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Desemprego e renda têm queda em setembro, segundo IBGE 30/10/2006

Rio de Janeiro, 26/10/2006 - O índice de desemprego ficou em 10% em setembro, nas seis maiores regiões metropolitanas do país. O resultado mostra queda de 0,6 ponto percentual em relação a agosto. Na comparação com o mesmo mês de 2005, a taxa ficou estável, em 9,6%.

Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a entidade, o recuo entre agosto e setembro é fruto da queda de 5,3% na procura por trabalho e pelo aumento de 1,2% no contingente de ocupados.

Esses movimentos - que segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, indicam um resultado positivo - foram motivados pelo momento eleitoral e pela proximidade das festas de fim de ano.

“O aumento da ocupação era percebido nos últimos meses, mas não era suficiente para absorver a demanda. Agora, a demanda continua, com 10% da população economicamente ativa procurando trabalho, mas tanto o momento eleitoral como a época do ano propiciam o aumento de contratações para a produção que será escoada no fim do ano", observou. "Esses fatores impulsionaram o nível da ocupação. Como conseqüência, a demanda por ocupação em parte foi atendida”.

Em contrapartida, o rendimento médio dos ocupados ficou em R$ 1.030,20, com queda de 0,8% em relação a agosto e elevação de 2,7%, na comparação com setembro de 2005.

“A queda do rendimento entre os meses de agosto e setembro pode ter sido causada pelas novas contratações, principalmente de trabalhadores com salários mais baixos”, explicou Azeredo.

Em setembro, o número de pessoas ocupadas chegou a 20,7 milhões, crescendo 1,2% em relação a agosto e 3,1% na comparação com setembro de 2005. A quantidade de pessoas desocupadas, que totalizou 2,3 milhões, teve queda de 5,3% frente agosto e aumento de 7,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também aumentou entre os meses de setembro de um ano e outro. A alta foi de 5,6%, o que representa cerca de 455 mil pessoas a mais no mercado de trabalho formal.

O Rio de Janeiro registrou a menor taxa de desemprego apontada pela pesquisa no mês de setembro: 7,5%. Em São Paulo, região com maior representatividade no levantamento, a taxa foi de 11,1%. Salvador apresentou o maior índice, com 13,6%.

 

 

Agência Brasil - Thaís Leitão

 



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