, enfatizou Goldfajn ao apresentar os pontos positivos da mudança.

Segundo o Ministério da Fazenda, o país gastou R$ 723 bilhões com subsídios para o setor privado em um período de 10 anos, encerrado em dezembro de 2016. Os empréstimos subsidiados do BNDES tem, atualmente, juros de 7% ao ano. Quanto maior sua distância da Selic, taxa básica de juros da economia, hoje em 9,25% ao ano, maior o custo para o Tesouro. (da Agência Brasil, Daniel Mello)



Últimas

2017/08/18 » Pesquisas buscam diminuir o impacto ambiental da mobilidade com biocombustíveis
2017/08/18 » Alto custo e falta de política pública limitam uso de veículos elétricos no país
2017/08/18 » Governo quer leiloar Congonhas e mais 12 aeroportos à iniciativa privada
2017/08/17 » Emprego no setor eletroeletrônico tem recuperação em julho
2017/08/17 » Governo paulista lança edital para concessão de 15 terminais de ônibus
2017/08/17 » Cade investiga fabricantes de filtros automotivos por suposta formação de cartel
2017/08/16 » Indústria paulista tem o melhor saldo de emprego acumulado dos últimos 4 anos
2017/08/16 » Confiança do consumidor cresce 2 pontos em julho, diz pesquisa
2017/08/16 » IGP-10 registra queda de preços de 0,17% em agosto
2017/08/16 » Setor de serviços tem crescimento de 1,3% entre maio e junho
2017/08/15 » Volume de exportações cresce 12,5% em julho, aponta a FGV
2017/08/15 » Comércio varejista tem alta de 1,2% no volume de vendas em junho
2017/08/15 » Receita libera programa para Imposto de Propriedade Territorial Rural
2017/08/14 » Mercado financeiro eleva para 3,5% projeção de inflação este ano
2017/08/14 » Duração de licença-paternidade reforça desigualdade na criação dos filhos
2017/08/14 » Frustração de receitas aumenta dificuldade de cumprir meta fiscal
2017/08/11 » Indicadores confirmam estabilidade e recuperação econômica, diz Goldfajn
2017/08/11 » Municípios com melhor gestão fiscal têm baixa dependência da União
2017/08/11 » Quase 86% dos municípios estão em situação fiscal difícil ou crítica, diz estudo
2017/08/10 » Previsão de safra recorde de grãos sobe e atinge 242 milhões de toneladas

Ver mais »