Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Atender população de rua no país é desafio, diz comissão da OEA 08/11/2018

Para CIDH, grande número de vulneráveis exige soluções específicas

O grande número de pessoas que vivem na rua no Brasil é um desafio para as políticas destinadas a essa população, disse hoje (8) a vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), Esmeralda Arosemena.

Nesta quinta-feora, Esmeralda participou de um encontro com representantes de diversos movimentos que reúnem ou oferecem assistência a moradores de rua.

“[O Brasil] tem vulnerabilidades específicas pela grande quantidade de pessoas. As cidades muito grandes também têm grandes problemas. As respostas para um grupo de 50 pessoas não são comparáveis às destinadas a grupos de 100 mil ou 10 mil pessoas. Esta é uma condição muito particular da população de rua no Brasil”, disse Esmeralda após o encontro.

Falta de dados

No último censo sobre população de rua na capital paulista, realizado em 2015, foram contabilizadas quase 16 mil pessoas.

Para o coordenador da Pastoral do Povo de Rua, padre Julio Lancellotti, esses números estão "claramente" defasados. “É evidente de que temos hoje mais de 20 mil”, disse Lancellotti ao mencionar, por exemplo, que somente a organização que cuida do programa Consultório da Rua tem mais de 9 mil pessoas no seu cadastro. “Aumentou o número de mulheres, de mulheres com crianças e também o número de despejos”, afirmou durante a reunião.

Lancellotti criticou a decisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anunciada em setembro, de não contabilizar no Censo de 2020 as pessoas que vivem nas ruas. “Há metodologia própria para isso. Não faz porque não quer, porque não tem interesse político de perceber que essa população aumenta como resposta e como consequência da política econômica e social que o Brasil tem implementado”, afirmou.

Segundo o padre, sem essa contabilidade, há o risco de que as políticas oferecidas a essa população não sejam eficazes.

Quando anunciou a decisão, o IBGE justificou que a coleta de dados sobre quem não tem domicílio fixo é especialmente difícil devido às dimensões do país. “Nossas pesquisas consideram apenas domicílios permanentes, e identificar pessoas em situação de rua exige um grande esforço de mobilização, em particular em países com grandes territórios, como o Brasil”, alegou o instituto.

Soluções permanentes

Esmeralda Arosemena defendeu o foco em políticas públicas que ofereçam soluções permanentes e não apenas amenizem problemas emergenciais. “”Necessitamos de respostas com dignidade. Não é a sacola de comida para um dia, ou um espaço para passar uma noite – essas são respostas momentâneas. As respostas têm que ser permanentes.”

Por isso, ela considera fundamental pensar em formas de garantir moradia para as pessoas que atualmente dormem nas calçadas das grandes cidades. “Não é verdade que as pessoas querem viver nas ruas. As pessoas necessitam de moradia. Porque, quando você tem moradia, consolida os outros direitos. Então, o chamado, a reposta que esse grupo necessita deve ser com uma visão integral da sua condição como pessoa”, acrescentou.

A força do Movimento Nacional da População e Situação de Rua foi, por outro lado, algo que impressionou positivamente a vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O encontro foi realizado em um espaço cedido pela prefeitura para atividades da organização no bairro da Bela Vista. “Para mim, o mais importante o mais importante deste encontro hoje é saber que tem uma força neste movimento de solidariedade com as pessoas”, disse ela.

A visita de Esmeralda Arosemena faz parte da agenda da CIDH no Brasil, iniciada na última segunda-feira (5), com previsão de uma série de encontros em diversas partes do país. Um relatório preliminar sobre a missão no Brasil deve ser divulgado em 12 de novembro. (da Agência Brasil, Daniel Mello)



Últimas

2019/04/18 » Petrobras reajusta em R$ 0,10 litro do diesel nas refinarias
2019/04/18 » Meteorologia prevê chuvas e tempo nublado para o fim de semana
2019/04/18 » Banco do Brics investirá US$ 621 milhões em projetos no Brasil
2019/04/17 » IGP-M acumula inflação de 8,5% em 12 meses, diz FGV
2019/04/17 » PIB fica estável no trimestre encerrado em fevereiro
2019/04/17 » Maioria de queixas contra bancos é sobre oferta de produtos e serviços
2019/04/16 » Inflação na saída das fábricas é de 0,43%, diz IBGE
2019/04/16 » eSocial começa a receber dados de microempreendedores individuais
2019/04/16 » ANP marca para dia 7 de novembro a 6ª rodada de partilha do pré-sal
2019/04/16 » Meta de déficit primário para 2020 é fixada em R$ 124,1 bilhões
2019/04/15 » Inflação pelo IGP-10 cai de 1,4% em março para 1% em abril
2019/04/15 » Atividade econômica tem queda de 0,73% em fevereiro
2019/04/15 » Mercado reduz projeção de expansão da economia de 1,97% para 1,95%
2019/04/15 » Fiocruz desenvolve teste para Zika mais barato e rápido
2019/04/12 » Formas de tratamento deixam de ser obrigatórias no serviço público
2019/04/12 » Setor de serviços tem queda de 0,4% de janeiro para fevereiro
2019/04/12 » Dívidas junto ao governo poderão ser pagas pela internet
2019/04/11 » Organização Internacional do Trabalho comemora 100 anos de existência
2019/04/11 » Bancos mantêm trajetória de aumento da rentabilidade, diz BC
2019/04/11 » Produção de grãos no Brasil deve crescer 1,6% este ano, diz IBGE

Ver mais »