Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Economia marítima rende R$ 2 trilhões para o Brasil por ano 24/06/2019

Produção vinda do mar equivale a 19% do PIB do país

Responsável por concentrar metade da população brasileira, o litoral representa uma das principais fontes de riquezas do país. O mar rende R$ 2 trilhões por ano, o equivalente a 19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) nacional.

A estimativa foi apresentada hoje (24) pelo representante da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e comandante da Marinha, Rodrigo de Campos Carvalho. Um dos participantes da 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde, ele defendeu a importância da preservação dos recursos marinhos para assegurar o desenvolvimento sustentável.

Segundo Carvalho, a estimativa da economia marítima, chamada por ele de “economia azul”, considera a produção de petróleo e de gás, a defesa, os 235 portos do país, o transporte marítimo, a indústria naval, a extração de minérios além do petróleo, o turismo, a pesca, as festas populares ligadas ao mar e a culinária marinha. “O mar brasileiro é pujante. Hoje discutimos uma reforma da Previdência que economizaria R$ 1 trilhão em dez anos. No mar, temos R$ 2 trilhões por ano”, destacou.

Plataforma continental

Segundo o comandante, o principal desafio do governo, no momento, consiste em estender área marítima do país de 4,2 milhões para 5,7 milhões de quilômetros quadrados. Ele ressaltou que o Brasil entregou às Nações Unidas, no fim do ano passado, a última parte dos estudos que mostram que a elevação de Rio Grande, próxima à costa da Região Sul, integra a plataforma continental brasileira. “Com isso, a área marítima brasileira será maior que a Amazônia. Temos uma Amazônia Azul e precisamos preservá-la”, disse.

Carvalho explicou que a Organização das Nações Unidas (ONU) não tem prazo para analisar o pedido do Brasil. Ele, no entanto, disse que o Brasil foi o segundo país a entregar à ONU o levantamento da plataforma continental. O primeiro foi a Rússia.

Desenvolvimento sustentável

Carvalho ressaltou que o Brasil assumiu, na Conferência dos Oceanos da ONU em 2017, o compromisso de usar os recursos marítimos para o desenvolvimento sustentável. O país comprometeu-se a implementar, até 2030, o Planejamento Espacial Marinho, que proporcionará uma gestão ativa no espaço marítimo e o respaldo das leis.

“O planejamento visa à garantia da soberania, o uso compartilhado e sustentável do ambiente marinho e a segurança jurídica para os investidores internacionais para trazer desenvolvimento sustentável”, afirmou. Ele acrescentou que a comissão interministerial está engajada no combate a poluição marítima, por meio do Plano Nacional de Combate ao Lixo do Mar. Além disso, no fim do ano passado, o governo criou as áreas de proteção ambiental de Trindade e de São Pedro e São Paulo, o que aumentou para 23% a área marítima brasileira protegida ambientalmente.

Criada em 1974, a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar abriga 15 ministérios, com uma reunião plenária de quatro em quatro meses e reuniões técnicas a cada mês. A comissão é coordenada pelo comandante da Marinha, o almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior.

Antártida

Carvalho destacou que a Estação Comandante Ferraz, na Antártida, parcialmente reinaugurada em março depois de um incêndio em 2012, tem investido em energia eólica (do vento), captação de energia solar e isolamento térmico. Atualmente, um quarto do consumo da estação vem de fontes renováveis. A base do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, perto de Fernando de Noronha, conta com painéis solares. “Nosso desafio agora é modernizar a matriz energética de Trindade”, disse.

A 1ª Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde começou hoje (24) e vai até quarta-feira (26), na capital cearense. O encontro está sendo organizado pela World Green Economy Organization (WGEO) – Organização Mundial da Economia Verde –, pelo Escritório de Cooperação Sul-Sul da Organização das Nações Unidas (UNOSSC) e pelo Instituto Brasil África (Ibraf), com apoio do Governo do Ceará e em parceria com o Secretariado das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC), com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com a International Solar Alliance (ISA). (da Agência Brasil, Wellton Máximo)



Últimas

2019/07/22 » Número de aprendizes no país cresce 13,6% no primeiro semestre
2019/07/22 » Mercado projeta crescimento de 0,82% para a economia
2019/07/22 » Confiança da indústria recua 1,7 ponto na prévia de julho, diz FGV
2019/07/19 » Governo cria Conselho Brasil-OCDE e revoga centenas de decretos
2019/07/18 » Índice de confiança do empresário cresce pelo segundo mês consecutivo
2019/07/18 » IGP-M acumula inflação de 6,53% em 12 meses, diz FGV
2019/07/18 » Estudo aponta aumento de câncer em população de 20 a 49 anos
2019/07/17 » Queda de comércio com EUA afeta exportações brasileiras
2019/07/17 » ONU: cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV em 2018
2019/07/17 » Senado deve concluir reforma da Previdência em 45 dias, prevê líder
2019/07/16 » Inflação pelo IGP-10 sobe de 0,49% em junho para 0,61% em julho
2019/07/16 » Governo vai instalar 1 mil radares em rodovias federais, diz ministro
2019/07/16 » Acordo entre Vale e MPT indenizará famílias de vítimas de Brumadinho
2019/07/15 » Atividade econômica sobe 0,54% em maio
2019/07/15 » Mercado reduz estimativa de crescimento da economia para 0,81%, diz BC
2019/07/15 » Receita paga hoje restituições do 2º lote do Imposto de Renda
2019/07/12 » Pequenos negócios têm até segunda para retornar ao Simples Nacional
2019/07/12 » Produção industrial recua em sete estados e na região Nordeste em maio
2019/07/12 » Setor de serviços fica estável de abril para maio
2019/07/11 » CNI: reforma da Previdência abre espaço para agenda de produtividade

Ver mais »