Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação 18/11/2019

Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.

Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.

O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

“Vamos passar aqui no Brasil pelo que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Nessas economias, os juros eram altos. As pessoas aplicavam em renda fixa. Havia investimentos garantidos e altos. Só que as taxas de juros foram caindo e aí reverteu a situação - a maioria dos americanos e europeus atualmente aplica na bolsa de valores. Vamos ter esse cenário no Brasil - quem quer maior rentabilidade vai ter que assumir risco”, disse.

Oliveira aconselha a quem optar por investir em ações e não tiver conhecimento do mercado financeiro a buscar os fundos de ações. “Há duas formas de aplicar na bolsa. Uma delas é aplicar diretamente em ações de uma empresa. Esse tipo de escolha só deve ser feito por pessoas com mais conhecimento. Para os iniciantes, a melhor alternativa é entrar em fundos de ações. Porque no fundo tem um gestor que conhece o melhor papel para comprar e ele vai diluir a carteira para minimizar os riscos. Vai escolher diversos tipos de empresas, como financeiras, bancos, varejo, de energia”, disse.

Caso não queira correr riscos ou tenha a intenção de fazer reserva de emergência, a recomendação é analisar as taxas de administração dos fundos de renda fixa. Para Oliveira, com a Selic cada vez menor, a tendência é que as instituições financeiras reduzam as taxas de administração para atrair mais clientes. Outra opção é analisar os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic. Os investidores podem analisar também outras opções de investimento disponíveis no mercado.

Os investimentos em fundos e no Tesouro Direito têm cobrança de Imposto de Renda, além de taxas de administração, que devem ser analisadas por quem decide investir.

Reflexos na economia

Oliveira destaca que os menores rendimentos da poupança podem trazer consequências não somente para o bolso dos poupadores, mas também para a economia do país. “Como deixar o dinheiro na poupança não vai nem manter o poder de compra, isso pode fazer com que as pessoas parem de poupar e destinem dinheiro para consumo”, disse.

Outro fator é a redução de recursos para o financiamento habitacional. Atualmente, 65% dos recursos de poupança são destinados aos financiamentos habitacionais. (da Agência Brasil, Kelly Oliveira)



Últimas

2020/07/09 » Novo site simplifica adesão ao acordo dos planos econômicos
2020/07/09 » Sebrae: cresce interesse por cursos a distância para empreender
2020/07/09 » Pandemia causou impacto em 57% das companhias exportadoras, revela CNI
2020/07/09 » Estimativa de junho prevê safra recorde de 247,4 milhões de toneladas
2020/07/09 » MEC anuncia que Enem será em 17 e 24 de janeiro de 2021
2020/07/08 » Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia
2020/07/08 » Câmara aprova MP que suspende cumprimento mínimo de dias letivos
2020/07/08 » Câmara aprova MP que permite reembolso de passagem aérea em até um ano
2020/07/08 » Covid-19: Senado aprova indenização a profissional afetado pela doença
2020/07/07 » Bolsonaro sanciona MP que criou programa de manutenção do emprego
2020/07/07 » Tecnologias da Embrapa ajudam Ceará a dobrar produção de algodão
2020/07/07 » Com aumento de mortes, Miami volta a fechar restaurantes
2020/07/06 » Saiba como estão os planos de retomada econômica em cada estado
2020/07/06 » Saiba como funcionam os testes para detectar a covid-19
2020/07/06 » Caixa deposita saque emergencial do FGTS para nascidos em fevereiro
2020/07/03 » Com digitalização de salas de aula, pandemia acentua exclusão escolar
2020/07/03 » Conheça resultado do maior estudo sobre a covid-19 no Brasil
2020/07/03 » Rendimento médio de brasileiros cai a 82% em maio devido à covid-19
2020/07/02 » Califórnia fecha bares e restaurantes na maior parte do estado
2020/07/02 » Isolamento social pode agravar castigos e palmadas, diz pesquisa

Ver mais »